O Vitoria 1922 é um site que é de todos os vitorianos para todos os vitorianos…
E como todos nós temos opinião nada melhor do que a fazer ouvir…
Para isso inauguramos uma nova rubrica, O “Vox Pop”; pretenderá que todos os Vitorianos possam intervir na vida do nosso clube fazendo sugestões, reclamações, críticas ou até quem sabe sugerir a equipa ao nosso mister…
O site é de todos… as opiniões são o retrato do nosso sentir…
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De Volta…
Afinal, acabaram por se revelar curtas, estas minhas férias…
Curtas, mas bastantes profícuas, não só no que a prazer e a ócio diz respeito!
Como vos revelei na minha última crónica, fui de encontro a um amigo meu, à bela e majestosa cidade de Praga, mais do que capital da Republica Checa, capital da Boémia, famosa pelos seus cristais e também pela cerveja.
Logo à chegada, prontamente me encarrego de me dirigir até á “Kavàrna Ideal”, um bar já meu conhecido de outras andanças, que serve de ponto de encontro para uma pequena mas efusiva comunidade vimaranense residente em Praga. Para quem lá se deslocar e queira visitar o local onde se reúne parte da nossa comunidade, deixo aqui a dica: fica no bonito bairro de Vinohrady, em pleno centro da capital Checa, por detrás da belíssima igreja de Miru. È bastante fácil lá chegar, pois a estação de metro correspondente tem o mesmo nome e fica mesmo ao lado da igreja. Quem estiver por lá e tiver oportunidade de lá ir, que o faça. Lá provarão o melhor café expresso da cidade (não se esqueçam de pedir sem leite!), servido com toda a amabilidade, simpatia e dedicação pela menina Magdalena! Poderão ter também a oportunidade de ouvir, algures numa mesa, alguém falar a língua de Camões, com aquele belo sotaque vimaranense que nos é tão querido e familiar.
Se tal acontecer, estejam pois à vontade… Estarão concerteza na presença do Paulo Machado e do Marco Túlio, dois grandes amigos (e de longa data) que se encarregam de espalhar os encantos da Lusofonia, da Portugalidade e do intenso bairrismo vimaranense por aquelas terras. Os Checos, esses, agradecem com simpatia, mostrando-se sempre visivelmente disponíveis ao convívio connosco, descendentes de Afonso, acolhendo-nos com amabilidade e ao mesmo tempo mostrando-se curiosos perante o nosso Portugal, que tão exótico é para eles!
Chegado a casa do Paulo, sou imediatamente confrontado com o seu Vitorianismo puro e latente. Numa casa onde residem um vimaranense, uma australiana e um inglês, os símbolos alusivos ao nosso clube estão por todo o lado. O cachecol pendurado na parede do quarto, o casaco VSC pousado nas costas de uma cadeira da cozinha, o jornal do Vitória aberto em cima da mesa. Que bom ar se respirava naquela vetusta e digna residência…
Sucederam-se os passeios pela cidade, na companhia do Rui, meu amigo e companheiro de viagem, Paulo, do Marco e do Nuno Vieira, outro vimaranense de gema que habita por aquelas paragens. Muitas foram as ocasiões de convívio entre todos nós, desde jantares, saídas à noite ou, pura e simplesmente, um passeio ao entardecer, num qualquer “beergarten” da cidade, já devidamente adamados por um “Pivo” ou dois. Durante os momentos partilhados com eles e com a sua já extensa legião de amigos, rapidamente chego à conclusão que o nome do Vitória já se encontra algo disseminado por lá, não sendo por completo desconhecido. Entre norte-americanos, venezuelanos, checos, eslovacos, brasileiros e outras nacionalidades, todos eles já ouviram mais do que uma vez os relatos do Paulo sobre os feitos gloriosos do nosso clube amado. Muitos são também os checos que revivem também as memórias de outrora, aquando do embate entre o nosso Vitória Sport Clube e o seu AC Sparta Praha. Qualquer adepto do Sparta que se preze se recorda do nosso Vitória, sendo que alguns até me congratularam pelo terceiro lugar obtido na época passada.
Não faltaram também as nossas manifestações de Vitorianismo. Como já é costume, várias vezes nos passeamos pela cidade ostentando o Rei ao peito, e várias foram as paisagens, autênticos “postais”, que foram visitadas (algumas com direito a fotografia!) com a “farpela” do Conquistador.
Não faltaram também ocasiões festivas e de júbilo nesta minha estadia em Praga. Enquanto por lá andei, tive o prazer de celebrar os aniversários do inefável Paulo e do meu colega de viagem, o igualmente vimaranense e vitoriano Rui Araújo, Krino para os amigos. Como não poderia deixar de ser, os habituais frequentadores da noite de Praga (e que noite, Deus me livre!!) foram também brindados com alguns lampejos do nosso símbolo, especialmente gabado e admirado pelos belíssimos elementos do sexo feminino que faziam questão em conhecer tão inigualável gente!
O fim chegou depressa…
Quando o tempo é bem passado, passa num bufo…
Praga ainda lá está, assim como o Paulo, o Marco e o Nuno, amigos vimaranenses que tão bem representam a nossa terra e as nossas gentes por aquele país. Autênticos embaixadores, digo eu.
Uma palavra especial para o Paulo, grande amigo meu, que deixou Guimarães em Março para se aventurar por aquelas paragens. Sei que sofres bastante com a distância, não só da tua cidade e do teu clube, mas acima de tudo dos teus amigos e queridos familiares. Sei que consegues amenizar ou apaziguar esse “bichinho” que te roí por dentro, pois foste capaz, com a tua simpatia, simplicidade e amizade, de conquistar uma já vasta legião de amigos que te apoiam por esses lados. Os que cá ficam em Portugal, esses, sabes que estarão sempre deste lado, à espera da tua próxima visita. No que a mim diz respeito, sabes que já sou repetente em “andanças checas”, e concerteza não deixarei de visitar essa gloriosa cidade mais umas vezes… e mais cedo do que estás à espera!
Aguenta forte aí, com a tua chama vitoriana, que já lhes deste a conhecer! Os streamings da Internet e os relatos online da Santiago hão de te ajudar a superar a falta que sentes de entrar no D.Afonso Henriques. Espero também que não te esqueças de me enviar o ficheiro com o excerto do filme em que participaste por essas bandas, de camisola do Rei ao peito, contando aos Checos como é “Amar o Vitória”. O teu Vitorianismo é um exemplo para todos, logo, merece ser partilhado connosco, para que todos saibam que o amor e a dedicação a um clube não conhecem distâncias nem fronteiras.
Um abraço, meu amigo, e até á próxima vez, que me cheira estar ao virar da esquina!
Galeria Fotos :









Legenda Fotos :
1 – Kavàrna Ideal, local de encontro de vimaranenses em Praga. Ao fundo, pode se ver a Magdalena, sempre muito amável e prestável.
2 -Da esquerda para a direita, Rui Araújo e Paulo Machado seguram o Jornal do Vitória.
3 – Os vimaranenses na Kavàrna Ideal. Da esquerda para a direita, Manuel Aspinall, Marco Túlio, Rui Araújo e Paulo Machado.
4 – Nuno Vieira, à direita, degusta com mestria um belo e suculento Joelho de Porco, prato tipicamente checo. Mais tarde, esse belo osso viria a ser eternizado como “o Joelho do Mantorras”.
5 – Vimaranenses na Staré Mesto. Da esquerda para a direita, Nuno, Paulo, Marco e Rui.
6 – Paulo no beergarten, com o VSC ao peito, claro está!
7 – Rui numa bela esplanada nas traseiras da catedral de S. Vito
8 – Manuel Aspinall, com a bela catedral de S. Vito na paisagem.
9 – Vitorianos e amigos checos em festa, no Nebe Club, por ocasião do aniversário do Paulo.
Saudações Vimaranenses e Vitorianas.
Manuel Aspinall
Guimarães, 31 de Outubro de 2008.
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