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Orgulho Branco com Filipe Cruz


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Filipe Cruz viveu de Rei ao peito alguns dos momentos mais inolvidáveis da história do clube … Levantou títulos … jogou nas liga dos Campeões … contribui para que o nome Vitória ficasse carimbado a letra de ouro no galarim dos vencedores … e em Guimarães, terra do “quase” isso tem um valor inestimável … Mas fala, também, das agruras que passou … de salários que teve em atraso e de tudo um pouco … mas nada como ler e reflectir … Filipe Cruz, um campeão, a confessar-se

Vitoria1922 : Os seus melhores anos foram no Vitória?
Filipe Cruz :
As épocas que joguei no Vitória foram sem margem para dúvida das melhores da minha carreira, conseguir um Campeonato e uma Taça tem como é lógico um grande significado, e marca sem dúvida a carreira de um atleta por isso estes últimos anos ficaram na minha memória. Para além dos êxitos desportivos que alcancei, tenho de destacar aqueles que sempre nos apoiaram e as amizades que fiz durante o tempo passado em Guimarães.

V1922 : Tinha intenção de permanecer em Guimarães ?
FC:
A única coisa que como atleta tenho a certeza é que pretendo continuar jogar voleibol. Não sendo em Guimarães, vou ter de jogar noutro clube, que é o mais importante neste momento.

5fiLCf138901-02V1922 : Como define a conquista do título pelo Vitória ?
FC :
Foi o momento mais marcante da minha carreira, foi o meu primeiro título o primeiro do Vitória, acho que a partir daí está tudo dito. Daqueles que acompanham o voleibol em Guimarães já alguém conseguiu esquecer esse dia (19/04/2008) ?

V1922 : E actuar na Champions ?
FC :
Jogar a este nível é o sonho de qualquer atleta, os melhores jogadores estão na Europa, na Champions estão as melhores equipas, sem dúvida que jogar com os melhores é sempre um grande prémio, e pelos vistos até nos portamos bem!!!

V1922 : Qual foi o atacante mais difícil de parar ?
FC :
Markus Nilsson (Iraklis)

V1922 : Mas depois desses sucessos, inclusive a vitoria na taça, o falhanço no campeonato, que aconteceu?
FC :
Tínhamos tudo para vencer o campeonato, após a vitória na taça, mas quando tudo parecia bem encaminhado para o nosso lado logo no primeiro jogo em Espinho tivemos o contratempo da lesão do Brizida que nesse jogo estava a ser preponderante. A partir daí parece que a equipa andou um pouco desnorteada, pois nunca mais conseguimos jogar ao mesmo nível, tanto no 1º jogo como no 2º. Depois no 3º jogo ainda tentamos dar a volta ao resultado, mas acabou por ser mais um jogo atípico, com ambas a jogar um nível de voleibol abaixo das suas capacidades, e mesmo assim quando estávamos por cima do nosso adversário tivemos outras adversidades, como a minha lesão e ainda aquela arbitragem um pouco tendenciosa !!!

cvHhv0568810-02V1922 : O que o levou a sair ?
FC :
Para que acontecesse era preciso haver interesse de ambas as partes, coisa que não chegou acontecer, primeiro apareceu uma proposta de outro clube, e do Vitória diziam que ainda não tinham decidido a próxima época, que ainda não tinham contactado e reunido com qualquer jogador para a sua continuidade no Clube. Será que não? Eu já sabia que sim, as pessoas esquecem se que o meio voleibolístico ainda é pequeno. Como um desses atletas que tinha já sido contactado para renovar, foi contactado no sentido de jogar a líbero, então achei melhor aceitar a mudança para o Castêlo da Maia e não esperar pela proposta do Vitória que podia não chegar. Para além deste factor que foi o fundamental para a minha saída, ou seja se a mesma tivesse surgido teria de ponderar a minha continuidade devido a aspectos pessoais e profissionais.

V1922 : Tendo sido uma parte integrante da construção da equipa, o que acha desta renovação?
FC :
Como se costuma dizer todos os ciclos de vida tem um fim, como tal o meu e de outros no Vitória também tinha de chegar. Agora não serei a pessoa certa para comentar a renovação quase total de uma equipa que venceu. Foi uma verdadeira ‘ limpeza de balneário ‘.

0xJCbz784796-02V1922 : Quais as diferenças que encontra no Vitoria quando cá chegou e o ano transacto que saiu ?
FC :
Acho que não houve muitas alterações, pois quando aí cheguei o clube já tinha condições que outros não tinham, mas nesse aspecto tenho de o realçar o aspecto negativo deste ponto, pois os anos foram passando e essas condições que os atletas tinham foram sendo retiradas, estou a falar mais propriamente da parte dos equipamentos, e por falar nisso um grande abraço para a D. Maria e para o Sr. Augusto.

V1922: Alem disso a instabilidade financeira não ajudou a isso como o grupo se blindou à falta de salários?
FC :
Acho que o papel dos atletas mais antigos ajudou para que o grupo continuasse a trabalhar e a lutar pelos seus objectivos. Durante o campeonato nunca ninguém viu na comunicação social que havia salários em atraso no Vitória, ao contrário de outros. Por isso o grupo esteve fechado e unido durante esses momentos.

V1922 : Mas foi isso que ajudou a equipa a falhar em espinho? Ter a cabeça preocupada com factores extra Voley?
FC :
Sinceramente acho que não, se fossemos por aí não tinhamos vencido a taça esta época e o campeonato no ano anterior.

jCNB5t965381-02V1922 :Tivemos conhecimento que Tiago Rey ainda há pouco tempo se manifestou a sua situação já está resolvida?
FC :
A minha situação com o Vitória em termos de vencimentos foi esta semana regularizada, ainda que com algum atraso, mas isso são situações que nas modalidades acontece frequentemente, visto que não foi apenas durante a ultima época que aconteceu, mas já tinha acontecido nas restantes épocas, mas com menor atraso. Mas tudo isto poderia não ter tanto impacto se os responsáveis do clube tomassem a iniciativa de falar com os atletas e treinadores, e não o contrário. Neste momento apenas preciso de conversar com os responsáveis pelo Voleibol, pois já falei com o responsável pelo departamento médico, devido a minha lesão no ultimo jogo do campeonato.

V1922 :Que projectos desportivos para este ano??
FC :
Para já preciso de recuperar da lesão(ainda do último jogo da época passada), depois como já referi os atletas vivem de êxitos desportivos, é verdade que nem sempre nem todos o podem conseguir, por isso vou lutar por vitórias, e ajudar o Castêlo da Maia a cumprir os seus objectivos para esta época.

HYKROt239186-02V1922 : E se for campeão pelo seu actual clube em Guimarães, o que sentiria?
FC :
O mesmo que senti quando vencemos o campeonato pelo Vitória em Espinho, não por ter sido uma vitória em casa dos adversários, mas pela vitória em si, desde que vença pode ser em Guimarães, na Maia ou até mesmo em Esmoriz, as sensações vão ser as mesmas.

V1922 : Como concilia a sua vida profissional (bancário) com a desportiva ?
FC :
E ainda a minha vida pessoal! Não tenho muito a dizer, apenas dizer que é muito complicado, é muita correria todos os dias. E como é lógico para eu conseguir conciliar estas coisas todas, só mesmo com cooperação de todas as partes( por isso quero agradecer à minha família, e aos meus colegas tanto os profissionais como os desportivos).

V1922 : Para finalizar acha que os Spreads e a Euribor vão continuar em baixo???
FC :
Sinceramente é uma questão que depende de vários factores, se para uns é bom eles estarem baixinhos, para outros é um problema, o ideal acho que seria o meio termo, nem altos nem baixos.

Desde já aproveitamos para agradecer ao Filipe Cruz pela disponibilidade demonstrada para a entrevista e desejar tudo de bom para a sua carreira.

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Fotos : VitoriaSempre.net / vitoriasc.pt

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Orgulho Branco com Susana Rosa


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Susana é uma campeã… não só por vencer um número incontável de medalhas e competições sempre de Rei ao peito, mas também por quebrar barreiras num mundo, tendencialmente, de homens… Para Susana isso não existe…existe sim vontade e perseverança…Uma vencedora nata na primeira pessoa!

Vitoria1922- Quando começaste a praticar kickBoxing ?

Susana Rosa- Eu comecei a praticar kickBoxing há aproximadamente 8/9 anos. Na altura no Desportivo Francisco De Holanda, mas sempre treinada pelo Alberto Costa.

V1922 – Que te levou a praticar um desporto que, e perdoa-nos o machismo, é tendencialmente masculino?

Susana Rosa- Está perdoado o machismo! Sim, existe um pouco esse preconceito, mas felizmente sempre fui respeitada pelos meus colegas…Decerto isso também contou para o facto da minha permanência…A amizade deles, o companheirismo, o respeito! Cresci muito com eles…

Agora respondendo à pergunta, eu sempre amei o desporto…Joguei volei, futsal, futebol de onze na Valinha, e nunca olhei ao facto de ser um desporto “para homens” ou não…Desde que eu gostasse e me fizesse feliz! E no KickBoxing fui feliz desde que comecei, sempre adorei!

ardn5x847521-02V1922 – Vais-nos permitir a provocação…Na escola batias em tudo o que aparecia a frente ???

Susana Rosa- Não, não batia! Era calma e ainda o sou…Claro, quando alguém não nos respeita…Mas isso é com qualquer pessoa…Mas no ciclo uma vez ou outra haviam desentendimentos, quando jogava à bola com rapazes…Eles não gostavam de ser fintados por uma rapariga…Mas coisas normais, nunca nada excessivo…Como disse anteriormente, nunca bati em ninguém, nunca tive problemas.

V1922 – Treinas quantas horas por dia??’ Como é a carga do teu treino?

Susana Rosa- Se estiver em competições treino todos os dias 2h…Só descanso aos Domingos.Tenho treinos com o Grande e Excelente Mestre Alberto Costa, corridas, carga física!

São treinos adequados e premeditados pelo nosso Mestre. Se não estiver em competições, treino normalmente com os meus colegas e Mestre às terças, quintas e sábados, no horário normal, com duração por treino de 2h. Tem que haver sempre aquela pausa após competições ( se não houver nenhuma competição muito próxima)…Saber gerir a carga, pois não convém ter sempre carga em excesso.

V1922 -Que condições o Vitória te dá para treinares??As infra-estruturas são as necessárias??

Susana Rosa- Sim, o Nosso Grande Vitória dá-nos condições boas. Não nos podemos queixar, pois já treinamos em piores condições! Mas claro está, que preferíamos ter o nosso canto, com mais condições ainda, com o nosso material sempre apto a ser utilizado…Mas o mais importante é que estamos num grande clube, o clube do nosso coração…e daqui para a frente também é sempre a melhorar!

m95j4s282721-02V1922- E tu sentes que já atingiste o teu topo no KickBoxing ?

Susana Rosa- Já alcancei muita coisa no KickBoxing… Com o meu empenho,dedicação e força… Com a ajuda, dedicação e acompanhamento do Alberto Costa…Sempre com o apoio e companheirismo dos meus colegas de treino, amigos, família…Muitos Campeonatos Regionais e Nacionais…Agora o Título Europeu!!!!…Mas claro que se quer sempre muito mais!!!!!…Mas não esquecendo que para isso tenho que continuar a trabalhar, sempre humilde e dedicada.

V1922 – Depois do último europeu o céu é o limite!Quais são os teus objectivos imediatos?

Susana Rosa- Agora temos os Regionais, depois lá para Maio, penso eu, teremos os Nacionais…E em Novembro, salvo erro, serão os Mundiais…Aí sim, não escondo que está o meu grande sonho!! Mas não desprezo outras competições que possam aparecer…é sempre bom ganhar mais experiência!

V1922 – E, já agora, o teu sonho impossível neste desporto?

Susana Rosa- Sinceramente nem sei o que responder…Quebrei, pelo menos aqui na cidade de berço, o preconceito de praticar um desporto que só homens o “enfrentam”! Fui ganhando campeonatos Regionais e Nacionais…conquistei um Europeu, que JAMAIS ESQUECEREI!!! Claro agora venha o Mundial… Acho que por vezes nós é que tornámos os nossos próprios sonhos impossíveis…Deixamos-nos levar pelo preconceito, ou porque não será politicamente correcto, por qualquer outra razão tornamos-nos o nosso próprio obstáculo…Por isso nem sei bem se haverá algo impossível… Talvez um K1 só de mulheres na Eurosport…

wypwl9742658-02V1922 – O que sentiste quando entraste no Estádio D. Afonso Henriques, para seres, agraciada pelo Presidente?

Susana Rosa- O que senti? Claro que ter sido homenageada pelo Presidente do Clube do meu coração, foi extremamente gratificante. Mas sou sincera, e para mim o que mais que me comoveu e foi na verdade um sonho… foi realmente ter entrado naquele relvado, pisar o campo e poder dar uma volta, com o os adeptos a baterem palmas de pé, a dar-nos um ” calor humano” que jamais tinha sentido!!!!

Senti que tanto eu como os outros meus colegas campeões demos algo de muita importância, não só ao clube, mas aos próprios sócios…Um saborzinho de sermos campeões!!!! Espero que voltemos a dar esse orgulho!!! E espero mesmo, é um sonho meu e de qualquer Vitoriano, que um dia gritemos campeões, mas de futebol!!!

V1922 – Porque achas que o KickBoxing, apesar de ser a modalidade que mais títulos dá ao Vitória, ainda pouca gente perde tempo com ele??

Susana Rosa- Acho que ainda para muita gente o Vitória ainda é só futebol…esteja mal ou bem…só há futebol…Realmente agora o volei e o basquetebol têm mais visibilidade…Mas custou para que isso acontecesse…Talvez o KickBoxing também ainda precise desse tempo…Nós damos títulos atrás de títulos, claro que merecíamos muito, mas muito mais!!!! Mas nós continuaremos a trabalhar para mostrar que viemos para ainda dar mais títulos, prestigiar ainda mais este grande e amado clube… Mostrar que viemos para ficar…

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V1922- Como é entrar para treinar e ver aqueles campeões todos??

Susana Rosa- É muito gratificante e é um orgulho enorme!!!!!!! Não digo isto por serem meus amigos, mas campeões humildes como estes são, não existe em lado nenhum…Estamos sempre a aprender uns com os outros…E também nunca, mas nunca esquecendo que temos o melhor Mestre de sempre, um amigo, um campeão em tudo…O Alberto Costa.

V1922 – Como foi participar no último Europeu em Guimarães? As pernas tremeram ? E como foi sentires-te apoiada por todos ?

Susana Rosa- Foi um sonho..Participar num Europeu, onde só estão os melhores, e ainda por cima na minha cidade!!!! INESQUECÍVEL!!!! As pernas não tremeram, tentei conter-me, porque também não queria que as minhas adversárias ainda fossem pensar que estava com medo delas. Mas confesso que existiu sempre em nervoso miudinho…E senti-me muito apoiada!! Tanto pelos meus colegas de Selecção, que desde já, digo fazem um grupo excelente, lindo, companheiro. Ficávamos roucos a puxar uns pelos outros…Chegávamos ao final do dia já sem voz! Também muito apoiada pelo meu Mestre, mas também pela Dina Pedro…Que Grande treinadora e grande mulher…aprendi muito com ela…É o melhor exemplo que há para as mulheres deste desporto e não só…Mas acima de tudo o apoio dos meus grandes amigos e familiares…muito importante para tudo que foi alcançado!!!! Desde já deixo aqui o agradecimento, do fundo do coração!

62xrom473281-02V1922 – E a medalha o que representou para ti??

Susana Rosa- Sinceramente não fui ao campeonato a pensar logo em ser campeã europeia…Sim ia confiante, bem preparada psicologicamente e fisicamente, mas também a saber que perfeitamente que lá só estariam as melhores. Mas a vontade foi maior logo após o 1º ROUND…E já ia fazer de tudo para ouvir o nosso hino, na minha cidade, coma medalha de ouro ao peito!!!! Representa tudo para mim!!!

qzsa0o299432-02V1922 – Vitória até morrer?

Susana Rosa- VITÓRIA ATÉ MORRER???? Não…..VITÓRIA até depois de morrer…Digo mesmo que AMO de PAIXÃO o meu VITÓRIA, que sofro por ele, que me tira a calma, que me faz dizer asneiras atrás de asneiras durante 90 min e não só!!!!! Realmente até depois de morrer…Espero poder comprar uma nuvem lá bem em cima e poder ver o nosso Vitória em lugar cativo!

Desde já aproveitamos para agradecer à Susana pela disponibilidade demonstrada para a entrevista e desejar tudo de bom para a sua carreira.

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Fotos : Associaçao VitoriaSempre / vitoriasc.pt

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Orgulho Branco com Cristiano


orgulhoNome completo: Cristiano Luís Alves dos Santos
Data de Nascimento: 05/10/1990
Anos na modalidade: 10
Posição: Médio-Centro
Ídolos na modalidade: Luís Figo

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O sonho comanda a vida… De tantos miúdos que sempre se aventuram a prestar provas no Vitórias, uns sobressaem…outro não…
Mas há história felizes… Uma delas é a de Cristiano…um médio cuja classe e contundência fazem com que tenha o futuro nas mãos… ou nos pés desenhando a régua e esquadro o futebol de umas das mais inolvidáveis equipas de juniores do Vitória…
Conheça em discurso directo um candidato fortíssimo a entrar a breve prazo no plantel principal do Vitoria… Eis Cristiano (capitão da equipa juniores do Vitoria), na primeira pessoa…

Vitoria1922: Desde que idade jogas no Vitória e porquê?
Cristiano :
Eu vim para o Vitoria com 13 anos, prestes a fazer 14,para a equipa de Iniciados A .
Resolvi vir, pois, é um clube “grande” que sempre teve excelentes referencias a nível de jogadores formados no clube (Fernando Meira e Pedro Mendes)a jogar sempre ao mais alto nível, sonhava e sonho um dia poder vir ser como eles.

V1922: Já praticaste outros desportos?
Cristiano:
Não…o futebol é a minha única paixão!

V1922: O que um Médio deve ter?
Cristiano:
Essencialmente é preciso ter muita entrega ao jogo, muita concentração e muita atitude, porque em termos técnicos por vezes as coisas podem não sair bem, pelas mais variadas razões.
Mas se faltarem esses três aspectos que enumero como fundamentais, aí as coisas dificultam-se (isso serve para todos os jogadores).
Para um médio creio que é importante boa leitura de jogo e grande disponibilidade para fazer o que o jogo pede no momento, ou seja, é importante ser polivalente nas suas acções.

cris2V1922: Na tua curta carreira ainda, já tiveste adversários/equipas difíceis pela frente, qual o melhor e pior que já apanhaste?
Cristiano:
As melhores equipas que defrontei foram a Inglaterra com as “quinas” ao peito e ao serviço do Vitória foi o Sporting.
A maior goleada em que participei foi 16-0 ao Caíde-Rei (considerando a pior equipa) …

V1922: Como lidas com o facto de se falar que o VSC pretende ir ao mercado, não apostando muito por exemplo na prata da casa?
Cristiano:
Esta direcção tem nos dado condições e já demonstrou o interesse em apostar na prata da casa, pois fala-se na Equipa B para a próxima época.
A nossa equipa tem trabalhado muito nesse sentido, dando o nosso melhor em todos os jogos o que pode ser um bom ponto de partida para que finalmente a equipa principal seja composta por muitos jogadores formados no clube.

V1922: Com o protocolo com o Benfica, tu (Cristiano) és um dos potenciais jogadores a poder ingressar no clube da águia. Pensas nessa situação? O que achas dela?
Cristiano:
Enquanto for jogador do Vitória jamais pensarei noutro clube.

V1922: Esta época tem sido algo regular, Como esperas que acabe este final do Campeonato de juniores?
Cristiano:
Eu espero que acabe da melhor maneira possível e que sejamos campeões, esse é o desejo de todos. Mas temos primeiro, como objectivo, passar à 2ªfase.

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V1922: A qual dos teus colegas antevês um futuro mais promissor?
Cristiano:
Tenho a certeza que muita gente deste plantel pode ter um grande futuro, mas destaco o Diogo Lamelas…

V1922: Já jogaste na selecção. Como descreves esse momento?
Cristiano:
Foram momentos muito especiais e marcantes. Vestir a camisola da nossa selecção, ouvir o hino e saber que se é escolhido para representar o nosso país é gratificante!

V1922: Essas chamadas são para repetir?
Cristiano
: Sim, claro. Estarei sempre disponível para servir a Selecção.

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V1922: Algum dia eras capaz de jogar num clube rival do Vitória?
Cristiano:
Enquanto me acarinharem como sempre o fizeram (direcção e adeptos) eu contribuirei com trabalho, terei sempre muito orgulho e respeito por esta instituição e pelo símbolo que envergo. Mas se um dia me dispensarem e deixarem de contar comigo, obviamente que se aparecerem clubes interessados no meu trabalho, independentemente de ser rival ou não, é claro que terei que ir em busca de novos caminhos.

V1922: Vitória até morrer?
Cristiano:
Estará sempre no meu coração.

V1922: Para o ano equipa sénior…achas que poderás integrar o plantel?
Cristiano:
Vou dar tudo o que estiver ao meu alcance para fazer parte do plantel do Vitória na próxima época.

Vitoria1922: És frequentador assíduo do D. Afonso Henriques (jogos do Vitoria)?
Cristiano:
Sim…como não podia deixar de ser!

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Desde já aproveitamos para agradecer ao Cristiano pela disponibilidade demonstrada para a entrevista e desejar tudo de bom para a sua carreira.

Fotos : VSC @ AVS

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Orgulho Branco com Zezinho


Nome completo: José Eduardo Jesus de Castro (Zezinho)
Data de Nascimento: 22/03/83
Anos na modalidade: 16
Posição: Defesa/Médio ala direito
Ídolos na modalidade: Luís Figo, Cristiano Ronaldo, Messi

Zezinho é um filho da terra…um jovem que desde tenra idade sonhou vestir de rei ao peito…
E conseguiu tornar o sonho em realidade!
Mas uma época desastrosa a todos os níveis, foi um pesadelo que impediu este jovem da cantera de tornar real este mundo onírico…
Mas nem assim desiste…
Eis Zezinho na primeira pessoa!

Vitoria1922 – Porque e com que idade começou a jogar futebol?
Zezinho -
Desde os meus 9 anos que comecei nas escolinhas do Vitoria, na altura jogava na escola primária e o Sr.Rola foi ver-me e gostou e então convidou-me. Também sempre tive esse sonho.

V1922 – Que momento elege como mais marcante ao serviço dos escalões jovens do Vitória?
Zezinho –
Desde a altura da ultima fase do campeonato de iniciados, como ao assinar o meu contrato de formação e depois o contrato como profissional…

V1922 – Posteriormente foi rodando… no último ano do seu tirocínio antes de regressar ao Vitória, esteve num Felgueiras cheio de dificuldades. Como é viver num balneário onde não há dinheiro?
Zezinho – Foram 6meses de ordenados em atraso, é muito complicado. Via os meus colegas sem dinheiro para comer e alguns deles eram estrangeiros .Todos passamos por dificuldades, mas isso dava-nos força e com um grande grupo fizemos uma excelente época com muitas dificuldades mas com muita ambição de darmos nas vistas.

V1922 – Depois veio o momento mais alto da sua carreira: o regresso ao Vitória… como recorda essa pré-época que lhe possibilitou fazer parte da equipa principal do nosso plantel?
Zezinho -
No inicio não sabia se iria fazer parte do plantel mas depois quando soube que iria ficar foi uma enorme alegria e o conquistar de um sonho que era jogar no Vitoria de Guimarães. Nos treinos dava sempre o máximo para poder mostrar o meu valor e acabei por ser recompensado.

V1922 -Jaime Pacheco foi o treinador que o lançou na I liga. Que recordações guarda dele?
Zezinho -
Guardo boas recordações e tenho pena que as coisas não lhe tenham corrido bem porque sentia que ele gostava de mim e do meu trabalho, pois cheguei a uma altura em que era opção e sentia-me confiante e assim as oportunidades iriam surgir com naturalidade.

V1922 – Todavia ficou como um dos jogadores que fez parte do plantel que desceu à II Liga. Que factores contribuíram para esse desastre?
Zezinho –
Talvez o terem chegado jogadores a conta gotas, em que não permitiu que na pré-época se tirasse um maior aproveitamento e adaptação dos jogadores e depois o mau inicio de campeonato em que deixou os jogadores com uma enorme pressão.

V1922 – Falou-se muito, nessa época, de problemas de balneário. Como se vivia, e com o afastamento temporal de três anos a permitir uma melhor análise, dentro das paredes do Vitória?
Zezinho -
Não havia problemas nenhuns, era um balneário tranquilo como já tive em muitos lados, não existiam problemas, mas sim uma frustração por não conseguirmos as vitorias que vocês adeptos tanto desejavam.

V1922 – Vítor Pontes dispensou-o, mas nem assim o Vitória se salvou. Como foi o seu relacionamento com ele?
Zezinho -
Foi bom, alias saí mas ele viu valor em mim e deu o aval para fazer novo contrato antes de ir para Moreira.

V1922 – Vivendo por dentro, quem foi o maior culpado da descida do Vitória?
Zezinho -
Penso que todas as partes envolvidas tiveram a sua culpa, temos de assumi-lo.

V1922 – Depois esteve no Moreirense… e falou-se numa transferência para a Dinamarca…O que falhou para não ir?
Zezinho –
Estava tudo no bom caminho mas no inicio estavam prometidas umas verbas e depois foram outras.

V1922 – Actualmente está no Vizela… Como vê o projecto deste ano? É para subir?
Zezinho –
É um projecto ambicioso que esperamos concretizar de forma eficaz para assim subirmos à primeira liga.

V1922 – E como bom Vitoriano, o que espera este ano do Vitória?
Zezinho -
Espero uma grande época ao nível da ultima , mas sabendo que vai ser muito difícil repetir, mas estou muito optimista e com o apoio dos fantásticos adeptos Vitorianos vamos consegui-lo de certeza.

V1922 – Sonha um dia regressar ao Vitória?
Zezinho –
Não vivo de ilusões, vivo de trabalho e se um dia se concretizar espero entrar pela porta grande e ter mais oportunidades de mostrar todo o meu valor.


Desde já aproveitamos para agradecer ao Zezinho pela disponibilidade demonstrada para a entrevista e desejar tudo de bom tanto a nível pessoal como profissional.

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Orgulho Branco com Bruno Matos


Nome completo: Bruno José Fernandes Faria Matos
Data de Nascimento: 26/05/1991
Anos na modalidade: 4
Posição: Ponta/Oposto
Ídolos na modalidade: Allan, Azenha, Dante

Diz-se que para fazer o futuro é necessário dosear a irreverência com um sonho!
Aliás sem ela não se pode sonhar…
Bruno Matos, o Garu, orgulhosamente ostentando o seu inseparável número 13, mostra isso todos os fins-de-semana quando ao seu colo leva uma inolvidável equipa de guerreiros vitorianos ao sucesso….

Vitoria1922 – O Voleibol começou na tua vida de que modo?
Bruno Matos –
Sem querer. Eu tinha desistido pouco tempo antes de duas menos bem sucedidas épocas a jogar futebol e fui assistir a um treino da equipa juvenil na altura o professor Paulo Jorge convidou-me a ir fazer uns treinos à experiência e eu lá fui…

V1922 – Na tua idade os jovens quando praticam desporto escolhem o futebol. Porquê essa paixão pelo voleibol?
BM –
Os jovens são quase “obrigados” a escolher futebol. Desde que nascemos até que começamos a ter pensamento próprio é-nos introduzida a noção que desporto é futebol.
Eu já pratiquei quase todo o tipo de desportos, mini-trampolim, futebol, futsal, basquetebol, ginástica desportiva e finalmente voleibol.
É um desporto altamente viciante; é impossível alguém que viva dentro desse mundo durante um tempo considerável não gostar. É muito completo, permite trabalhar muitas coisas e é um desporto em que 99% das vezes ganha quem é o melhor. Não há sorte, a influência de um árbitro pouco poderá interferir no resultado final e entre muitas outras coisas considero o voleibol o desporto mais fascinante de se praticar.

V1922 – És capitão de equipa…Que qualidades pensas que tens para teres merecido semelhante distinção?
BM –
Acho que qualquer bom capitão tem que se saber impor e saber quando deve falar. Um capitão é o elo de ligação do treinador à equipa, é a imagem de um grupo. Se eu cair, eles vão cair todos. Acho que a melhor qualidade é olhar para todos eles da mesma forma como olho para mim e dar-lhes o respeito e a atenção que merecem, o resto vem por acréscimo.

V1922 – Qual o segredo para se fazer um balneário campeão?
BM –
Um balneário saudável é meio caminho para o sucesso.
Passamos mais tempo no balneário do que na nossa própria casa, passamos mais tempo juntos do que com as nossa famílias. É fundamental saber fechar a porta; qualquer coisa que se passe é dentro do balneário que se resolve e é lá que tem que ficar. As “fugas de informação” arruínam qualquer balneário.
Temos que saber ser companheiros, confidentes e leais, acreditar nas capacidades uns dos outros e completar-nos consoante as capacidades ou dificuldades de cada um no dia a dia.

V1922 – Que objectivos para esta época? Vês-te a levantar a taça de campeão?
BM –
Não foi ainda internamente decidido.
Tenho a plena consciência que este ano vai ser o mais complicado em termos de competição. Somos juniores de primeiro ano e alguns ainda são juvenis e vamos defrontar equipas que para o ano são equipes séniores. Temos uma grande missão pela frente, no ano passado estivemos quase lá, e este ano venha quem vier o objectivo é tentar repetir ou melhorar.
É muito complicado mas temos capacidades para nos batermos com os melhores e qualquer equipa que entre em qualquer competição arrisca-se a ganhá-la. Mas eu não gosto muito de prever o futuro, vivemos no presente e o que fizermos hoje vai-se reflectir no amanhã. É assim que temos que pensar.

V1922 – Será que o aproveitamento da cantera do voleibol vai surtir efeitos?
BM –
Não faço a mínima ideia, mas posso dizer uma coisa, se não apostarem na formação agora e lhe derem condições não podem exigir nada dela. De toda a formação só saiu um grande nome para o mundo voleibol, Fernando Ribeiro. Somos juniores de primeiro ano como já disse e só este ano começamos a ter contacto com seniores, o professor Rogério Paula já provou estar interessado em tirar o maior partido da formação. A nós resta-nos trabalhar para que um dia consigamos ou não representar a equipa sénior do Vitória.

V1922 – Que infra-estruturas achas que eram necessárias para jovens como tu e outros progredirem ainda mais?
BM –
É uma luta sem fim. É muito difícil tirar o rendimento máximo seja de que atleta for se as condições de trabalho não forem as melhores. Acho que não se justifica num clube com a grandeza do Vitória ter atletas juniores e não só, a terem que fazer uma viagem de meia hora para treinar quando se calhar com um bocadinho de investimento conseguiriam treinar bem dentro da cidade. Além disso pavilhões como os de Creixomil, Veiga… que são dentro da cidade, não estão equipados nem preparados para treinos de alta-competição.

V1922 – O desporto escolar pode desempenhar um papel importante e até servir de suporte ao Vitoria. Como achas que o nosso clube, nos escalões de formação, tem aproveitado esses valores?
BM –
O desporto escolar é algo tão mas tão importante e em Portugal é praticamente inexistente. Um atleta que estivesse inserido no desporto escolar dos 10 aos 14 anos por exemplo estava apto para ser inserido num clube federado em que pudesse competir e evoluir. O que acontece aqui é que um atleta vai para um clube federado sem bases nenhumas e é lá que aprende tudo. Não é bom para ele nem para o grupo de trabalho já formado. O desporto escolar é gratuito e é algo que bem explorado daria frutos. Pelo conhecimento que tenho não há esse aproveitamento aqui pelo Vitória. Alguns dos campeões nacionais infantis pelo Vitória disputaram no ano passado um campeonato do Desporto Escolar, mas todos eram já atletas do Vitória e isso serviu mais como uma nova experiência para eles do que um aproveitamento directo para o clube.

V1922 – Tu és o número treze… número maldito para alguns… porquê o treze??? Não existiam mais?
BM –
Haviam muitos mais. O número tem um significado pessoal. Há muitas coisas na minha vida envolvidas no “treze”. Coisas que como compreendem não sinto que deva revelar.

V1922 – Tu como apaixonado do voleibol esclarece lá os adeptos. O que esperas da equipa sénior esta época?
BM –
Campeões Nacionais. Vencedores da Taça de Portugal. E representantes dignos de Portugal e da cidade na maior competição de clubes a nível Europeu. Têm todas as condições para isso. O plantel é forte, as condições existem e o apoio é certo que não faltará. O campeonato não vai ser um passeio, longe disso, mas é legitimo exigir que vençam todas as provas internas.

V1922 – O Vitoria mudou de treinador recentemente, que diferenças vês entre um e outro???
BM –
Nunca tive um contacto muito directo com o prof. Marco, e com o prof. Rogério já tive uma oportunidade de trabalhar. Acho que as maneiras de estar são completamente diferentes. A mim parece-me que o prof. Marco vivia mais o jogo e o prof. Rogério pensa mais o jogo passando um bocado despercebido. Não tenho duvidas que ambos são excelentes treinadores. Por tudo o que já deu ao clube o prof. Rogério merece na totalidade este cargo e sabe muito bem como desempenha-lo.

V1922 – Vais ser mais um bancada a torcer, e sonhando um dia lá estar, nos jogos da Liga dos Campeões. Que expectativas tens para esta participação?
BM –
A meu ver esta competição vai servir mais para dar experiência e ritmo a estes atletas de maneira a que possam trazer para o campeonato interno outro ritmo e outra velocidade de jogo o que pode ser extremamente benéfico. É preciso ter os pés bem assentes na terra e não esperar que pelo menos desta vez o Vitória tire grandes resultados. A expectativa deve ser mesmo conseguir, se possível, vencer os dois jogos á equipa checa.

V1922 – E para acabar em beleza, e devido ao 13 ser teu numero a pergunta 13 será a ultima. Em que campeonato estrangeiro, atendendo ao elevado nível externo, gostarias de evoluir?
BM –
Isso aí é um bocado dar um tiro no escuro. Jogar ao melhor nível em Portugal já seria ou será muito bom. É óbvio que todos nos imaginamos a fazer melhor pelos melhores e sendo assim campeonato como o italiano é sempre desejável.

Desde já aproveitamos para agradecer ao Bruno Matos pela disponibilidade demonstrada para a entrevista e desejar tudo de bom com a camisola do “rei” ao peito.

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Categoria Destaque, Orgulho BrancoComments (15)

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Orgulho Branco com Diana Mendes



Nome completo: Diana Teixeira Mendes
Data de Nascimento: 02 de Agosto de 1989
Anos na modalidade: completo 11 este ano
Posição: Base
Ídolo na modalidade: Allen Iverson

Continuando na senda de jovens prodígios do desporto vitoriano, hoje conhecemos Diana Mendes.
A “Di7″, como é conhecida, não é propriamente uma estrelinha... mais um cometa, pelo talento que refulge nos pavilhões de basquetebol por esse país fora
Uma gigante de coração apertado quando o tema é o basket, ou o nosso Vitória…

Vitoria1922 – Como começaste a jogar basquetebol???
Diana Mendes –
A minha irmã mais velha começou a jogar no JBG, e como irmã mais nova tinha de fazer tudo igual a ela…então ela convenceu os nossos pais a deixarem-me ir para os treinos com ela.
Nessa altura nem sequer havia equipa para mim, apenas ía para os treinos tentar fazer igual às mais velhas.

V1922 – Não é muito normal uma jovem do sexo feminino apostar nesta modalidade. Houve algum momento marcante para te decidires?
DM –
Claro que sim. Quando começaram a chegar raparigas da minha idade e resolveram fazer uma equipa, eu como já treinava com as mais velhas ajudava as que iam chegando. Acho que desde cedo aquele tão famoso “espírito de equipa” mexeu comigo, e era o que me fazia voltar todos os dias ao pavilhão, praticar o desporto em que me sentia bem, com pessoas que gostavam de o praticar também.

V1922 –  És a capitã de equipa… que qualidades achas que um capitão deve ter?
DM –
O capitão é a voz do treinador do balneário em campo! É a voz em todo o lado a que um treinador não consegue chegar!
Tem de ser forte, tem de ser líder, tem de conhecer cada colega de equipa, saber compreender e ajudar, saber criticar, saber chamar à atenção. O treinador não pode entrar dentro de campo e marcar cestos ou roubar bolas, o capitão é o encarregue de passar essa imagem para dentro de campo.

V1922 –  No ano transacto levantaste a taça nacional…Podes-nos descrever as sensações de erguer um título nacional com o Rei bem junto ao peito???
DM –
Cada vez que me lembro dá-me aquele arrepio na barriga.
Foi único! O tanto que lutamos e sofremos para estar naquela final e no fim ver o nosso esforço recompensado, não há palavras! Mas posso dizer que foi o nosso espírito de união que nos levou tão longe, acho que em nome de toda a equipa que teve o prazer de levantar aquela taça digo que todas sentimos o  orgulho de muitos vimaranenses , principalmente daqueles que viveram todos os momentos desse inesquecível ano à procura da conquista da Taça Nacional.

V1922 – Será que este ano os resultados vão estabilizar?
DM –
Estamos a fazer os possíveis para que tal aconteça, vontade não falta, temos treinado muitas horas fora do pavilhão, até muito tarde, e estamos a falar de pessoas que trabalham no dia seguinte dentro e fora de Guimarães; pessoas que estudam fora e pessoas que frequentam a universidade.
Talvez a vontade não seja o suficiente para enfrentarmos este campeonato que conta com equipas muito fortes e experientes, mas de certeza que não haverá um jogo em que não daremos o nosso máximo.
Esta é uma época nova, confio na minha equipa, sei que este ano a entrega vai ser diferente, digo agora e vou dizer sempre: é um orgulho ser-se capitã de uma equipa que luta desde o primeiro até ao ultimo segundo de cada jogo.

V1922 – Vocês são treinadas pela “Mourinha” do basket vitoriano… Como a defines? Muita gente fala dela, mas poucos saberão como ela é?
DM
– Fomos nós que lhe demos esse nome, porque ela é a cópia do Mourinho, a vontade de ganhar, a forma como passa isso para as atletas, é teimosa, quando quer algo tem de o conseguir, e passa por cima de tudo e de todos se for preciso. Se há uma palavra que não consta no dicionário dela e ela não deixa constar no nosso é:desisto.
Para quem não a conhece não há forma melhor de resumir do que a música que fizemos para ela: “Lalalala Mourinha…lalalala Guerreira…lalalala Amiga..Eterna e Verdadeira.”

V1922 – O que falta ao basket vitoriano para ter o mesmo carinho que os adeptos nutrem ao Voleibol?
DM
– Primeiro que parem de nos comparar ao voleibol e ao futebol. São modalidades diferentes, com campeonatos diferentes, até porque não percebo porque comparam o tipo de jogo do Vitória e das equipas do seu campeonato ao da NBA.
Quando as pessoas perceberem que o basket não são só afundanços, talvez começem a dar valor ao que os atletas dão dentro de campo para honrar o nosso Rei.
Não critico que as pessoas vejam um jogo e fiquem desiludidas, porque o basket é um desporto muito complexo, e quem não perceber as regras, a magia de cada jogada, a dificuldade que é jogar com tanto contacto, a dificuldade em ver todos os movimentos dentro de campo não consegue tirar conclusões finais do jogo.
Ao basket falta talvez um pouco de divulgação, mas também tem de haver a vontade das pessoas saírem de casa para ir apoiar o Vitória e não para ir apoiar o Basket, o Volei ou o Futebol.

V1922 – Agora esperando a opinião de uma entendida… o basket feminino, salvo Ticha Penicheiro e Mery Andrade, tem um nível muito baixo… O que achas que concorre para isso acontecer?
DM
– Eu acho que tem a ver com o facto de se perderem muito boas jogadoras em júniores ou cadetes, pois salvo os grandes nomes do basquetebol que saem da formação em Aveiro, Porto, Lisboa, Coimbra, todos os outros clubes pequenos não têm como dar continuidade à carreira dos seus atletas.

V1922 – Será que o nosso desporto de formação/escolar não pode fazer nada para modificar a situação?
DM
– Pode. Em vez de apenas ensinarem aos jovens os mínimos sobre os desportos, é preciso incentiva-los a praticar e entrar em competições para que eles sintam e tenham a oportunidade de experimentar aquilo que leva muita gente a fazer muitos esforços para conciliar o desporto com a sua vida pessoal.

V1922 – Será que podes sossegar os fãs quanto ao valor da Equipa Sénior Masculina?
DM
– Não há nada para sossegar, o ano passado o Vitória brilhou e encantou. Superaram muitas expectativas, apenas peço para acreditarem nos nossos rapazes.

V1922 – É possível vermos, um dia, quem sabe a Di7, vestir a camisola das quinas?
DM
– Isso é o sonho de qualquer jogadora que tira muito tempo da sua vida para praticar o desporto que gosta. Mas jogar com o Rei ao peito e com uma equipa fantástica como esta não fica muito longe disso.

V1922 – O que davas para um dia chegares a WNBA?
DM
– Tudo o que estivesse ao meu alcance para o conseguir.

V1922 – A que nível a promessa da direcção em construir pavilhões vai favorecer o desenvolvimento do basket?
DM
– Se se concretizar vai ajudar bastante, pois são demasiadas equipas e escalões para tão pouco espaço. O mais importante é que seja possível dividir de forma a que os horários não sejam tão cansativos.

V1922 – Para finalizar pedíamos para que deixasse um apelo às pessoas no sentido de as incentivar a irem ao basquetebol !!!
DM
– Se encherem o pavilhão eu juro que afundo de costas (estou a brincar).
Tirem um pouco do vosso tempo para verem o quanto temos orgulho em honrar o nosso Rei, pois nós tiramos muito tempo da nossa vida para nos dedicarmos a este desporto e espalhar por Portugal a magia que é fazer parte da família do Vitoria .

Desde já aproveitamos para agradecer à Diana Mendes pela disponibilidade demonstrada para a entrevista e desejar tudo de bom com a camisola do “rei” ao peito.

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Orgulho Branco com Cláudia Bragança


Nome completo: Ana Cláudia Faria Bragança
Data de Nascimento: 29/11/1989
Anos na modalidade: 8
Posição: Distribuidora
Ídolos na modalidade: Nuno Pinheiro, Allan Cocato,   Ricardo  Garcia

Antes de mais, é um prazer ter-te aqui, nesta rubrica que dá voz aos jovens que sentem um enorme orgulho por vestirem de rei ao peito.
Assim, aliada a essa vontade de dar voz a quem tudo dá ao nosso clube, é com imenso prazer que temos Cláudio Bragança, a “Lau”, uma das grandes esperanças do voleibol vimaranense, e talvez nacional…
Esta é uma história de sucesso… de uma jovem que tudo tem dado ao Vitória em troco de nada

Vitoria1922 – O que a levou a ingressar no Volei do Vitória?
Cláudia Bragança – Para ser sincera, são já tantos os anos que não sei ao certo o motivo que me levou a ir treinar voleibol. Quando tinha 10 anos fui ao pavilhão do Vitória, fiz um treino, gostei e fui ficando até hoje.

V1922 – Tu és considerada o símbolo do voleibol jovem feminino em Guimarães e no VITÓRIA… de onde achas que vem esse estatuto?
CB –
Bem, não sei se tenho esse estatuto, tento em conta o enorme talento de muitos outros jovens atletas que fazem parte da formação do clube, mas se há pessoas que me vêem dessa maneira a única explicação que posso encontrar é o facto de ter dado sempre tudo de mim ao Vitória e de ter vestido sempre esta camisola com o maior orgulho possível.

V1922 – Colectivamente, como catalogas a época da tua equipa este ano???
CB –
Uma época de altos e baixos. Não conseguimos à primeira o   principal objectivo da equipa, que era passar a primeira fase do campeonato nacional, conseguimos depois numa segunda fase fazê-lo, e uma vez na segunda fase, quando tínhamos praticamente assegurada a passagem à fase final da competição, claudicamos sem explicação no jogo decisivo e acabamos por não conseguir alcançar esse objectivo também. Na final do campeonato regional, também não estivemos à nossa altura e não conseguimos vencer o jogo que nos daria o título. Houve jogos em que mostramos que temos potencial, jogos em que fomos uma grande equipa, mas nos momentos decisivos falhamos. Penso que não podemos considerar a época um fracasso, porque há bons momentos a recordar, mas no que toca aos principais objectivos não fomos felizes.

V1922 – Sendo que vês, além de ti, alguém com potencial para brilhar?
CB –
Vários atletas da formação do Vitória têm todas as condições para brilhar nas equipas principais do clube. Está a ser feito um bom esforço no sentido de aproveitar os talentos provenientes da formação e penso que com perseverança existem todas as condições para que muitos jovens da formação possam brilhar.

V1922 – Querendo a opinião de uma entendida…a equipa voleibol sénior masculina, após ser campeã sofreu uma remodelação… Podes descansar os adeptos e aquilatar do valor das novas aquisições?
CB –
A qualidade dos reforços é inegável. São jogadores experientes e com provas dadas quer no estrangeiro, quer em Portugal. Depois da conquista do tão esperado título, as dificuldades aumentaram para o clube que será agora visto, concerteza, como alvo a abater, mas penso que o esforço da direcção para conseguir reforços que não fizessem perder o nível que qualidade da época passada vai dar resultado. Sem esquecer que ficaram cá nomes importantíssimos na conquista do título.

V1922 – Azenha era um símbolo…a voz de comando quando Alan não estava em campo…o rastilho dos adeptos…achas que vamos sentir a falta dele? Lamb é um bom substituto?
CB –
É um pouco difícil comparar os dois jogadores uma vez que têm feitios muito diferentes. O Azenha é o protótipo de jogador “raçudo”, aquele tipo de jogador que desperta paixões nos seus adeptos e ódios nos seus rivais, sabe dar o abanão que muitas vezes precisa ser dado para a equipa dar o seu melhor, nesse sentido os adeptos podem sentir falta dele, mas o Lamb é um jogador de extrema qualidade também e que podendo ter um estilo menos efusivo saberá concerteza comandar a equipa com a mesma mestria.

V1922 – Sabendo que a actual direcção prometeu um novo pavilhão para este mandato, de modo a fazer crescer as modalidades amadoras, de que modo se sentem vendo que a promessa ainda não foi cumprida???
CB –
É claro que nós como atletas do clube gostávamos de treinar sempre no nosso pavilhão, sem ter de ser preciso ir para os arredores da cidade para podermos ter condições de treino. O clube tem modalidades a mais para um único pavilhão, pavilhão esse que está sobrecarregado, e claro que para nós é um incómodo não treinarmos sempre no nosso pavilhão, mas só nos resta esperar que até ao fim do mandato as condições de treino prometidas sejam  cumpridas.

V1922 – Que tipo de condições vos falta para atingirem melhores resultados??
CB –
Não me parece que tenha a ver com melhores condições o facto de nem sempre atingirmos melhores resultados até porque a secção de voleibol esforça-se imenso para que tenhamos sempre as melhores condições de treino possíveis, mas é claro que mais pavilhões do próprio clube, assim como uma preocupação maior quanto ao acompanhamento médico dos atletas da formação possa ajudar a que melhores resultados apareçam. É uma questão também psicológica, o facto de os atletas sentirem que da parte directiva existe preocupação quanto a eles levará a que exista depois uma maior aplicação no treino/jogo, o que conduzirá à conquista de resultados mais positivos.

V1922 – Sendo muito difícil ser jogadora profissional em Portugal, como antevês o teu futuro no Volei?
CB-
O futuro profissional a nível feminino em Portugal é quase uma utopia. Não faz parte dos meus planos um futuro profissional ligado ao voleibol. Quanto ao meu futuro, o meu processo de formação terminou esta época, fiz o meu último ano de júnior, e talvez fique mesmo por aqui quanto à minha vida desportiva no clube, embora fiquei sempre ligada à instituição.

V1922 – Sabemos que és estudante… será que as actividades que vês serem feitas na tua escola relativas ao desporto escolar incentivam à prática do desporto de forma mais séria??
CB –
Eu estive na faculdade este ano e lá não existia nenhum tipo de desporto que se pudesse praticar, mas penso que sim, penso que o desporto escolar é extremamente importante no incentivo da prática do desporto e da competição um pouquinho mais séria.

V1922 – É normal todos nós termos ídolos…mas porquê essa idolatria pelo nosso capitão Flávio  Meireles??Como surgiu?
CB-
É uma pergunta engraçada e que várias pessoas me fazem. Não lhe sei explicar como surgiu ou o porquê dela, mas vejo nele o exemplo que todos os atletas do clube, qualquer que seja a modalidade, todos aqueles que têm a hora de vestir o símbolo do Rei devem seguir, pela forma apaixonada como dá tudo de si e se entrega ao clube, em campo. É complicado explicar, mas chegou uma altura que comecei a perceber tudo isto no Flávio, que me emocionou a forma como ele está no Vitória e como o Vitória é a sua vida. No fundo é uma questão de identificação e de rendido agradecimento que acho que ele merece de todos os vitorianos. Sem dúvida que é o símbolo do nosso clube.

V1922 -Que possibilidades achas que a equipa de futebol tem de repetir os sucessos do ano transacto?
CB-
Se normalmente a fasquia já é elevada no Vitória, este ano está ainda mais. O Manuel Cajuda habituou as pessoas a acreditar nos seus sonhos e a realiza-los por isso a exigência será concerteza muita. Repetir uma época como a que passou será muito difícil, tendo em conta que vários valores da equipa principal se perderam, mas como já disse anteriormente, Manuel Cajuda habituou as pessoas a exigir muito porque lhes pode depois corresponder aos anseios, por isso acredito que o Vitória poderá fazer uma época de luta pelos lugares cimeiros da classificação.

V1922 – Em tom final e de brincadeira, qual é o sonho desportivo impossível que tu alimentas?
CB –
Viver do voleibol, aqui no Vitória.

Desde já aproveitamos para agradecer à Cláudia Bragança pela disponibilidade demonstrada para a entrevista e desejar tudo de bom com a camisola do “rei” ao peito.

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Entrevista com José Marinho


A rubrica “Orgulho Branco” está de volta e desta vez com um nome de peso, José Marinho.
O novo Dir. de Comunicação Social do Vitória Sport Clube aceitou o nosso repto e respondeu às nossas perguntas.

Queremos desde já agradecer a atenção e disponibilidade dada por José Marinho.

Vamos então à entrevista.

José Marinho e o Vitória

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Quem é José Marinho?
Sou um profissional de comunicação, que foi jornalista durante mais de vinte anos, com vários prémios de carreira e com a satisfação de um dever cumprido. Durante todo esse tempo, por onde passei pela antiga Rádio Comercial, pela RR, pelo Primeiro de Janeiro, pela Rádio Press, pelo jornal O JOGO, pela TVI e pela Sporttv, fiz sempre o que mais gostei. Estive em teatro de guerra, duas vezes, estive nuns Jogos Olímpicos, num Campeonato do Mundo de Futebol, num Europeu e em várias outras situações em que me realizei profissionalmente. Nos últimos anos fui assaltado por uma crescente desmotivação, porque entre mim e o jornalismo, actualmente, são mais as coisas que nos separam do que as que nos unem. Foi por isso que investi nos livros e publiquei alguns e vou continuar a fazê-lo no futuro, porque é uma coisa que me realiza e me completa.

Como veio parar ao Vitória?
Cheguei ao Vitória por indicação do actual treinador, Manuel Cajuda. Foi ele que me informou da necessidade do clube em melhorar toda a área de comunicação. O contacto seguinte estabeleci-o com o presidente do clube, a quem expliquei as ideias que tinha e que mantenho sobre comunicação e a possibilidade de as aplicar no Vitória. Entre o que o clube pretendia e o que eu tinha para oferecer criou-se um denominador comum e fez-se um contrato. Por mútuo acordo, estipulámos que a duração do contrato seria de um ano. Eu não sou e nunca fui um fardo para ninguém. Ao cabo de um ano, juntámo-nos e voltaremos a decidir. Se estiver tudo bem, continuámos juntos, se estiver alguma coisa mal, iremos cada um para o seu canto. A minha expectativa é que esteja tudo bem, porque estou muito a gosto no clube.

Sabemos que antes de assinar pelo Vitória esteve perto da U.Leiria e do Braga, o que falhou?
O que falhou no Braga não interessa a mais ninguém a não ser a mim e ao senhor António Salvador. Falhou, está falhado. Como diz um amigo meu, Deus fecha uma porta e abre uma janela. E assim sendo, Graças a Deus estou no Vitória, estou bem, a minha família está bem e estamos todos muito motivados. Em Leiria não falhou nada. Fui convidado pelo presidente do clube para assumir uma determinada posição na SAD, mas que ficou sempre dependente de um aumento de capital que até hoje não se realizou. Tenho a dizer que jamais esquecerei a forma como fui tratado pelo senhor João Bartolomeu. E tive outras possibilidades que vou manter para mim.

Porquê o Vitória?
Porque é um grande clube, porque tem uma massa associativa com um coração enorme. Alguns amigos meus aconselharam-me a ficar em casa, porque a imagem que têm é o de um clube com uma relação difícil com os adeptos. Sinto-me cada vez mais tentado a demonstrar que alguns desses meus amigos estão enganados. Em pouco mais de um mês de permanência em Guimarães, sinto que Deus foi, mais uma vez, generoso comigo e com os meus filhos. Só pode ter sido ele a colocar o Vitória no meu caminho.

Sente-se incomodado pelo facto de ser “lampião” e trabalhar num clube “rival”?
Veja bem. Eu tenho a obrigação de estar suficientemente treinado para não me sentir incomodado. Durante mais de vinte de anos, no exercício das minhas funções de jornalista, eu sempre disse: “O meu clube é o clube dos jornalistas”. Fora do exercício das minhas funções ninguém tinha nada a ver com o facto de ser benfiquista ou de não ser. Alguém de bom senso acha que, agora, num jogo entre o Benfica e o Vitória eu vou torcer pelo Benfica? O que é que interessa tanto às pessoas saber se sou benfiquista ou não? Acho que deviam tentar saber se sou competente naquilo que faço ou não. Aqui o que interessa saber é se o dinheiro que o Vitória gasta comigo é um custo ou um investimento. Esta é a grande mudança de mentalidades que é preciso fazer nos clubes portugueses em matéria de comunicação. Se for bem feita, a comunicação é um investimento, não é um custo.

Consegue separar o lado emocional do lado profissional?
A resposta a esta pergunta está dada na anterior. Claro que sim. Há mais de vinte anos que o faço.

Como via o Vitória à três meses atrás?

Via-o como um dos maiores clubes portugueses. Via-o como um dos clubes com maior potencial de crescimento. Via-o como um clube onde apetecia muito trabalhar. E agora vejo-o exactamente na mesma. Apenas lhe acrescentando um pouco mais de convicção no que faço e paixão no que sinto.

O melhor e o pior do Vitória na sua opinião?
O melhor é quase tudo. O pior é quase nada. E o melhor e o pior tocam-se numa única palavra que o define. Grandeza. É a grandeza dos melhores clubes. Quando tudo corre bem é o alimento espiritual do clube e dos adeptos. Quando alguma coisa corre mal, essa grandeza vira-se contra nós. Mas é assim em todos os grandes clubes. No Vitória, a relação muito próxima entre o clube e os adeptos é que torna essa grandeza muito especial.

O que sentiu quando entrou no D. Afonso Henriques pela primeira vez como Dir. Comunicação Social?
Foi na noite de apresentação e senti arrepios. Sobretudo na apresentação de um vídeo alusivo à subida de divisão. E tocou-me bastante o cântico do “Vitória até morrer”. Brutal.

E em jogos oficiais?
Em jogos oficiais foi com o Basileia. A experiência e as emoções foram praticamente as mesmas.

Projectos

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Quais são os seus principais projectos e quando os pensa implementar?
Os principais projectos passam todos eles por atingir maior projecção – nacional e internacional – para o clube. Tenho as minhas ideias e a direcção tem sido impecável na forma como as vai apoiando. Gostaria de implementar o projecto do Vitória TV – uma espécie de televisão online – mas para isso temos de concluir o novo projecto de site. Mas há mais novidades que estão a ser preparadas. Iniciámos a revista do “matchday program”, distribuida gratuitamente aos sócios e adeptos do clube, nos dias dos jogos em casa, apenas no campeonato.

Para quando o novo site oficial?
Tivemos um problema com o actual que atrasou o processo. Mudámos a empresa que faz a manutenção do site, mudámos o servidor, tivemos problemas de alguma dimensão para resolver. Mas mudámos, decidimos e vamos tocar em frente. Queremos um site de referência, um site que seja motivo de orgulho para os vitorianos. Por agora, o que posso fazer é manter o site actual permanentemente actualizado e com novos contéudos. Esta é a parte que consigo controlar, a outra, já não consigo controlar tanto, porque estamos a trabalhar num novo site. Não é a remodelação do actual, é mesmo um novo site construido de raíz. E a ideia de todos os que estão a trabalhar nele, é que seja um site grandioso. Já vimos uma parte importante do layout e acho que daremos uma enorme e boa surpresa aos sócios e adeptos. Mas não me comprometo com datas, porque há muita coisa a fazer antes de o colocar online.

O que podemos esperar dele?
Podemos esperar surpresa, orgulho, ilusão e um brilho especial. O novo site foi o primeiro assunto que ataquei quando aqui cheguei. Percebi rapidamente que o Vitória tinha de ter um site diferente. E tentaremos que o novo tenha novas funcionalidades que num clube como o Vitória são quase obrigatórias. A loja online é primordial.

Afinal, o jornal “morreu” ou não?
O jornal não morreu, porque vai continuar a viver dentro de outros projectos. Já falei do “matchday program” e posso assegurar que a direcção está empenhada em descobrir novos conteúdos e novos formatos que possam oferecer qualidade e ilusão aos sócios. Antes do final do ano teremos novidades e penso que todos gostarão delas. Agora o jornal, tal e qual o conheciam, por agora não será editado. Francamente acho que um clube como o Vitória deve evoluir noutro sentido e para formatos mais modernos e de qualidade superior.

Blogosfera Vitoria

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O que pensa da blogosfera vitoriana?
O que penso de todas as blogosferas. Todos os que assinam com o seu nome tudo o que escrevem, merecem o meu respeito. Todos os que se escondem atrás de um computador, não vale a pena perder tempo com eles.

Considera-os rivais do site oficial ou como fonte de inspiração?
Nem uma coisa nem outra. São mundos completamente diferentes. A blogosfera pode permitir-se abusar da especulação, do rumor e até da má-fé. Um site de um clube não pode.

Está no seu horizonte “parcerias” com esses sites/blogs? Se sim, diga-nos de que forma.
No meu horizonte estão parcerias com autores que tenham qualidade e disponibilidade para colaborar connosco. Se pertencem ou não à blogosfera não será um critério de avaliação. Mas também sei que há boa blogosfera e má blogosfera, como há boa imprensa e má imprensa. Mas como lhe digo, não tenho pudor nenhum em colaborar com membros da blogosfera, desde que isso signifique que o clube sai enriquecido dessa parceria.

O que o levou a responder de uma forma “dura” a um bloguista?
Fazer a defesa de um amigo meu. Esse senhor, a mim, já me associou a tudo e mais alguma coisa. Só falta mesmo associar-me à máfia siciliana, mas não estou livre disso. Eu fui tolerando isso, embora não compreenda o motivo pelo qual me ataca tanto sem me conhecer sequer. Ele julga-se uma espécie de Rui Santos da blogosfera vitoriana e eu sou o seu Scolari. Agora, já não tolero, nem tenho que tolerar que ele insinue que a mensagem de Mourinho tenha sido obra de uma qualquer malfeitoria combinada entre mim e o treinador do Inter. Quem é que ele pensa que é? Por acaso, tratou-se de uma iniciativa que fez mais pelo Vitória e pelo nome do clube do que ele fará em toda a sua vida pelo clube. Por isso aproveito esta ocasião para dizer que, em relação a esse senhor, acabou o tempo de antena. Escreva o que escrever, a resposta que terá, será zero. Mas olhe, até foi bom, para ele encher a caixa de comentários por uma vez na vida.

Fê-lo em nome pessoal ou como Dir. Comunicação do Vitória SC?
Fi-lo em nome pessoal, como estou a fazê-lo agora. Como director de comunicação do Vitória jamais o farei. Essa vitória moral nunca lha darei. Nem a ele nem a ninguém.

Resta-nos desejar um bom trabalho a José Marinho e um obrigado.

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Orgulho Branco com Catarina Ribeiro



Nome completo:
Catarina Alexandra Rodrigues Ribeiro
Data de Nascimento: 18-04-1992
Modalidade: Futsal Feminino
Anos na modalidade: 2
Posição: FIXA
Ídolo na modalidade: Fernando Meira, Geromel ,Cris (NOSSA CAPITA)

Catarina Ribeiro, mais conhecida por “Catarina”, é um exemplo no que toca à dedicação por algo que gosta. O amor que tem pelo clube e pela modalidade vence tudo e faz com que seja possível dia a dia melhorar e tentar sempre mais. Deixamos de seguida uma pequena entrevista.

Vitoria1922Obrigado desde já por ter aceite o convite, para começar, o que a levou a ingressar no Futsal feminino? Paixão por futebol ?
Catarina Ribeiro – Sim, foi a paixão que tenho pelo futebol principalmente e o grande amor que tenho pelo Vitoria .

VÉ difícil conseguir conciliar tudo, os treinos os jogos, com a vida de estudante?
CR – Não, quando se quer muito alguma coisa consegue-se conciliar e neste caso por mais que às vezes
possamos estar ocupadas arranjamos sempre tempo e disponibilidade e o futsal fala sempre mais forte, é como um “bichinho” que temos dentro de nós.

VAs condições que tem na modalidade que joga são as melhores ? ou pensa que poderiam melhorar ?
CR – São boas mas podem vir a melhorar ao longo do tempo, como tem acontecido para assim também trazer mais gente aos pavilhões e aparecer gente nova na modalidade.

VQual o sentimento ao entrar em campo com a camisola do “Rei”?
CR – É um orgulho enorme para mim poder vestir esta camisola e darei sempre o meu melhor para honrar este clube, acreditem que tudo que for possível irei fazer.

V – Qual o jogo que a marcou mais ?
CR – Foi o meu primeiro jogo com a camisola do rei, memorável, algo que não se explica e ficara marcado para sempre.

VSer chamada ao estagio da Selecção Nacional será talvez o maior ponto na carreira ate agora?
CR – Sim,Sim, até agora foi sem duvida a coisa mais importante que me aconteceu, e não estava nada a espera, foi muito bom mesmo e irei dar o meu melhor para assim gostarem de mim e talvez ser chamada depois futuramente mais vezes .

V – Tem sonhos que gostava que se realizassem futuramente ?
CR – Um que ate poderá ser simples de concretizar : QUE O FUTEBOL FEMININO FOSSE MAIS DIVULGADO…

Desde já aproveitamos para agradecer à Catarina Ribeiro pela disponibilidade demonstrada para a entrevista e desejar tudo de bom com a camisola do “rei” ao peito.

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