Arquivo de Nuvens | "manuel cajuda"

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Soube a pouco…


Agitados. É desta maneira que caracterizo os últimos tempos vividos no seio do nosso clube. Mais uma vez, e inevitavelmente, voltou a soar o “chicote” no D. Afonso Henriques. Nelo Vingada via-se afastado (e bem, diga-se de passagem) do comando técnico do Vitória, após uma série de resultados menos convincentes e de igual número de exibições que considero sofríveis, para não dizer miseráveis. Nelo Vingada caiu assim do “poleiro”, sem ter alcançado a glória que lhe era desejada pelos adeptos. Além de demonstrar uma gritante falta de ambição, também não soube levar a água ao seu moinho, no que à sua relação com os adeptos diz respeito. Muito por força das infelizes declarações que proferiu, o professor Vingada comprou uma guerra escusada com os adeptos, ávidos de resultados e boas exibições. Após tal ocorrência, uma exibição menos conseguida foi suficiente para o seu abandono deixar de ser um desejo para se tornar uma realidade…antes que fosse tarde demais.

Após uma longa semana de indefinição e de muitos nomes avançados pela imprensa (quase sempre dados como certos e apenas presos por detalhes), eis que Paulo Sérgio se apresenta no “Castelo”, ambicioso e ciente da grandeza dos novos desafios, para “pegar de estaca” num colectivo que se encontrava, manifestamente, órfão de uma liderança forte e motivadora.

A tarefa de Paulo Sérgio não se afigurava (e não se afigura ainda) nada fácil. O facto de o plantel não ter sido alinhavado pelo actual técnico, apesar de não se tratar de um factor determinante, pode vir a causar alguns acidentes de percurso. O plantel profissional terá sido construído segundo as orientações e escolhas de Manuel Cajuda, sendo agora Paulo Sérgio o responsável por tirar destes jogadores o melhor rendimento possível. O que é facto é que o novo treinador parece ser “forte” o suficiente para assumir o desafio que abraçou. Nestes dois primeiros jogos do “seu” Vitória, o treinador Lisboeta provou que realmente exerce uma verdadeira voz de comando. Prova disso é o empenho e ambição que vimos aparecer na equipa, quase da noite para o dia.

Não se pode dizer que os primeiros “testes” às capacidades do novo timoneiro tenham sido fáceis. Bem pelo contrário. O Feirense, apesar de ter perdido o jogo por um resultado aparentemente significativo, mostrou ser um osso duro de roer, praticando um futebol agradável e deixando transparecer o porquê de ser um dos principais candidatos à subida ao escalão maior do futebol Luso. Se, após a eliminatória da Taça, ainda se sentia algum cepticismo em relação às reais capacidades da equipa e treinador, pode-se dizer que o jogo contra os Leões de Alvalade foi a prova cabal de que este Vitória se encontra diferente, quase transfigurado, mas desta vez para melhor.

Num jogo que se antevia pleno de dificuldades, assistiu-se, sobretudo durante a primeira parte, a uma das melhores exibições do Vitória nos últimos tempos. A equipa entrou em campo determinada a lutar e a discutir o resultado com uma garra e sentido de abnegação inquestionáveis, em que escancarou as debilidades do adversário, dominando-o por completo. Para satisfação dos mais de 18.000 presentes, número bastante aceitável para uma terça-feira á noite, os homens do Berço foram capazes de encostar o Leão ás cordas, sujeitando-o às investidas atacantes avassaladoras que protagonizou.

Contudo, e num jogo que teria tudo para ser perfeito, o Vitória acabou por falhar no capítulo que mais interessa e que verdadeiramente dá pontos no futebol : a finalização. Com as sucessivas investidas de Targino e Desmarets pelos flancos, seria de esperar que Douglas soubesse levar a água ao seu moinho, ressuscitando assim a veia goleadora que demonstrou durante o arranque da época passada. Apesar de ter trabalhado bastante entre os centrais adversários, tal não se verificou. Apesar de todo o esforço e empenho, Douglas viu os seus esforços gorados, mantendo assim o jejum de golos nesta edição da liga. Quem pensou que o artilheiro ia voltar aos golos, depois de mais uma “acrobacia” frente ao Feirense, bem se desiludiu, ficando Douglas a dever mais um ou dois golos à massa associativa Vitoriana.

Apesar de todas as melhorias, que são evidentes, falta ainda que os “Conquistadores” afinem a pontaria. Já dizia o ditado que “quem não marca, arrisca-se a sofrer” e esta terça-feira tivemos mais uma vez o exemplo de que essa velha máxima ainda hoje se aplica. Contra equipas como o Sporting, onde existem alguns bons executantes, qualquer veleidade da nossa defesa pode ser aproveitada. É realmente nestas ocasiões que os jogadores mais oportunistas tendem a resolver os jogos, o que só não aconteceu por um triz, porque Rui Miguel ainda entrou a tempo de repor alguma (pouca) justiça no marcador.

Contra um Sporting teoricamente fragilizado pelo mau momento de forma que atravessa, o Vitória acaba por conseguir um empate. Noutros tempos e com outros protagonistas e outras exibições, poderia ser até considerado um bom resultado. Nos dias de hoje, e depois da grande exibição que protagonizou, este empate acaba por saber a pouco, mesmo muito pouco, valendo apenas pelo alívio que Rui Miguel deu aos adeptos com o seu golo tardio e providencial. Se Paulo Sérgio acabar por se revelar o treinador carismático que eu penso que é, estão agora, e só agora, lançados os alicerces para uma época que se desejava de maior sucesso que a anterior. Esperemos é que este trabalho meritório dos jogadores e equipa técnica não caia em saco roto lá mais para o fim da época. Com grande parte dos atletas em fim de contrato e com uma direcção que ainda não se definiu em termos de candidatura às eleições de Março, temo que a mesma se venha a escudar na velha desculpa de não querer comprometer o próximo elenco e assim descurar o planeamento desportivo da próxima época, que depende, como é sabido, da definição da situação contratual de certos atletas. É que de supostos “anos Zero” já estão os Vitorianos fartos, e, sinceramente, um clube que gera três vezes mais recita de bilheteira do que o rival que se encontra neste momento a lutar pelos lugares cimeiros, merece mais, muito mais do que a mediania a que, ultimamente, fomos votados.

Desejo a Paulo Sérgio os maiores sucessos desportivos ao leme do Vitória e que este seja capaz de finalmente devolver o clube definitivamente à ribalta do nosso futebol. Estou certo que com a sua juventude, carácter, “raça” , humildade e, claro está, com o apoio de todos os Vitorianos, encontramos o homem que nos irá devolver a estabilidade perdida.

Saudações Vitorianas!

Manuel Aspinall

Guimarães, 29 de Outubro de 2009

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Manuel Cajuda: “Sou mais inteligente do que aquilo que pareço”


Manuel Cajuda parte hoje para os Emirados Árabes Unidos para acertar com um clube local um contrato por uma temporada e deu uma  entrevista ao PUBLICO em que fala inclusive do Vitória, veja aqui .

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Assembleia-Geral do Vitória terminou da pior forma by GMR TV


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Nota de Imprensa de Manuel Cajuda


Passamos a transcrever a seguinte nota de imprensa que recebemos :

Manuel Cajuda completa 58 anos de idade

«Obrigado Vitória»

No dia em que completa 58 anos de idade, Manuel Cajuda abriu um presente embrulhado em respeito e consideração pela sua marca no Vitória: «A melhor prenda que tive é saber que os adeptos do Vitória reconhecem a marca que deixei no clube, porque eu sempre respeitarei a marca que o Vitória deixou em mim. Agradeço todo o apoio que me manifestaram ao longo destes dias, adeptos, jogadores, dirigentes e amigos do Vitória. Sou e serei sempre adepto e sócio do Vitória, prometo que não falharei com as minhas quotas e fico orgulhoso por sentir que os adeptos e sócios do clube não se esquecem do que fiz pelo Vitória. Eu, os meus colaboradores e os jogadores fantásticos que pude treinar». Declarou Manuel Cajuda à sua assessoria de comunicação e imagem, no dia de mais um aniversário.

Não se pode dizer que a rescisão amigável com o Vitória tenha sido, para Manuel Cajuda, uma rica prenda, mas o treinador afasta, por agora, os comentários à sua inesperada saída do clube: «Como disse o Sr. Presidente, o assunto foi resolvido olhos nos olhos. O meu problema não era o dinheiro, era salvaguardar o respeito que acho merecer. Não houve sangue, houve respeito mútuo pelas posições de cada uma das partes. Não pude esquecer dois anos e meio maravilhosos da minha vida, da minha carreira, num clube único, inigualável e que qualquer treinador gostaria de servir. È disso que tenho pena, porque deixo um clube que nenhum treinador pode recusar. «Aconteça o que acontecer serei do Vitória até morrer», confirma Manuel Cajuda, nesta declaração.

Sobre o seu sucessor, Manuel Cajuda confirma que Nelo Vingada falou telefonicamente com o seu filho mas que até hoje o seu telemóvel ainda não tocou: «É verdade que o Nelo Vingada telefonou ao meu filho, mas com tantas coisas em que pensar, acho que ainda nem deve ter tido tempo para pensar em telefonar-me. Ele sabe que tem tempo para o fazer. Terei todo o gosto em falar com ele e em ajudá-lo na sucessão em tudo o que ele precisar. E que ele rapidamente consiga igualar ou superar os meus registos no clube. Especialmente o terceiro lugar de há duas épocas. Seria maravilhoso para o Vitória»

Sobre o seu futuro, Manuel Cajuda esclarece: «Recusei vários contratos, enquanto treinador do Vitória, um deles do Qatar dois dias antes da minha saída. O meu empresário Salem disse-me que talvez me arrependesse, porque aquela proposta podia não repetir-se, porque estava ao nível dos melhores contratos que existem no mundo árabe. Não lamento ter recusado, naquela altura ainda pensava que seria o treinador do Vitória na próxima época. Agora sou um treinador livre e disponível para analisar todas as propostas do mercado em Portugal ou Estrangeiro. Tenho confiança em mim, na minha carreira, nas pessoas que colaboram comigo e tenho convites que já estou a analisar. Vamos aguardar pelo futuro e escolher o que for melhor para a minha carreira», concluiu Manuel Cajuda.

A terminar, Manuel Cajuda lamentou os episódios que ocorreram a noite passada, durante a realização da Mesa da Assembleia-geral e deixa um apelo aos sócios: o clube precisa de união, entre adeptos, dirigentes e equipa. Existe um novo treinador e o pior que lhe podem oferecer é um ambiente de instabilidade. Espero que as pessoas entendam que os interesses do Vitória estão muito acima dos interesses particulares. Sejam eles quais forem.»

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Nelo Vingada é o novo treinador do Vitória


Eduardo Manuel Martinho Vingada, mais conhecido por Nelo Vingada é o treinador do Vitória para a próxima época, substituindo Manuel Cajuda.

O experiente treinador de 56 que já passou em Portugal pela selecção nacional sub-20 e por equipas como o Belenenses, a Académica e o Marítimo e em África  pela Arábia Saudita, o Zamalek e entre outros vem duma passagem pelo Al-Ahly que durou apenas alguns dias devido a motivos familiares.

A sua apresentação realizar-se-á amanhã na sala de imprensa do Estadio D.Afonso Henriques pelas 10 horas.

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Vitória e Manuel Cajuda têm acordo para rescisão amigável


Esta tarde em declarações á Rádio Santiago Emilio Macedo da Silva disse que há acordo com Manuel Cajuda para uma rescisão amigável ao contrário do que se pensava.

Segundo o presidente esta é a melhor opção para as duas partes. A rescisão será divulgada oficialmente amanhã, dia em que se realizará a Assembleia Geral.

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Fim da Linha…


cajuda

Chega ao fim o reinado de Cajuda no Vitória… a entrevista dada pelo algarvio conduziu a um fim abrupto nas relações do técnico com Emílio Macedo da Silva.
Na verdade, após vários momentos em que o fim do trabalho do treinador esteve eminente, nada mais estranho ser o próprio a precipitar a situação.
O treinador, verdade seja dita, sempre pautou a sua conduta pela incontinência verbal… sempre deixou o seu ego inflamar… e o facto de ser, particularmente, desbragado nas suas declarações, sempre, deixaram no ar a hipótese de que o desfecho hoje anunciado viesse a acontecer… Quem não se sabe conter…
Dia, também, agora que não vai prescindir da indemnização a que tem direito, pois a verdade é que não existe justa causa para a indemnização…a entrevista não danificou irreversivelmente o vínculo de ligação laboral, nem nenhum dos deveres a ela adstristos… Onde Emílio Macedo desencantará o dinheiro necessário para pagar a Cajuda??
E a Segurança Social teima em não dar tréguas…

by VascoRodrigues (deusesdabola)

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Grandeza do Vitória agradou a Jorge Gonçalves by GMR TV


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Emílio Macedo magoado com declarações de Cajuda


O presidente do Vitória Emílio Macedo mostrou-se hoje magoado com as declarações de Cajuda a uma recente a entrevista ao jornal “O JOGO”

Segundo o presidente no fim das férias os dois terão uma conversa muito séria e as insinuações vão terminar.

Respondendo a uma pergunta de um jornalista presente que falou sobre uma possível saída de Cajuda, Emílio Macedo preferiu não responder.

A frase que ficou desta conferência de imprensa onde o objectivo era a apresentação de Jorge Gonçalves foi: ” os jogadores são para jogar, os treinadores para treinar e os dirigentes para digerir”.

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Jorge Gonçalves confirmado


jorgegoncalves

O Vitória confirmou esta quarta-feira a vinda de Jorge Gonçalves do Racing Santander  para a cidade-berço. O jogador assina um contrato de empréstimo por uma época com o Vitória a ter direito de opção de compra no final campeonato.

O extremo de 25 anos que antes de sair para o país vizinho esteve durante algumas épocas ligado ao Leixões é muito conhecido pela sua garra e velocidade dentro das quatro linhas  e também já afirmou que os jogos diante do Leixões serão especiais, mas que terá ambição de ganhar como outro jogo qualquer.

Depois de em Espanha só ter jogado 9 jogos e apenas um deles a titular espera agora no Vitória jogar mais vezes e voltar fazer as exibições que o fizeram sair de Matosinhos.

A apresentação do jogador aos órgãos de comunicação social será na próxima sexta-feira pelas 11:30 na sala de imprensa do Estádio.

Foto:  Vitoriasc.pt

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