Saudações Afonsinas!
Surripiei para designação da crónica desta semana o título de um filme já com alguns anos.
Penso que retrata bem aquilo que se tem passado nos últimos tempos com o nosso querido Vitória. Tornou-se uma autêntica novela mexicana mas daquelas de classe B tais são as intrigas, jogos de poder e traições de amores agora desavindos.
Mas isso agora não interessa nada!
O que conta é comprovar que os adeptos tornaram-se os actores secundários, quase figurantes assistindo impávidos (porque não sabem de que lado está a Razão e qual a melhor atitude a tomar) a todo o drama.
No cerne da história mantêm-se, involuntariamente, os jogadores. Tentando fazer o seu trabalho – para o qual são principalmente pagos – mas não o conseguindo reflexo da sua desmotivação ou incompetência.
Creio que Desmotivação não podem ter pois o Vitória é maior que qualquer personagem temporária que se lhes atravessa no Presente de sua vida profissional.
Desmotivação não podem ter pois vão recebendo o seu salário ao invés de alguns (operários de construção civil, fabris, etc.) que com maior brio tentam levar a sua vida e com meses de salários em atraso (já não falando dos seus colegas do Estrela da Amadora).
Mesmo que digam que não jogam na posição deles isso não é desculpa para a falta de aplicação latente em alguns jogadores, como dizem dois amigos meus e opinião da qual partilho.
Espero que mudem rapidamente de atitude senão começam a correr sérios riscos e acredito que não tenham a desagradável oportunidade de experimentar o “dark side of the force” Vitoriana.
Cordiais cumprimentos,
Mário Rui Rôxo
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