Arquivo de Nuvens | "vasco rodrigues"

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Pensar O Vitória…


Este texto não pretende mais que ser um manifesto de consciência… de alguém que se preocupa com o estado actual de um clube que tem ou teve tudo para ser uma referência no panorama desportivo nacional e ano após ano sofre por inúmeros equívocos e erros em excesso…

Efectivamente, será fastidioso enumerar a quantidade de erros que de há vários anos para cá tem sucedido entre as portas do clube vitoriano…erros esses que culminaram com uma descida de divisão e um falhanço, por incúria, do apuramento para os grupos da Champions!
Esta época, apesar de toda a areia atirada para os olhos, com a contratação de jogadores de, suposto, cartel a verdade é que esses mesmos não possuem estofo nem capacidade para jogar no Vitória… A política de contratações vitoriana limitou-se a perscutar jogadores de nome, mas sem possibilidades, no momento, de envergarem o Rei…senão atentemos: Alex não jogava há dois anos; Lazzaretti estava encostado no Paranaense; Custódio parado no Dínamo Moscovo; Jorge Gonçalves, sem jogar, desde Setembro de 2008; Targino, que até tem sido dos melhores, esta época, perdeu duas épocas em estéreis empréstimos; Douglas, metido à pressão, sem ritmo, sem instinto goleador…sem a aura de goleador que apresentava!
Analisado, assim, o problema, apetece questionar: haverá alguém que, ainda, acredita em milagres? Existira, alguém, que acreditasse que uma equipa formada, maioritariamente, por jogadores sem competir poderia realizar um bom campeonato?
Mas aí encontra-se um dos grandes problemas do Vitória actual: a falta, por parte de qualquer direcção, de um trabalho de base… um trabalho que permita formar uma equipa, ainda que lentamente, o que não acontece…geração espontânea está provado que nem no Real Madrid funciona, quanto mais no Vitória…
Ademais e atendendo a esta situação, apetece perguntar: porque são sempre estes atletas que jogam? Porque Andrezinho, na direita ou na esquerda, joga? Porque João Alves, Douglas ou Desmarets têm lugar cativo, mesmo que apresentem índices paupérrimos? Porque três treinadores não viram o que já vinte, trinta ou quarenta mil adeptos já viram há muito?
Mas, a verdade é que o plantel do Vitória é composto por vinte e sete jogadores..alguns deles de largo futuro… Dinis é habitué nas selecções jovens… Kamani é internacional americano… Santana, apesar do principesco investimento e de tardar em demonstrar valor, não tem oportunidades… Tiago Alencar, se na altura se questionou a razão da sua vinda, agora confirma que por trás dela não esteve o mérito futebolístico…e Leandro é melhor não falar, pois os protocolos já encheram linhas e fizeram correr rios de tinta… em suma, nomes para atirar areia para os olhos
Todavia, lembremos que Vingada prometeu olhar para os jovens, Sérgio disse que não olharia para o Bilhete de Identidade e no entanto sempre os mesmos jogam, perdem e continuam titulares indiscutíveis como que em equipa que perdesse (quase) sempre não se pudesse mexer!
Porque razão? Porque disseram uma coisa e fizeram outra? Que insondáveis motivos os levou e leva a elaborarem um discurso e a agirem em dissonância do mesmo?
Mas esse, infelizmente, não é o único problema…por muito que nos custe, o Vitória é um clube desprovido de estrutura, em que não se pensa a longo prazo… cultiva-se uma cultura de desenrascanço, esquecendo-se que no futebol nada surge por acaso! A inexistência de uma estrutura sólida e profissional, também, se nota por aí, já que em determinados momentos parece que o Vitória perde o comboio… os jogadores apetecíveis vão sempre parar a outras paragens, os nossos atletas jovens são aproveitados pelos outros e mesmo os que são da cantera vieram cá parar por interposto clube, casos de Alex ou Flávio .
Inexistem olheiros que descubram jogadores com potencialidades para actuar no Vitória…e desde épocas memoriais esses tiveram relevância no Vitória… Caiçara, Djalma, Edmur foram os primeiros frutos de um filão brasileiro que rendeu muitas glórias… Onde pára a alma de descobridores dos olheiros que descobriram Roldão ou Ademir? Que na foz do Rio Zaire repararam em N’Dinga, quiçá o melhor médio da história vitoriana? Porque, agora, não se faz esse trabalho de casa e profissionalizando-se o scouting, parte-se à descoberta? Ainda para mais em ano de CAN… em Angola…onde se moveram inúmeras influências para se trazer Santana!
Ademais, e aliado a esse projecto de scouting, em vez de se realizarem protocolos ruinosos que nada trazem ao Vitória, porque não aproveitar e tentar estabelecer uma rede de relações com grandes clubes europeus…onde em vez de termos os excedentários do Benfica, poderíamos ter jovens de grandes clubes e com um largo futuro pela frente… o United usou, na Bélgica, o Antuérpia para isso e ao que consta os belgas não ficaram a perder…nomes como Johnny Evans ou Danny Welbeck ajudaram-nos a ser competitivos… no Chelsea, Stoch e Rajkovic emprestados ao FC Twente, da Holanda, contribuem decisivamente para a liderança na Holanda…e em Guimarães isso não se conseguiria??? Ou será que a nossa arrogância, apenas, nos permite pedir empréstimos aos mesmos de sempre….
Ademais, somos atormentados por ouvir, sempre, os mesmos argumentos…que em prejuízo da vida pessoal, os elementos que compõe as direcções vitorianas, dão tudo ao Vitória… e eu pergunto, porque não um director, a tempo inteiro, remunerado? Pague-se o activo principalmente e exijam-lhe resultados… mas que durante vinte e quatro horas, pense e monte estratégias para o Vitória crescer…que negoceie as tais parcerias…que, subrepticamente, se for preciso, negoceie postos de preponderância nos cargos decisórios… e que no fim de cada época, o seu trabalho seja avaliado em Assembleia Geral…estando a renovação do cargo dependente da aprovação dos sócios…eles que são e serão sempre a voz do clube! Em vez de se pagar a um director desportivo, que tem de se conjugar com o Director do Departamento do Futebol e com o Presidente, existira, apenas, um homem pago para coordenar todo o futebol…servindo o presidente da direcção, como a figura máxima do clube, para o representar em todas as cerimónias, em todos os actos oficiais!
Além disso e nesta óptica de profissionalização, e concomitantemente ao ponto apontado supra, a obrigatória profissionalização de todos os elementos do staff… para nada falhar, nada ser posto em causa, desde o roupeiro ao massagista, desde o fisioterapeuta ao TOC uma obrigatoriedade de vinculação a tempo inteiro ao Vitória…uma estrutura profissional tendente à obtenção dos melhores resultados!
Estrutura essa que deveria abranger, também, os atletas…como os melhores clubes europeus fazem, e não entendo porque não se faz em Guimarães, deveria ser regra basilar dotar o regulamento interno dos atletas de um horário, independentemente, da calendarização dos treinos… das nove da manhã até às seis da tarde seriam obrigados a permanecer nas instalações do clube…o Vitória tem condições para isso, tem um Complexo Desportivo com condições para tal, logo só iria permitir uma melhor interacção entre todos os elementos da equipa…e não serem, apenas, um conjunto de colegas que se encontram a determinadas horas para treinarem…
As ideias fluem…algumas serão erróneas…outras serão, até, correctas…mas, como qualquer vitoriano, este momento mau toca fundo… muito fundo, que não pude conter este desabafo!

Artigo do nosso colaborador Vasco Rodrigues (Deuses da Bola)

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Um Filme Classe B…


jogo falado

Ano de desilusão em Guimarães…

O ano que era o tudo para as gentes do Vitória, transformou-se num absoluto nada… um ano em que se previa poder-se tocar com os dedos em ouro, tornou-se num absoluto zero, em que a incúria e os erros de casting tornaram o filme da época vimaranense numa película digna dos piores filmes escalão B!

O produtor do péssimo enredo que assistimos este ano, foi Emílio Macedo da Silva… o verdadeiro responsável por uma época de pesadelo, em que nada saiu bem… mas que, valha a verdade, nada foi planeado para resultar…poderíamos dizer que EMS a partir de Julho resolveu brincar ao futebol, prejudicando os milhares de crentes que seguem o Vitória para todo o lado.

Assinou um protocolo misterioso com o Benfica, recebendo, para além de um Nuno Assis, lesionado, um ridículo Luís Filipe que nunca se percebeu ao que veio, e que nunca foi actor para este filme que se pretendia um épico grandioso e tornou-se em terror da pior espécie.

Negligenciou, completamente, as saídas de Geromel, Alan e Ghilas…ridículo, o facto de este não ter renovado por meia dúzia de tostões… e pensou que os milagres aconteciam…decrescendo a qualidade, conseguiria ter êxito! Enganou-se, redondamente… e provou-se que para se ter sucesso há que contar com todos os pormenores…

A adjuvá-lo, contou com um realizador que desde o início de Julho prometia actores de melhor qualidade que os do ano anterior e comprovou-se uma de duas coisas: ou de futebol, na verdade, percebe muito pouco ou estava  a tentar areia para os olhos dos sócios, omitindo o que já se sabia…

E a pré-época vitoriana em vez de se basear em atletas capazes de honrar o símbolo do Rei, circunscreveu-se à contratação de um director de comunicação…no mínimo surreal, para quem almeja crescer…

Quanto á época, importará referir que não obstante estes erros todos, as lesões deram um contributo relevante para os inêxitos… efectivamente se Nuno Assis, Sereno, Douglas e outros não sucumbissem em combate de um momento para o outro, talvez a história fosse ligeiramente diferente…mas de “ses” está o cemitério cheio, e queum em obrigações tem de prever todas as possibilidades.

Ademais, este filme, apesar de mau, contou com uma ou outra tirada cómica, tal como o mercado de Janeiro…inacreditável como se investe a maior fortuna da história num jogador sem ritmo e sem adaptação ao futebol europeu… o maior investimento de capital num homem que, supostamente, seria para pegar de estaca e nada, mas nada, mostrou… verdadeiramente ridículo!

Além deste, e já que o Vitória apenas possuía três trincos no plantel – dando de barato que Wênio entrava nessas contas, apesar de ter sido, certamente, uma das piores contratações dos últimos cinquenta anos da história do Vitória – nada melhor que contratar Custódio… mais um jogador sem ritmo e só prontoa  jogar em Março… um investimento para a época 2009/2010, quando se vislumbrava, já, o tremendo flop da época actual…

Mas não era tudo…havia que complementar com um peso pesado…sem dúvida, o jogador, actualmente, com maior peso dentro do plantel… não…não é influência…são quilos e quilos de fortaleza… certamente, foi a medida humaitária deste filme, apoiar Cícero, que não jogava há um ano, a fazer uma cura de emagrecimento…a expensas do Vitória…

Pelo meio deste louco Janeiro vendeu-se o lateral esquerdo titular, Momha, que, ainda, fazia, se fosse necessário, uma perninha a central…indo-se buscar o que havia no mercado, que era Milhazes… que sendo a contratação mais credível destas mencionadas. só chegou a Guimarães, pela saída de um  titular… Quem vende em Janeiro, um titular? Só as equipas sem objectivos! O Vitória tinha objectivos? Parece que sim…

Hora, agora, para mencionar o maior blooper deste filme… a guerra, inicialmente surda, e depois estridente, entre EMS e Manuel Almeida… o velho ditado “zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades”aplicou-se bem ao produtor e ao seu adjuvante… tristes as acusações… lamentáveis… promessas de esclarecimento, que não passam disso…e, até hoje, ninguem soube o que, realmente, se passou…e a democracia vimaranense e vitoriana vai cantando e  rindo…

Entre estas trocas e baldrocas, reparamos que o realizador desta epopeia andava estranho…andava incompreensível…realmente, Cajuda, este ano não merece Oscar… imperícia a gerir a equipa- aquele jogo com o Sporting que o perde sozinho, há-de ficar atravessado – desconhecimento total e  absoluto da história do Vitória, – o Vitória há três anos foi ás meias finais da Taça, sr. Cajuda – afrontas constantes aos sócios e jogadores – em certas afirmações parecia ser o supra sumo deste Universo – e teimosia, muita teimosia – os casos de Gregory e Luís Filipe são os melhores exemplos. -

Nesta longa metragem de qualidade sofrível, também os actores se ressentiram… Onde estava o Desmarets do ano passado? Uma verdadeira sombra…um jogador com corpo em Guimarães e cabeça em qualquer outro lado? Onde se meteu o João Alves box-to-box?Este ano aos quinze minutos já lhe tinha dado a bafa! E, por exemplo, onde estava o Andrezinho do ano anterior?? Os treinos este ano foram diferentes??? Mas pioraram em quantidade, ou será, que também em qualidade??

E nestes caminhos negros fomos caminhando até ao fim da época, de frustração em frustração – primeiro foi a Taça da Liga, depois a de Portugal e por fim o malogro do acesso ás  competições europeias – sem que nada mudasse… os mesmos vícios, as mesmas suspeitas, os mesmos erros na equipa de futebol e ninguém a dar o murro na mesa…

Esperemos que o filme do próximo ano seja de qualidade superior e mereça o Oscar…este merece um Razzie – prémio de pior filme – tal o enredo confrangedor aqui relatado…

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A vassourada final…


Tempos sui generis estes em que, actualmente  vivemos!

Se à escala mundial somos bombardeados com uma escalada alarmista de receios e pessimismos, à escala vimaranense e vitoriana os medos, também, persistem.

E com que força… Desde a táctica “encolhida” – para lhe não chamar outra coisa do Sr. Cajuda, em Braga – até ao escorregar assustador da equipa na Taça e no Campeonato, o pessimismo parece ter razões para no Afonso Henriques encontrar um habitat natural… para infelicidade de todos os apaniguados do emblema do Rei!

Efectivamente, o mês de Fevereiro e este início de Março de 2009 nada de bom trouxeram ao nosso Vitória! Um mês negro com convulsões directivas, com um treinador periclitante, com uma equipa descrente e uma massa associativa desesperada e desiludida com o panorama…haverá hipótese de a situação piorar??Esperemos que não…mas… Domingo pelas 18 horas teremos a resposta!

E a partir dessa resposta, partir para para o que poderá interessar: uma luta desesperada pela manutenção, com toda a gente a relembrar aquela fatídica época de 2005/2006 ou, e esperemos que seja este o cenário, começar a preparar a próxima época com tranquilidade e sapiência… no reverso desta, que nem em clubes amadores existem épocas tão planeadas “em cima do joelho”.

E esperemos que este seja o desafio que espera a Direcção no último ano do seu mandato…demonstrar que 2008-2009 foi um erro, ainda que crasso e que lesou, gravemente, os cofres e a honra vitoriana, e para isso nada melhor que começar desde a próxima segunda-feira a época do tira-teimas em relação a Emílio Macedo da Silva e os seus acólitos.

E aí sim… veremos de que massa são feitos os homens que estão à frente dos destinos do clube das nossas paixões… bem como a imagem que Cajuda pretende que reste dele nesta cidade, em último ano de contrato; Cajuda, que esta época, a par da direcção tem sido a grande desilusão da temporada…

De um discurso gasto, repetitivo, egocêntrico, a uma total falta de respeito por quem quase o idolatrava – os adeptos – o técnico vitoriano tem calcorreado caminhos negros desde Agosto de 2008… vá lá, salva-se, o mea culpa quanto à qualidade da equipa…mais vale tarde que nunca, mas o problema que aqui foi muito tarde! E além do mais demonstra ser jogador: joga com a Direcção, quase dizendo ” se não me querem despeçam-me… mas PAGUEM-ME”… e por vezes parece forçar essa situação, com opções tácticas e técnicas de um conhecimento digno de um amador, ou de um qualquer empírico, “forçando a barra” de um despedimento que Macedo da Silva tudo tem feito para evitar..não vá o próximo Relatório de Contas em ano de eleições apresentar um passivo, ainda superior…e em ano de eleições!!

Sobram, assim, os atletas, que por vezes injustiçados, outras vezes vítimas de um sistema que não acompanha as suas potencialidades, sentem – e de que maneira – a cabeça no cutelo. Dê por onde der vai ser neles que recairá a responsabilidade da época que era a do tudo e foi a do nada…vai ser neles que a “a ordem de marcha” se vai fazer sentir… e eles sabem disso, têm perfeita noção disso, com os resultados desastrosos que se conhecem.

Assim, Nuno Santos, Andrezinho, Danilo, Gregory, Milhazes, Luciano Amaral, Wênio, Desmarets, Fajardo, Luís Filipe, Roberto, Jean Coral e Carlitos, e todos os outros, que motivação têm para defender um treinador e uma direcção que para salvarem a pele, os vão deixar cair??

Assim, a “vassourada final”, como sempre, vai ser paga pelos mais fracos..tal como a crise mundial que serviu de introdução a esta crónica…

Resta, apenas, uma coisa, ganhem Domingo e orgulhem-nos…mostrem a massa de que são feitos e que independentemente de Direcção, ou treinador, terão sempre vinte mil a apoiar-vos… ainda que para alguns dos citados vá ser por pouco tempo… Por isso aproveitem a oportunidade e honrem o símbolo do Rei, pois quem não o fez – os atletas que compunham a equipa que desceu de divisão- de, muito poucos ou nenhuns rezou a história, favoravelmente…

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Os frutos vão amadurecendo…


No seguimento de um artigo de opinião, redigido por um cronista dessa Associação que é a “Vitória Sempre” acerca da escassez de referências, hodienamente no nosso Vitória, as ditas lendas, que actualmente, segundo ele, inexistente no nosso clube assaltou-me uma profunda inquietação…

Indo por partes e não havendo mais José Marinho para espancar – assumo, pessoalmente, que o considero um excelente profissional – resolveu antes de mais publicitar um blog do qual é interveniente, promovendo as actividades dele… Bom meio para conseguir visitas… mas isso até será irrelevante!

Nada de surpreendente, não estivesse a escrever noutro site… Depois, e já que o seu tema preferido desapareceu  – Marinho já cá não mora – nada melhor do que pensar meia hora e fazer a ponte da publicidade gratuita às actividades desse dito blog para, posteriormente, ”bater” mais uma vez em tudo o que mexe… E desta vez foi na falta de referências que, possivelmente, existem no Vitória…

Realmente, a vontade de falar mal por falar atingiu um nível inacreditável… a torpeza de afirmar que no Vitória não existe quem tenha asas para voar para a eternidade das mentes brancas é de um profundo mau gosto e atentatória da dignidade dos actuais profissionais.

Será que estes atletas não fizeram o que Cascavel, Ademir e os outros fizeram vinte anos atrás conquistando um garboso terceiro lugar? Será que homens da estirpe de um Flávio Meireles, de um Sereno, de um Nilson não merecem habitar o Olimpo das doces recordações vitorianas?? Será que Geromel fez parte dessa equipa mítica, é verdade, mas igualada em termos de resultados pela equipa do ano transacto?

E já agora o que é ficar imune ao tempo? Será que isso não é um conceito indeterminado dotado de discricionariedade e portanto ao critério subjectivo, e nunca objectivo, de quem desfolha as suas memórias… Ou será que desde então o Vitória vive uma inacreditável crise de referências?

Ora, nada mais falso… as referências numa época em que a televisão, os jornais e a Internet vão ocupando um lugar de relevância supra exponencial, as lendas tendem a florescer; ademais, o ecletismo que agora o Vitória procura cultivar contribui para isso… ou será que só somos Vitorianos no futebol? Será que Hugo Gaspar e Alan Coccato, entre outros, não merecerão um lugar de honra no álbum das nossas memórias? E Tommy Eddie, que já nem no Vitória joga, não ficará para sempre como o gigante que a lutar nas tabelas nos deu a nossa primeira taça de Portugal em qualquer modalidade? E Rui Costa, daqui a quatro anos, se Deus o permitir, a disputar os Jogos Olímpicos de 2012 será um fruto de que árvore? Das bananeiras da Madeira, ou de um árvore nada e criada em Guimarães e no Vitória? E os campeões do mundo de full-contact? E os meninos que são esperanças de um futuro radioso, não são frutos?? Verdes… mas prontos a desabrochar… e este site tem demonstrado isso… um Diogo Lamelas, um Rafa no futebol, um Bruno Matos no voleibol, entre tantos outros não serão a garantia que a árvore está frondosa e pronta a numa Primavera qualquer deliciar-nos com frutos sumarentos?

Este falta de ética para entender o que de bom se faz é que é preocupante nas mentes vitorianas… o dizer que antigamente é que era bom, mesmo sabendo que hoje o Vitória tem conseguido atingir desideratos, quebrar barreiras e  dar alegrias.

Não sou, como sabem, apoiante deste Direcção… até já, publicamente, mostrei o meu desagrado de muitas atitudes desta… mas uma coisa que me apraz registar é que apesar de tudo o ecletismo tem sido respeitado… e os Vitorianos gostam disso. O saber reconhecer o grande Alan Coccato, ou o enorme Carlos Fechas na rua é a prova disso… já nem se fala dos miúdos que na escola vão para a baliza e dizem ser o Nilson, ou o Flávio, ou esperemos num futuro próximo, o matador da cambalhota, Douglas…

E aí sim… prova-se que a árvore está frondosa e cheia de frutos… e que daqui a uns trinta anos os meus filhos e de tantos outros vitorianos saberão que tivemos um guarda redes voador chamado Nilson… e que quando fechava a baliza…Meu Deus!!Ou um capitão que se fosse preciso morria em campo de Rei ao peito, para que a turba ululante na bancada pudesse vibrar com uma vitória… Mas também um Alan campeão, um Pedro Silva que lançou aquela bolinha milagrosa para fazer o impossível e bater o Porto e tantos outros…

E isso é que é história…é ecletismo… é uma árvore saudável… e que quem colhe os frutos sabe que na forja estarão outros de igual ou superior valia…seja bem tratada e regada a terra, que as lendas florescerão nas nossas memórias…

Aliás, as lendas fazem-se do imaginário popular. E quantas histórias não teremos nós destes homens que, perdendo ou ganhando, têm deixado sangue, suor e lágrimas em campo? Quantas recordações… e às vezes não é a individualidade em si… é um lance, um remate, uma cabeçada, uma defesa miraculosa, um golo de baliza a baliza – Palatsi- e eis a história, a lenda, o passar de geração em geração…

E isso é que é Vitória…isso é que é amar um clube…isso é que é ser do clube do rei…a transposição oral das narrativas de avô para neto…de pai para filho… de irmão mais velho para mais novo… de modo a que quando vemos na rua, exemplificando, o Ernesto Paraíso, o Daniel, entre tantos outros, olhemos para eles com agradecimento e gratidão pelos momentos inolvidáveis que proporcionaram aos nossos pais e avós…e  que hoje eles, garbosamente, nos relatam… isso sim é uma árvore saudável… a passagem geracional dos mais belos momentos de uma história recheada de estórias… e isso sim, é que faz rejuvenescer a árvore Vitória…eternamente!

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Ganhem ou então…GANHEM !!!


Dia 06 de Outubro… um daqueles dias que qualquer minhoto marca no calendário… o derby que incendeia paixões está de volta e o Vitória vai querer repetir a receita do ano transacto…

HÁ UM ANO FOI ASSIM:

Faz, agora, pouco mais de um ano que um Vitória em ascensão bateu, claramente, um Braga aburguesado e convencido…

Uma exibição sumptuosa de uma equipa que começava a mostrar que era capaz de tudo e que a sublinhou com um golo de Geromel, de cabeça, mostrou o que tantos outros derby´s demonstraram à saciedade: o melhor clube do Minho é o Vitória!

OS MEDOS:

Hoje, algumas das sensações repetem-se… sobre a equipa do Vitória paira, novamente, uma incompreensível espiral de desconfiança, muito por culpa das saídas de Geromel – a estrela do derby do ano transacto -, Ghilas, Alan – que veste as cores do odiado inimigo, actualmente – e em menor escala Mrdakovic.

Esta situação tem despoletado nos vitorianos, uma inquietação justificada… ou daí, talvez não…

O Vitória tem demonstrado que está aí para as curvas… a inolvidável primeira parte de quinta-feira frente ao Portsmouth bastou para tirar as dúvidas aos espíritos mais recalcitrantes: a equipa tem qualidade e sabe jogar…

Haverá, portanto, razão para enfrentar os nossos vizinhos de “além-Taipas” com receio?? É óbvio que não… além de estarmos em nítido crescendo, em vinte e cinco anos de lutas apaixonantes só perdemos uma vez… e no ano em que descemos…

Além disso enfrentaremos um adversário com uma certa crise de confiança… uma equipa que, para o campeonato, apenas venceu uma vez e a que nem os nomes bíblicos têm salvado…com efeito para Salvador e Jesus, por muito que lhes custe, neste campeonato a tendência habitual já transpareceu: o Braga a ter de olhar, esticando o pescoço, para cima de modo a ver onde se encontra o nosso Vitória…

Portanto, medos de perder a guerra? Não… mas lembrando que há certas guerras que só há um resultado possível: vencer e subjugar o inimigo…

QUAL CANSAÇO?

O Vitória vem de uma maratona que provocou-lhe um desgaste físico e psicológico a todos os níveis atroz…

Efectivamente, utilizando uma parábola os “branquinhos” assemelharam-se ao ciclista que se escapuliu do pelotão no quilómetro zero para ser apanhado a cem metros da meta…

É óbvio que as dores se elevam à potência… que a desmotivação e os gritos de “porque nos aconteceu isto” são bradados aos céus…

Mas, pensando bem, nada melhor que curar as feridas colocando o eterno rival de joelhos e degolá-lo sem piedade… vencer inequivocamente para demonstrar que a primeira parte de quinta-feira foi um prenúncio do diamante de alto quilate que é esta equipa do Vitória!!

Mas as pernas pesam… o Braga foi de excursão turística à Eslováquia, pelo que os seus atletas estarão mais frescos… mas a cabeça é que manda e nada melhor os nossos heróis lembrarem-se que do seu jogo estará dependente a alegria de uma cidade, que fora o futebol, tem sempre sido subjugada a uma capital de distrito déspota e arrogante…que tira tudo aos demais para crescer… como um monstro que quer ser alimentado…

Está na força dos nossos heróis… na sua capacidade de se transcenderem – e como…depois daquele esforço sobre-humano – o nosso grito contra o centralismo da capital de distrito… contra os jogos de bastidores, no futebol e não só, que pretendem atirar para baixo clube e até a cidade onde nasceu Portugal!

O SISTEMA:

Para esta batalha, não há que pensar em turn-over´s no plantel… há que utilizar os conquistadores mais habilitados…

Mas todavia, que a equipa não andará muito longe da utilizada na epopeia europeia…

Ao contrário do clube que vamos defrontar nós não temos um plantel demasiado homogéneo ou rico que permita fazer alterações de monta na equipa – não é Sr. Emílio? – pelo que teremos de usar as armas que possuímos…

Não, não serão caçadeiras contra mísseis… os nosso atletas bater-se-ão como verdadeiros Conquistadores e nomes, ou pseudo-vedetas engrandecidas por alguma imprensa tendenciosa, não ganharão jogos…no nosso Afonso Henriques, o rei que de Guimarães partiu à conquista do país (antes tivesse deixado algumas partes para os Galegos…principalmente aquela parte além-Taipas até ao Bom-Jesus…) mandam os homens que vestem de branco…

E que equipa, então para Segunda?

Sem dúvida a mesma de Quinta à excepção de Gregory, que se encontra castigado… entrará Moreno e que este como vimaranense e vitoriano de gema seja portador da vontade de ganhar de qualquer adepto…

Quanto ao resto os mesmos que levaram o nome de Guimarães ao respeito no embate com os anglo-saxónicos… e que a vontade de fazer ajoelhar o inimigo seja superior às maleitas físicas provenientes do jogo europeu…

OS ADEPTOS:

Há que demonstrar sem sombra de dúvida que o Afonso Henriques é o estádio mais fervilhante a nível nacional…

Apoiar os noventa minutos, para demonstrar a nossa inequívoca superioridade em capital humano, que é o que define, realmente, a grandeza das equipas!

Cantar, apoiar, assobiar o adversário… sermos pelo menos vinte mil com vontade de vencer para levar os nossos heróis ao colo e despoletar no presidente rival aquele sentimento que vai na alma de todos os adeptos que representa, mas que não têm coragem de admitir: a inveja de ver que há quem tenha mais capital humano… e que contra isso nada pode fazer!

HORÁRIO A DESORAS:

Como se marca um jogo destes para um segunda-feira, a uma hora que muita gente ainda sequer não saiu do trabalho?

Derby é ao Domingo à tarde…para haver casa cheia… será que os barões da bola e da televisão, não o amam e, apenas, pretendem ver os bolsos cheios, se bem que o estádio esteja vazio?

Vergonha… e falta de respeito para quem ama o futebol…e que bonito era ver um estádio repleto de vitorianos…a apoiar… a gritar…e  a festejarem juntos uma vitória que é sempre saborosa e inesquecível…

PROGNÓSTICO:

Qual prognóstico?? Só um!!! O Vitória vai ganhar e vocês nossos representantes nesta batalha têm de estar bem cientes disso…caso contrário não voltem a casa…pois este jogo é daqueles que não se podem perder…havia de haver uma lei que proibisse os homens que vestem de Rei ao peito de saírem derrotados!

Eu acredito!!!

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Como informar desinformando…


Surge este artigo de opinião no seguimento da entrevista de Emílio Macedo da Silva (EMS) ao sítio oficial do Vitória.

Uma entrevista de favor, diríamos…

Efectivamente, EMS começa a habituar-nos a este tipo de malabarismos… constantes tentativas de “atirar areia para os olhos” dos Vitorianos, falando muito, ou tentando pelo menos e nada, ou muito pouco dizendo…

Aprende-se nos bancos das escolas de jornalismo que quando uma entrevista é realizada, a mesma deve ser suficientemente conclusiva para a mensagem passar… ou como em qualquer diálogo o contexto deve ser suficientemente claro para os interlocutores, bem como todos os que apenas tomam um papel passivo no mesmo diálogo.

Ora, o problema reside aí…estas declarações do líder vitoriano reflectem uma mão vazia e outra cheia de nada..

EMS mesmo falando ao órgão de informação oficial vitoriano, não se mostrou disponível a esclarecer os tormentos que povoam as almas dos vitorianos. Não foi capaz de esclarecer toda a tramitação do negócio Geromel, não falando em valores, como o negócio se processou… um rotundo nada, recheado de banalidades para “inglês ver” e que nada acrescentam ao processo.

Poderia ter dito se o jogador manifestou vontade em sair, ou se foi empurrado… poderia ter dito se existiam outros emblemas interessados no jogador…podia, finalmente, ter referido valores monetários… podia esclarecer tudo, já que Geromel já faz parte do passado… Todavia, nada disto fez!! Disse o que já se sabia e os vitorianos continuam desinformados sobre o pretenso maior encaixe financeiro da história do Vitória…

Posteriormente, foi feita referência ao protocolo com o Benfica… e, infelizmente, mais do menos… Acho que os Vitorianos continuam sem perceber o fundamento deste acordo. Não vou chamar de aliança, pois, isso EMS apressou-se a desmentir… não fosse ele ser imediatamente crucificado pelos sócios e essa entrevista pretendia fazer regressar um estado de graça, que EMS julgava possuir…

Ficamos pelo menos a a saber que os jogadores jovens que se transfiram para o Benfica do Vitória, o nosso clube terá 50% do passe… mas a que preço??? Pela delapidação da nossa formação?? Será que esse esforço é rentável para ter jogadores emprestados??

Também o facto de referir os protocolos falhados com o Flamengo e o Chelsea não caíram bem… não explicou o que pretendia com os mesmos, como seria a cooperação com estes colossos estrangeiros…um rotundo nada!!

Depois, segue-se uma das partes trágico-cómicas das declarações de EMS ao referir que não quer hipotecar o futuro do clube, mas esta afirmação é pura demagogia, uma mera frase feita. Se assim é porque o orçamento do Vitória duplicou?? Como esta gestão é cuidada e não pretende hipotecar o futuro e ao mesmo tempo ser reforçar a equipa, o orçamento dobra? E o que dizer dos funcionário do clube contratados e pagos a peso de ouro??

Depois de EMS se ter visto numa entrevista encomendada enredado, resolve tentar a fuga para a frente prometendo a criação de uma equipa B e a construção do novo pavilhão.

Sobre estes factos, apenas, algumas considerações.

Se o Vitória tem passivo, tem inúmeras despesas, somos alardeados com afirmações de indisponibilidade de pagamento de altos salários, será que esta medida não aumentará as mesmas preocupações financeiras??

Não seria melhor, aí sim, estabelecer um protocolo com um clube do concelho para o ajudar a crescer em vez de abraçar um projecto que os demais clubes já abandonaram?

Efectivamente, todas as equipas nacionais abandonaram desiludidas esta hipótese competitiva, desiludidas com o nulo retorno financeiro e desportivo do mesmo… e nós vamos em sentido inverso.. ainda, para mais, não existisse uma Liga Intercalar onde jovens como Tiago Ronaldo e Paulo Henrique podem ir evoluindo, já que se encontram no plantel há duas épocas totalmente parados!!! Eis mais um belo exemplo de política desportiva no futebol jovem!!!

E por fim, a jóia da coroa… a construção do novo pavilhão… Que é bonito, sem dúvida… Mas trata-se de promessa para inglês ver, pelo menos para já, pois ainda teremos de esperar pelos fundos comunitários… logo a construção não arrancará para já e talvez seja este o argumento para a candidatura em 2010: o culminar do pavilhão…

Entretanto, vamos caminhando e vendo… e independentemente de entrevistas menos conseguidas, o futebol é volátil… mais golo, menos golo e um Presidente é Deus, ou o Demónio…

EMS não se salvou pela entrevista…salvar-se-à, ou não, pelos golos que a equipa possa marcar… já que esta entrevista, também, procurava desculpar de algum modo a negligência na construção da equipa na pré época e a consequente eliminação na Champions.

Esperemos, porém, que o rumo seja retornado…e uma entrevista infeliz, não seja no futuro, mais um retrato de um mandato mal conseguido…

Vasco Rodrigues

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