Arquivo de Nuvens | "Nelo Vingada"

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Soube a pouco…


Agitados. É desta maneira que caracterizo os últimos tempos vividos no seio do nosso clube. Mais uma vez, e inevitavelmente, voltou a soar o “chicote” no D. Afonso Henriques. Nelo Vingada via-se afastado (e bem, diga-se de passagem) do comando técnico do Vitória, após uma série de resultados menos convincentes e de igual número de exibições que considero sofríveis, para não dizer miseráveis. Nelo Vingada caiu assim do “poleiro”, sem ter alcançado a glória que lhe era desejada pelos adeptos. Além de demonstrar uma gritante falta de ambição, também não soube levar a água ao seu moinho, no que à sua relação com os adeptos diz respeito. Muito por força das infelizes declarações que proferiu, o professor Vingada comprou uma guerra escusada com os adeptos, ávidos de resultados e boas exibições. Após tal ocorrência, uma exibição menos conseguida foi suficiente para o seu abandono deixar de ser um desejo para se tornar uma realidade…antes que fosse tarde demais.

Após uma longa semana de indefinição e de muitos nomes avançados pela imprensa (quase sempre dados como certos e apenas presos por detalhes), eis que Paulo Sérgio se apresenta no “Castelo”, ambicioso e ciente da grandeza dos novos desafios, para “pegar de estaca” num colectivo que se encontrava, manifestamente, órfão de uma liderança forte e motivadora.

A tarefa de Paulo Sérgio não se afigurava (e não se afigura ainda) nada fácil. O facto de o plantel não ter sido alinhavado pelo actual técnico, apesar de não se tratar de um factor determinante, pode vir a causar alguns acidentes de percurso. O plantel profissional terá sido construído segundo as orientações e escolhas de Manuel Cajuda, sendo agora Paulo Sérgio o responsável por tirar destes jogadores o melhor rendimento possível. O que é facto é que o novo treinador parece ser “forte” o suficiente para assumir o desafio que abraçou. Nestes dois primeiros jogos do “seu” Vitória, o treinador Lisboeta provou que realmente exerce uma verdadeira voz de comando. Prova disso é o empenho e ambição que vimos aparecer na equipa, quase da noite para o dia.

Não se pode dizer que os primeiros “testes” às capacidades do novo timoneiro tenham sido fáceis. Bem pelo contrário. O Feirense, apesar de ter perdido o jogo por um resultado aparentemente significativo, mostrou ser um osso duro de roer, praticando um futebol agradável e deixando transparecer o porquê de ser um dos principais candidatos à subida ao escalão maior do futebol Luso. Se, após a eliminatória da Taça, ainda se sentia algum cepticismo em relação às reais capacidades da equipa e treinador, pode-se dizer que o jogo contra os Leões de Alvalade foi a prova cabal de que este Vitória se encontra diferente, quase transfigurado, mas desta vez para melhor.

Num jogo que se antevia pleno de dificuldades, assistiu-se, sobretudo durante a primeira parte, a uma das melhores exibições do Vitória nos últimos tempos. A equipa entrou em campo determinada a lutar e a discutir o resultado com uma garra e sentido de abnegação inquestionáveis, em que escancarou as debilidades do adversário, dominando-o por completo. Para satisfação dos mais de 18.000 presentes, número bastante aceitável para uma terça-feira á noite, os homens do Berço foram capazes de encostar o Leão ás cordas, sujeitando-o às investidas atacantes avassaladoras que protagonizou.

Contudo, e num jogo que teria tudo para ser perfeito, o Vitória acabou por falhar no capítulo que mais interessa e que verdadeiramente dá pontos no futebol : a finalização. Com as sucessivas investidas de Targino e Desmarets pelos flancos, seria de esperar que Douglas soubesse levar a água ao seu moinho, ressuscitando assim a veia goleadora que demonstrou durante o arranque da época passada. Apesar de ter trabalhado bastante entre os centrais adversários, tal não se verificou. Apesar de todo o esforço e empenho, Douglas viu os seus esforços gorados, mantendo assim o jejum de golos nesta edição da liga. Quem pensou que o artilheiro ia voltar aos golos, depois de mais uma “acrobacia” frente ao Feirense, bem se desiludiu, ficando Douglas a dever mais um ou dois golos à massa associativa Vitoriana.

Apesar de todas as melhorias, que são evidentes, falta ainda que os “Conquistadores” afinem a pontaria. Já dizia o ditado que “quem não marca, arrisca-se a sofrer” e esta terça-feira tivemos mais uma vez o exemplo de que essa velha máxima ainda hoje se aplica. Contra equipas como o Sporting, onde existem alguns bons executantes, qualquer veleidade da nossa defesa pode ser aproveitada. É realmente nestas ocasiões que os jogadores mais oportunistas tendem a resolver os jogos, o que só não aconteceu por um triz, porque Rui Miguel ainda entrou a tempo de repor alguma (pouca) justiça no marcador.

Contra um Sporting teoricamente fragilizado pelo mau momento de forma que atravessa, o Vitória acaba por conseguir um empate. Noutros tempos e com outros protagonistas e outras exibições, poderia ser até considerado um bom resultado. Nos dias de hoje, e depois da grande exibição que protagonizou, este empate acaba por saber a pouco, mesmo muito pouco, valendo apenas pelo alívio que Rui Miguel deu aos adeptos com o seu golo tardio e providencial. Se Paulo Sérgio acabar por se revelar o treinador carismático que eu penso que é, estão agora, e só agora, lançados os alicerces para uma época que se desejava de maior sucesso que a anterior. Esperemos é que este trabalho meritório dos jogadores e equipa técnica não caia em saco roto lá mais para o fim da época. Com grande parte dos atletas em fim de contrato e com uma direcção que ainda não se definiu em termos de candidatura às eleições de Março, temo que a mesma se venha a escudar na velha desculpa de não querer comprometer o próximo elenco e assim descurar o planeamento desportivo da próxima época, que depende, como é sabido, da definição da situação contratual de certos atletas. É que de supostos “anos Zero” já estão os Vitorianos fartos, e, sinceramente, um clube que gera três vezes mais recita de bilheteira do que o rival que se encontra neste momento a lutar pelos lugares cimeiros, merece mais, muito mais do que a mediania a que, ultimamente, fomos votados.

Desejo a Paulo Sérgio os maiores sucessos desportivos ao leme do Vitória e que este seja capaz de finalmente devolver o clube definitivamente à ribalta do nosso futebol. Estou certo que com a sua juventude, carácter, “raça” , humildade e, claro está, com o apoio de todos os Vitorianos, encontramos o homem que nos irá devolver a estabilidade perdida.

Saudações Vitorianas!

Manuel Aspinall

Guimarães, 29 de Outubro de 2009

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Confirmado ! Paulo Sérgio assinou pelo Vitoria


Confirmaram-se as especulações dos últimos dias em Guimarães e Paulo Sérgio irá ser apresentado amanhã pelas 12 horas no Complexo Desportivo do Vitória.

Paulo Sérgio estava a treinar o Paços de Ferreira desde o inicio da época passada, mas agora, devido ás boas relações entre o Vitória e o Paços de Ferreira o ainda jovem treinador vem para Guimarães resta saber com que contra-partidas.

Depois de passagens por clubes como Santa Clara, Olhanense e Beira-Mar e ter levado na época passada o Paços de Ferreira à final da Taça de Portugal, aos 44 anos Paulo Sérgio vai ter o maior desafio da sua carreira.

Concorda com a escolha de Paulo Sérgio para o cargo de treinador do Vitória?

Dê aqui a sua opinião.

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Comunicado do prof. Nelo Vingada


O ex.treinador do Vitória deixou uma mensagem a todos os Vitorianos no site oficial que passamos a transcrever :

Caros associados, adeptos e simpatizantes do Vitória Sport Clube:

A 26 de Junho passado acordei com o Sr. Presidente um compromisso para ser o Treinador da equipa profissional a partir de 1 de Julho de 2009.
Aceitei participar no projecto do Vitória carregado de ilusão, optimismo e motivação para poder projectar o Clube à posição que merece.
A preparação, bem como os jogos amigáveis realizados, transmitiram a todos a ideia de que iríamos ter sucesso.
O início do campeonato e o jogo em casa com o Benfica cimentaram ainda mais a minha convicção que estávamos no rumo certo.
Infelizmente, os jogos seguintes alternaram com resultados e exibições menos conseguidas que trouxeram intranquilidade para todos, reflectindo-se sobretudo na equipa e jogadores.
Entendo que este clima de tensão permanente sobre todos estava a revelar-se altamente nefasto para o futuro imediato da equipa.
Entendo que uma atmosfera de tranquilidade é mais do que necessária para ultrapassar esta fase. Assim, decidi pôr o meu lugar à disposição da Direcção, porque entendo que este é o melhor contributo que agora posso dar.
Não fujo nem me demito das minhas responsabilidades, mas nesta altura em que há uma paragem de campeonato é um tempo propício à reflexão e análise para que o Vitória possa, assim, com esta minha decisão, encontrar o melhor caminho para o futuro.
Faço votos para que todos os vitorianos se unam à volta da equipa para que a prossecução dos objectivos seja conseguida.
Um agradecimento a todos os profissionais, sem excepção, que a meu lado sempre deram o melhor, com rigor e devotada paixão à causa do Clube.
Um obrigado à Direcção, e em especial ao Presidente, Sr. Emílio Macedo, por me ter dado a oportunidade de, ainda que por um curto período, passar a fazer parte da história do Vitória Sport Clube.

Obrigado a todos e muito sucesso no futuro.

O Capitão do Vitória já deixou também palavras de apreço ao treinador demissionário.

Nuno Assis diz que “pressão dos adeptos” torna tudo mais complicado

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Nelo Vingada já não é treinador do Vitória


Nelo Vingada já não é treinador do Vitória, em comunicado no site oficial , o Vitória explica da seguinte forma a rescisão amigável.

No seguimento dos últimos resultados da equipa de futebol do Vitória Sport Clube, Direcção e Equipa Técnica acordaram que não estavam reunidas as condições para prosseguir o trabalho com a motivação necessária para ultrapassar o momento em que o clube se encontra.

Não queremos, no entanto, deixar de enaltecer não só o profissionalismo, mas, acima de tudo, a elevação do Prof. Nelo Vingada desde o primeiro ao último momento em que esteve ao serviço do Vitória Sport Clube, manifestando ainda que a sua continuidade no Vitória teria sempre como condição ser parte da solução e nunca um problema para o sucesso do Clube.

Desta forma, e em reunião ocorrida ontem à noite, Direcção e Equipa Técnica chegaram a acordo para uma rescisão amigável, situação facilmente alcançada dado o bom relacionamento entre as partes e a postura profissional do Prof. Nelo Vingada, a quem o Vitória Sport Clube deseja os maiores êxitos desportivos.

Relativamente ao futuro responsável técnico do Vitória Sport Clube, a Direcção informa que ainda não estabeleceu contacto com qualquer treinador, pelo que é pura especulação jornalística os nomes avançados na imprensa de hoje relativamente a este assunto.

O treino desta manhã, realizado no Complexo Desportivo, foi orientado pelos técnicos Basílio Marques, Neno e Prof. Orlando Costa. O grupo volta a reunir-se esta tarde para nova sessão de treino.

in vitoriasc.pt

Esta manhã no treino os jogadores não se salvaram de alguma contestação por parte dos adeptos, no entanto quem não esteve muito interessado em ouvir a indignação dos sócios foram Vasco Santos e Emílio Macedo que não apareceram no relvado.

Depois de Vingada, nas próximas horas, dias deverá ser anunciado o novo treinador do Vitória.

Dê aqui a sua opinião, dizendo de quem gostaria de ver a treinar o Vitória.

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“Este não é o Vitória” by Nelo Vingada , Vitória perde frente ao Nacional


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O Nacional recebeu o Vitória na 7º.jornada da Liga e venceu por 2-0. O ponta-de-lança Edgar apontou os dois golos da partida, ambos na conversão de duas grandes penalidades.

O Vitória  soma a terceira derrota no campeonato e o treinador Vitoriano Nelo Vingada é contestado cada vez mais pelos sócios. Pode ainda ler as palavras do Nuno Assis aqui.

imagem: maisfutebol.iol.pt

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Devaneios…


fora-jogo

Se os mais optimistas dos Vitorianos esperavam pelo jogo com o Leiria para voltar aos triunfos, desde o aproximar do fim da primeira parte que tal esperança se desvaneceu novamente.

Depois de um certo fulgor inicial por parte da equipa da casa, que redundou no golo de Nuno Assis, todos esperavam um desfecho mais positivo para a partida a que assistimos na segunda-feira. Contudo, um contra-ataque rápido por parte da equipa Leiriense veio confirmar as suspeitas de que o União se teria deslocado a Guimarães para discutir o jogo taco a taco com o Vitória. Confesso que eu próprio fui um dos tais optimistas que, crentes num bom resultado, menosprezaram completamente a equipa de Leiria. Acreditei piamente que o Vitória iria presentear os seus adeptos com um triunfo e que a equipa do Leiria, recentemente promovida ao escalão principal, seria um adversário mais acessível para o Vitória. Não podia eu estar mais enganado! O Leiria tem, sem dúvida, uma boa equipa de futebol, matreira e bem organizada e que, acima de tudo, sabe bem o que quer e como deve coordenar o seu jogo de modo a atingir os seus objectivos. Aliando estas características à existência de alguns bons executantes e à presença de um treinador com muitos anos nestas andanças, pode-se dizer que o Leiria tem futebol suficiente para surpreender muito boa gente, incluindo os adeptos dos clubes que, por tradição, almejam a outros vôos que não propriamente os da União. A maneira infantil como o Vitória perdeu a iniciativa do jogo quase nos custou mais uma derrota caseira. A “alma vitoriana” parece ter ficado esquecida numa qualquer gaveta e a ambição, se é que existiu, deve ter ficado no balneário durante o intervalo.

Poderia gastar imensas linhas e parágrafos a comentar as incidências deste jogo. Matéria para tal não falta, como de resto os cerca de 13000 vitorianos presentes também devem ter constatado. Contudo, e como muito vulgarmente se diz, “outros valores se levantam” e algo que se passou no fim do jogo, durante a “flash interview”, teve o condão de me distrair dos acontecimentos que tiveram lugar dentro das quatro linhas. Falo, obviamente, das desagradáveis declarações do digníssimo treinador do Vitória, o Professor Nelo Vingada, em relação à questão que o não menos digno “jornaleiro” lhe colocara, relativa aos impropérios, vaias e lenços brancos oriundos das bancadas do D. Afonso Henriques.

Bem sei que ser o alvo de tais comentários e gestos menos próprios não é nada de muito agradável, bem pelo contrário, mas também sei que os mesmos não são gratuitamente direccionados. Aquilo que o Professor Nelo Vingada parece não ter percebido, e tem forçosamente que perceber, é que tais actos são nada mais do que o resultado da frustração sentida pela generalidade dos adeptos do Vitória, em virtude do mau arranque de temporada que a equipa está a protagonizar. De cada vez que ouvir uma vaia, o Professor Vingada deveria ter em mente os míseros seis pontos conquistados em igual número de jogos. De cada vez que o senhor Professor vir um lenço branco na bancada, deve fazer um esforço para se recordar das paupérrimas exibições que os homens por si orientados têm protagonizado e deve pelo menos tentar compreender a frustração daqueles que renovam lugares anuais, que pagam as suas quotas mensalmente e que se deslocam para o estádio em dias e horas ridículas com a esperança (mesmo que ténue) de ver o seu clube de coração vencer. Insultos e impropérios, ninguém gosta de os receber, bem sei, mas também ninguém gosta de ver o seu clube a perder e, ainda por cima, jogando mal. Quanto á tal “cultura do insulto” a que o Professor se refere, infelizmente a mesma já não é novidade para ninguém. Desde que me recordo de existir que me recordo de ver futebol e desde o primeiro momento em que pisei as bancadas de um estádio que fui confrontado com esta realidade que, apesar de não achar bonita, aprendi a compreender.

O futebol é, acima de tudo, um desporto de emoções fortes. Se não o fosse, não haveria tantos adeptos desta modalidade, e sem adeptos, onde estaria a indústria do futebol neste momento?

Aquilo que o Professor Vingada critica é a própria génese do desporto. Ninguém gosta de perder e ponto final. O que os adeptos querem é celebrar Vitórias, sendo que apenas os menos ambiciosos se satisfazem com empates arrancados a ferros. Como conhecedor do futebol Luso que é, o Sr. Nelo Vingada deveria saber que os adeptos do Vitória primam pelas altas expectativas e pela exigência, devendo também ter em mente que aqui em Guimarães a tal “pressão” se sente como nos três grandes “estarolas”. Vingada sabe-o, como sabem, de resto, todos os profissionais do desporto rei em Portugal. Os sócios do Vitória são capazes dos festejos mais efusivos em caso de Vitória, assim como também são capazes das reacções mais intempestivas em caso de desaire ou em virtude de um resultado menos satisfatório. Se, tal como disse, Nelo Vingada não se deixa afectar por impropérios lançados “a quente”, também deveria fazer orelhas “moucas” e tentar, pelo menos, passar ao lado das críticas que fez aos mesmos adeptos que contribuem para o pagamento “certinho” do seu ordenado ao fim do mês. Perante tal pergunta na “flash interview”, Vingada poderia muito bem ter-se ficado por uma resposta simples, que não ofendesse ninguém e que desvalorizasse os tais apupos e assobios. Nestas coisas, há também que ser um pouco diplomático. Para tal, bastaria dizer que é natural ouvir apupos, pois o que os adeptos querem é ganhar. Nelo Vingada preferiu a via mais difícil, a do confronto directo com a principal “parede mestra” do clube. Agora, e para “fazer as pazes”, são necessários resultados. Esperemos, para o bem de todos, que os mesmos apareçam, até porque já começam a aparecer em Guimarães os muy típicos profetas da desgraça, augurando o mais variado leque de calamidades, e o que é verdade é que o tempo já começa a apertar e os próximos adversários não se afiguram nada fáceis.

Antes de vos deixar, gostaria apenas de apontar o dedo a um problema que urge resolver, relacionado com a pseudo comodidade de que os associados usufruem no seu próprio estádio. Como sócio que sou, todos os anos renovo a minha cadeira no sector EJ da bancada nascente, sendo que desde há uns tempos atrás tenho sentido na pele, melhor dizendo, no nariz, as nefastas consequências de ter escolhido um local tão aprazível para ver a bola. Falo mais concretamente do odor nauseabundo a urina que teima em impestar aquela bancada. O odor chega a ser tão insuportável que nem de cachecol à frente do nariz é possível suportar. Não é que o problema seja recente, pois já em diversas ocasiões, nomeadamente durante a época passada, me foi possível constatar a presença de tal “perfume”. Contudo, quer-me parecer que o mesmo problema se agravou. Convém que a direcção se debruce sobre este assunto e que apure as suas causas e possíveis soluções, sob pena de o já menor número de espectadores “efectivos” diminuir ainda mais. Os sócios pagam as suas quotas e cadeiras, logo merecem todo o conforto que lhes possa ser proporcionado, por mais estranho que isto pareça aos ditos directores do nosso clube. Eu e os meus vizinhos de sector agradecemos.

Até para a semana e saudações Vitorianas a todos.

Manuel Aspinall

Guimarães, 2 de Outubro de 2009

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Nelo Vingada “desagradado” com protestos


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V. Guimarães 2-2 U. Leiria , Nelo Vingada contestado …


vsc

Vitória e União Leiria empataram a duas bolas nesta segunda-feira, em jogo da sexta jornada do campeonato.

Nelo Vingada, treinador do V. Guimarães, está «desagradado mas não perturbado» com a fase que a sua equipa atravessa. O empate com a U. Leiria aumentou a contestação em seu redor, mas Vingada mantém-se firme no discurso e assegura não valorizar quem o insulta.

«Na primeira parte a supremacia foi do V. Guimarães e na segunda o Leiria aproveitou bem o contra-ataque para criar oportunidades de golo. Foi um jogo interessante. Ao intervalo o empate era tremendamente injusto, pois tivemos 40 minutos muito bons e o Leiria marcou no primeiro remate que fez. Tivemos carácter e alma, mas o segundo golo do adversário mexeu connosco.»

Sobre os insultos dos adeptos:

«Que adeptos são esses? A mim só me insulta quem eu quero. Essas pessoas não significam nada para mim. Essa cultura do insulto deve ser erradicada do futebol. Tenho princípios, dou o meu melhor. Estou desagradado com isso, mas não perturbado.»

Nílson, guarda-redes do V. Guimarães, em declarações após o empate a duas bolas diante da U. Leiria:

«Não tenho de comentar a contestação. Os sócios pagam quotas e têm o direito de reivindicar. Mas posso garantir que a direcção está com o técnico e o plantel também. A contestação é normal, mas o Nelo Vingada é experiente e está tranquilo. Estamos tristes com os resultados, mas vamos olhar em frente, pois o plantel tem qualidade. Peço aos adeptos para terem paciência, pois vamos dar a volta.»

Nuno Assis, jogador do V. Guimarães, comenta o empate frente à U. Leiria, nesta segunda-feira, na sexta jornada do campeonato, ao «flash interview» da Sport TV:

[Sobre a saída para o Dubai] «Está completamente descartada, havia essa hipótese, mas já passou à história.»

[Sobre os assobios] «Penso que é injusto, porque tivemos períodos muitos bons, sobretudo na primeira parte. Tivemos várias oportunidades, mas só conseguimos marcar uma e sofremos o empate num erro defensivo. Logo no início da segunda, sofremos o segundo, fomos com tudo e conseguimos pelo menos empatar. Queríamos ganhar, mas o empate acaba por ser bom.»

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Por Guimarães, tudo Sereno …


fora-jogo

Recordo-me de, na semana passada, ainda na “ressaca” do jogo contra a Naval 1º de Maio, ter demonstrado algum optimismo em relação à prestação do Vitória nesta época. Após ter amealhado os três pontos de forma aparentemente convincente, mesmo contra um conjunto nitidamente mais vulnerável do que a generalidade das equipas que disputam a mesma prova, tal optimismo surge com uma certa naturalidade. Ao testemunhar a exibição bem conseguida do Vitória, parti do princípio que parte da “receita” para o sucesso nesta época estaria já alinhavada. No entanto, tal presunção durou pouco tempo, muito pouco tempo…

No dia seguinte à publicação da crónica, o Vitória apresentou-se em Matosinhos para medir forças com o pseudo-rival Leixões, num encontro que se antevia “quente” não só devido ao ambiente de crispação entre adeptos que ultimamente tem caracterizado os nossos “encontros imediatos” com os Homens do Mar, mas também pela intensidade habitual deste confronto dentro das quatro linhas. Quem perspectivava um encontro de emoções fortes e alguma dureza à mistura não se enganou, definitivamente. A raça e a dureza que os leixonenses demonstram jogo a jogo não é segredo para ninguém. Tendo em consideração que se trata de uma equipa orientada por José Mota, menos surpreendente ainda se torna esse facto. O Leixões pratica um futebol duro, matreiro e pragmático, não escondendo a ninguém que o seu objectivo primordial passa por condicionar física e animicamente o adversário. Endereço os meus parabéns á equipa da casa, pois conseguiu atingir a plenitude dos seus objectivos, face a um Vitória apático e aparentemente sem alma. Bem sei que o homem do apito pode ter tido uma certa influência, na medida em que consegui, através da constante exibição de cartolinas aos atletas Vitorianos, inibir qualquer tipo de tentativa de jogar de forma mais aguerrida ou apaixonada, ao mesmo tempo que aparentava permitir todo o tipo de veleidades e desvarios aos homens da casa.

Bem sei que alguma responsabilidade cabe ao árbitro. Tal facto é inegável. No entanto, também não podemos negar que o Vitória foi nada mais do que uma presa fácil para esta “coligação” de forças que nos enfrentou, na medida em que pura e simplesmente não contrariou nem tentou contrariar, em tempo útil, a “corrente” do jogo. Se o fez, quando o tentou fazer, era já tarde demais.

Muitos foram os factores que contribuíram para que tal acontecesse. O Vitória apresentou-se em Matosinhos de forma um pouco atabalhoada, deixando transparecer as suas fragilidades perante um Leixões muito mais forte no capítulo físico e táctico. Parecia não haver qualquer “fio de jogo”, pois raras foram as vezes que conseguimos transpor o meio campo do Leixões, tal era a dureza do seu jogo e também o rigor táctico da equipa orientada por Mota. O resultado final, apesar de, a meu ver, ser demasiado avultado, acaba por premiar o empenho e raça demonstrados pela equipa de Matosinhos, penalizando um Vitória ineficaz, ingénuo, perdulário e, tendo em conta a inqualificável atitude de Douglas, indisciplinado.

Ontem ao fim da tarde, cumpriu-se o apronto contra o Sporting da Covilhã, que constitui a estreia do Vitória numa prova que, segundo Nelo Vingada, é para ganhar. Se tal declaração corresponde efectivamente à vontade do Mister, então abertamente lhe digo que, para que tal aconteça, muitas coisas terão que mudar para que tal venha a ser possível. Contra uma equipa de um escalão inferior, o Vitória voltou a protagonizar uma pobre, para não dizer sofrível. Assistiu-se a um jogo de futebol enfadonho, onde o Vitória revelou uma quase total falta de criatividade e objectividade, sendo que apenas terá chegado ao golo por força do penalty tardio assinalado contra os serranos, tento esse que acabou por empurrar a equipa para a obtenção de mais um golo, fruto do alento que a marcação da grande penalidade deu aos jogadores do nosso clube. Quem sabe, se não fosse esse lance do castigo máximo e as valorosas intervenções de Serginho, que negou categoricamente o golo à turma da Covilhã em mais do que uma ocasião, talvez a história deste jogo tivesse sido tragicamente diferente e quem sabe se os Serranos não teriam saído de Guimarães com uma história para contar aos filhos e netos. Valeu, como referi anteriormente, a belíssima exibição de Serginho, que defendeu com vigor a baliza Vitoriana, o empenho de Jorge Gonçalves e Targino, que cada vez mais se afirmam como incontornáveis no jogo ofensivo Vitoriano, e o voluntarismo de Marquinho que, com as suas boas prestações, começa cada vez mais a merecer o estatuto de titular que teimam em não lhe conferir.

Se realmente esta prova é para vencer, então Nelo Vingada terá que ter a noção de que algo não vai bem no seio da equipa, e terá de repensar a maneira como explana o futebol do Vitória no relvado, que até agora tem sido manifestamente insuficiente em relação aos pergaminhos do clube e às ambições das suas gentes que, de resto, foram já assumidas publicamente quer por dirigentes, equipa técnica e jogadores. Espero, e tenho a certeza, que tais mudanças irão ocorrer, até porque temos muita gente á espera de uma oportunidade para se mostrar e, quem sabe, se impôr no modelo de futebol praticado pelo Vitória. É que isto de ter nomes mais ou menos sonantes no banco de suplentes tem muito que se lhe diga, e falta de oportunidades ou de confiança pode sempre levar a muitos descontentamentos que normalmente são nocivos para qualquer balneário. Contudo, se mesmo contra o Covilhã não é dada uma oportunidade a jogadores como Custódio, Santana Carlos (que precisa de minutos de jogo para ganhar rotinas e afinar a pontaria) e Kamani Hill, é lógico que os sócios e adeptos se questionem acerca de quando irão essas oportunidades ser concedidas. Cabe a Nelo Vingada responder, através das sucessivas convocatórias que for apresentando.

Já tinha eu alinhavado a crónica desta semana quando sou confrontado com uma surpresa, que de resto abalou a Nação Vitoriana desde a manhã de hoje. Falo-vos, naturalmente, da notícia hoje veiculada por alguns órgãos da comunicação social que dá conta de um acordo verbal já existente entre o futebolista Sereno e o Futebol Clube do Porto, com vista a que o ainda Vitoriano passe a envergar a camisola azul e branca a partir da próxima temporada. Não me admira que Sereno seja um jogador cobiçado. As qualidades por si demonstradas, aliadas à margem de progressão que a sua ainda tenra idade lhe confere, faz do central Vitoriano um alvo apetecível para muitos clubes. Também não me surpreende o facto de Sereno querer sair do clube no fim do contrato, visto que as várias rondas de negociação da sua renovação contratual saíram goradas. Contudo, espanta-me sim que tal notícia seja “libertada” quando faltam ainda cerca de oito meses para o fim do contrato. É que se não me falha a memória, os clubes só podem abordar livremente jogadores de outros emblemas quando faltarem menos de seis meses para o “términus” do actual contrato. Logo, parte-se do princípio que quem quiser abordar o jogador terá que antes obter autorização para o fazer por parte do clube que ainda detém o passe, autorização essa normalmente concedida após ser acordada uma compensação, normalmente pecuniária, a ser paga ao suposto clube vendedor.

Terá Emílio Macedo feito as pazes com Pinto da Costa e chegado a um acordo para a venda do passe do jogador? A menos de um ano do fim do contrato, não me parece, muito sinceramente vos digo. Parece-me sim que, a ser verdade esta notícia, o F.C. Porto terá mais uma vez ignorado os manuais de boas práticas do futebol, perpetrando uma ilegalidade cabal. Ao negociar com o jogador ou o seu empresário antes do devido tempo, o F.C. Porto está mais uma vez a passar por cima não só dos interesses alheios, mas também por cima de uma lei que, supostamente, seria para cumprir.

Cabe á direcção eleita pelos sócios do Vitória resolver este mistério. Para tal, equacionam-se dois cenários e duas possíveis soluções. Se o Vitória negociou o jogador com um clube que nos prejudicou deliberadamente num passado recente, cabe ao Sr. Presidente elucidar os sócios, revelando o teor do acordo e demonstrar de que maneira irá o nosso clube ser ressarcido. Como tal cenário me parece altamente improvável, fica a segunda hipótese. O Porto, à reveia das leis impostas pela Fifa, aliciou um jogador de clube alheio quando este ainda mantém um contrato de trabalho com mais de seis meses de duração, prejudicando nitidamente o clube que ainda detém o passe do atleta. Se for este o caso, que me parece o mais provável, é imperioso que o Sr. Presidente do Vitória Sport Clube reaja de forma enérgica e instrua o departamento jurídico do clube a apresentar uma queixa na Liga, Uefa e Fifa contra o F.C. Porto, por aliciamento ilícito ao atleta. Se tal aconteceu, é uma ilegalidade de todo o tamanho que, à imagem do que aconteceu a outros clubes europeus, poderá levar o Futebol Clube do Porto a ser severamente punido, nomeadamente impedido de vir a negociar com o dito jogador ou até mesmo proibido de inscrever jogadores numa próxima edição da Liga.

É obrigatório que a direcção do Vitória actue com celeridade no sentido de apurar a verdade dos factos. É também exigível que reaja energicamente a mais esta afronta e que reclame que os seus direitos sejam religiosamente respeitados por todos. O Futebol Clube do Porto pode ser um dos maiores clubes europeus, mas enquanto prevaricador não deve ser tratado com impunidade ou “paninhos quentes”. Deve respeitar as mesmas regras que os outros se esforçam para cumprir, sob pena de o clima de a vergonha que é o futebol português se tornar definitivamente num circo típico de uma qualquer república das bananas.

Exige-se uma acção enérgica e determinada ou, no caso de não confirmação de tal notícia, ao menos um esclarecimento do que se poderá ter passado para que tal veleidade tenha vindo a lume na imprensa.

O Vitória não pode andar nas bocas do país como se de um lorpa se tratasse.

A defesa dos nossos interesse é uma exigência!

A César o que é de César!

Cumprimentos a todos os leitores e até para a semana, seu Deus quiser, num ambiente já mais Sereno.

Manuel Aspinall

Guimarães, 24 de Setembro de 2009.

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Vitória venceu Sp. Covilhã por 2-0


O Vitória iniciou da melhor forma a campanha na Taça da Liga (Grupo B), ao vencer o Sp. Covilhã por 2-0 no Estádio D. Afonso Henriques. A turma Vitoriana desperdiçou muitos ataques, mas ainda assim garantiu um triunfo que poderá tornar-se muito importante.

FICHA DE JOGO:
Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães

V. GUIMARÃES: Serginho; Andrezinho, Moreno, Lazzaretti, Milhazes (Alex, 59m); Flávio Meireles, João Alves (Marquinho, 59m), Nuno Assis; Jorge Gonçalves (Custódio, 84m), Roberto e Targino.

SP. COVILHÃ: Diego Silva; Zezinho (Ervões, 74m), Auri, Edgar, Diego Navarro; Steven Vitória, Dani e Josué; Basilio (Milton, 69m), Béré (Pedro Ribeiro, 56m) e Pizzi

Disciplina: cartão amarelo para Zezinho (34m), Edgar (79m) e Dani (82m)

Golos:
1-0 por Moreno (g.p.), aos 79m
2-0 por Targino, aos 89m

imagem : vitoriasc.pt

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