Custo vs Investimento

Li, atentamente, a entrevista que o Sr. Marinho concedeu ao nosso site (ver aqui) e, a determinada altura, “esbarrei” numa temática que já estava para abordar aqui na minha crónica semanal! Dizia o novo Director de Comunicação do Vitória que “o que interessa saber é se o dinheiro que o Vitória gasta comigo é um custo ou um investimento”! Enquanto adepto e observador, não me interessa o caso particular, interessa-me sim a abordagem efectuada à relação custo/investimento. Portanto, o que o Sr. Marinho diz é que a aposta nele, por parte da Direcção, é investimento se vier a realizar um trabalho meritório no Departamento de Comunicação do Vitória, ou então é um custo se o seu trabalho for ineficiente!

O meu interesse é transpor esta realidade, para a nossa equipa de futebol e a estratégia que a Direcção do Vitória Sport Clube adoptou para esta temporada! No início da época dois caminhos se apresentavam passíveis de ser seguidos:

  • O caminho de “segurar” os melhores jogadores (casos do Ghilas, do Geromel, do Alan), com a renovação de contratos, com a argumentação de participar na Champions League, com a perspectiva da sua valorização; e, se possível, “reforçar” cirurgicamente o plantel com um ou outro jogador de qualidade!
  • O outro caminho que se perspectivava era o de “vender” jogadores porque estavam valorizados (casos do Geromel, do Mrdakovic, do Targino), reduzir as despesas com a equipa (não renovar com o Ghilas porque seria um jogador caro, não assegurar a contratação do Alan) e adquirir jogadores “baratos”.

Está fácil de ver que a Direcção se meteu pelo “mau caminho”, o caminho do custo e não do investimento!
A meu ver, teria sido muito mais acertada a opção pela via do investimento no plantel, principalmente num ano em que, pela primeira vez, podíamos jogar a Liga dos Campeões! Se tivéssemos a equipa do ano passado, reforçada com um ou dois jogadores de qualidade efectiva (e não estes que vieram com “nome”, mas sem talento ou garra) estávamos a jogar à terça ou à quarta e não à quinta-feira! Feitas as contas, o caminho do investimento conduzia-nos a uma equipa mais forte, e igualmente à sanidade financeira, uma vez que conseguiríamos o dinheiro de participação na Champions, mais as receitas de bilheteira e a possibilidade de valorização de alguns jogadores!

Ao optar pelo não investimento no plantel, a Direcção não só permitiu que tenhamos uma equipa com menor qualidade, como também não arrecadou receitas tão avultadas como poderia ter conseguido! Pior ainda, é que quase todas as contratações desta temporada são custos e não investimentos. Pergunto-me se os salários de Luís Filipe e Nuno Assis juntos não seriam suficientes para garantir o Ghilas? Se quando negociamos o Rabiola com o Porto não poderíamos ter assegurado imediatamente o Alan? Se não arranjamos, no nosso campeonato, um avançado melhor que o Jean Coral? Se qualquer jovem das escolas não é melhor aposta que o Wénio? Perguntas importantes, sem as respostas devidas!!!

Dizia então o Sr. Marinho que, se o seu trabalho fosse bem feito, ele seria um investimento, se não, seria um custo! Eu digo, claramente, se estes reforços fossem melhores que os jogadores que a Direcção deixou sair seriam investimentos, mas como claramente não o são, vamos ter custos a suportar, financeira e desportivamente! Não atirem areia aos olhos dos adeptos ao dizer que este plantel é melhor que o do ano passado! Não souberam investir, saibam ao menos ser sérios e assumir as responsabilidades!

PS: Errar é humano, perdoar é divino! Cajuda errou contra o Nacional, emendou contra o Trofense! Tem o nosso perdão, mas agora contra os “marroquinos” é para continuar com o Douglas e esquecer, completamente, os três trincos no meio-campo…

PS2: O “miúdo” Tiago Ronaldo já merecia uma oportunidade… Vamos unir a “Famiglia” e lutar por isso!!!

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Comentario(s): 4

  1. Manuel Aspinall escreveu:

    O texto que o meu caro amigo escreveu levanta uma questão pertinente em volta do planeamento da épca corrente.
    As conclusões a que chega são perfeitamente válidas.
    Num ano em que era lógico investir, mais do que em qualquer outro ano, o que se viu foi exactamente o contrário. No meu entender, esta política de “aperta o cinto”, suportada pela eterna dsesculpa do passivo não se justifica, num ano em que teriamos a hipótese de arrecadar receitas como nunca tivemos até hoje.

    O problema é que o comboio já passou… esteve à nossa espera, mas mesmo assim perdemo-lo… agora, não sei se algum dia o voltaremos a apanhar!

    Foi uma oportunidade de ouro de cimentar o crescimento do clube de uma forma sustentada. Ao deixar escapar esta oportunidade, esta direcção está a ir contra aquilo que os sócios dela esperavam. Há que recordar isso, daqui a um ano e meio…

  2. vip-franca escreveu:

    Sinséramente Marinho, Li tudo e nao percebi nada.

    é posivél trduzir em portugues de guimaraes

  3. Antonio Macedo escreveu:

    Um vitoriano a sério só tem dois clubes:
    Primeiro do Vitorinha!!!
    Segundo de quem joga contra o Braga|
    Queira aprender “Vip-franca”, ou entao o VSC não é para si!
    PS: Aprenda a escrever, tb é importante!

  4. vip-franca escreveu:

    Antonio Macedo escreveu:
    Outubro 9th, 2008as 11:53
    Um vitoriano a sério só tem dois clubes:
    Primeiro do Vitorinha!!!
    Segundo de quem joga contra o Braga|
    Queira aprender “Vip-franca”, ou entao o VSC não é para si!
    PS: Aprenda a escrever, tb é importante

    Nao tenho culpa da minha professora me ensinar nà réguada.

    Parabens pela resposta.

    Corrigir é um dever.

    Abraço

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