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Cortina final


Saudações Afonsinas!

Sem sequer nos apercebermos, aproxima-se a grande velocidade o desenrolar da “cortina final” sobre esta peça de teatro a que podemos comparar a nossa época desportiva. A minha dúvida é se a peça versou sobre um drama, uma comédia, um monólogo (em alguns momentos), etc.

Sei que poderão dizer que ainda faltam alguns jogos para poder fazer a afirmação que fiz mas o que é certo é que -como me apercebi muito recentemente – o tempo passa drasticamente fazendo com que não nos apercebamos das semanas, dias e horas que já nos esvoaçaram por entre os dedos quais grãos de areia!

Presumo que por esta altura já toda a estrutura do nosso Vitória (que se encontra relacionada com o futebol) tenha pelo menos um esquiço feito no que concerne à próxima temporada pois já verificamos que esta não foi de encontro ás expectativas de ninguém -não vamos agora dirimir se essas expectativas são demasiado altas ou não- sendo tema de falatório pelas piores razões.

Dizia-me há pouco – o dono de um café que frequento, Vitoriano convicto – e também em conversa com um amigo, que esta época foi para esquecer e que nosso clube teria que contratar alguém com provas dadas no futebol e que pudesse fazer a diferença mas penso que o “busílis” da questão reside no facto de, para podermos ter esse craque, a nossa Direcção teria que abrir os cordões à bolsa algo que não se afigura fácil tendo em vista aquele velho dilema do cobertor, isto é, “se tapamos os pés destapamos a cabeça e vice-versa”.

Entendo o nosso drama de querermos ter jogadores á altura e que dignifiquem nosso clube mas também compreendo a Direcção pois nem todos os fins justificam os meios, ou seja, prefiro ter as minhas contas em dia e não me sagrar campeão nacional como aconteceu com o Boavista, embora esse caso também tivesse outras questões de foro criminal pelo meio.

Conjugando a sua opinião, Srº Joaquim e a do meu amigo António, creio que a melhor opção seria uma mescla das duas preferências, isto é, por um lado contratar alguém por preços quase irrisórios mas que também já dêem mostras de algum valor (vidé exemplo Cissokho no FCP) mas também fazer uma aposta consistente e frequente nas nossas camadas jovens (temos o exemplo dos jovens lançados no Sporting pelo seu treinador nestes últimos anos) retirando daí proveitos futuros seja em maior demonstração de garra e de amor ao clube (não daquele artificial em que tanto beijam o símbolo de D. Afonso numa jornada como na próxima oportunidade já beijam a de outro qualquer) ou mesmo financeiramente.

Bem sei que não somos os adeptos mais pacientes deste mundo mas também é uma forma de sabermos que o jovem jogador terá “estaleca” necessária para jogar no nosso magnificente clube mas atenção! Não os lancem ás feras em jogos como os do Sporting pois aí será comprometido seriamente o futuro de alguém que poderia ser “gente” no futebol.

Cordiais cumprimentos,

Mário Rui Rôxo

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O culto da Terceira Pessoa


Saudações Afonsinas!

Esta semana vou abordar uma temática com a qual me debato há alguns anos e que me faz esboçar um sorriso no rosto: o culto da terceira pessoa.

É frequente vermos, lermos ou ouvirmos declarações de algumas personalidades, nomeadamente no futebol, referirem-se a elas próprias na terceira pessoa, quase como se fossem uma entidade com a qual não se relacionam e da qual querem afastar-se o mais possível.

Quem foi pioneiro neste tipo de abordagem – e penso não estar a errar senão peço o favor que me corrijam – foi o afamado Mário Jardel ainda nos tempos do FCP. Não me esqueço as vezes que sorri ao ouvi-lo/ vê-lo a prestar declarações referindo-se na terceira pessoa colocando eu, desde essa altura, a dúvida psiquiátrica quanto à sanidade mental do atleta querendo eu saber se por um acaso aquela era uma forma do mesmo proteger-se da agressividade do mundo exterior, em particular dos jornalistas, criando um escudo protector ou se era apenas falta de formação em Português básico.

Este fenómeno da terceira pessoa foi-se expandindo até se banalizar e já ninguém incomodar-se com a forma como é usado a nossa querida língua-Mãe.

Com as declarações de Miguel Veloso desta semana, relembrei-me o quão ridículo é falarmos de nós como se estivéssemos ausentes.

Por muita razão que o jovem tivesse e por muito clara e lógica argumentação que o mesmo expusesse, deitou tudo a perder quando diz coisas como “…Andam a perseguir o Miguel Veloso…” ou “Há uma campanha contra o Miguel e eu fico triste é por ninguém vir a defender o Miguel…”.

Mas quem é o Miguel afinal? É ele próprio, é um alter-ego ou apenas um amigo imaginário do qual não se quer separar.

Li, num jornal desportivo, que o Prof. Jorge Silvério aconselhava um acompanhamento psicológico para os jogadores pois se este apoio existisse declarações como essas nunca surgiriam.

Em parte concordo, pois como acima mencionei, isto deve ser uma forma de se protegerem mas esta situação não explica tudo. Creio que mais que um acompanhamento de um psicólogo – e há que fazer a destrinça entre psicólogo e psiquiatra, pois muitas pessoas confundem o âmbito da intervenção de cada um – era necessário um acompanhamento bastante próximo de um professor de Português e de um relações publicas.

No nosso Vitória também temos alguns casos similares ao que anteriormente aludi mas, feliz ou infelizmente, o facto do nosso clube não ter tanta projecção não nos causa embaraços de maior de cada vez que um jogador nosso presta declarações á comunicação social.

Valha-nos o nosso presidente! O qual também se afirma esgotado destes anos que leva à frente do Vitória.

Não duvido que o esteja Srº Emílio pois quem deseja sempre executar as suas tarefas da melhor forma possível ao seu alcance, acaba sempre por despender muita energia. Peço-lhe que considere as melhores opções tendo, como é óbvio, sempre em consideração o seu bem-estar pessoal e profissional sabendo eu que muito bem quer o nosso clube.

Cordiais cumprimentos,

Mário Rui Rôxo

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Retiro compulsivo


Saudações Afonsinas!

A pressão existe em todos as actividades profissionais – uma vezes mais outras menos – o que é certo é que nem todas serão tão escrutinadas por milhares e milhares de olhos sendo que a grande maioria das profissões envolve a Razão, na minha singela opinião e a profissão de “agente de futebol” (seja isso técnico, futebolista ou dirigente) envolve em colossal medida a Emoção.

Isto vem a propósito do retiro compulsivo feito pela equipa, do nosso bem-amado clube, lá para a zona das praias da Figueira.

Embora meu sentimento possa ser polémico, concordo com a medida que foi tomada pela Direcção em consonância com o Srº Cajuda pois como disse na última crónica corriam sérios riscos de experimentar o…“dark side of the force” Vitoriana.”

Embora não estejam isolados do mundo e sejam actualizados com as noticias de nossa cidade, sempre não é o mesmo que ter que sair à rua diariamente e verem-se confrontados, pelo lado mais negativo, com o nosso “Vitorianismo”.

Não concordo com o que alguns dizem disto ser um prémio para as más prestações em campo recompensado-os com umas férias. Férias destas, os jogadores seriam os primeiros a desejarem não tê-las. Até porque não esqueçamos que muitos têm família e durante este período vêem-se privados delas.

Encaro este retiro compulsivo quase como uma penalização por não estarem a conseguir fazer o seu trabalho correctamente.

Quase uma última tentativa, uma última oportunidade para jogadores, treinadores e dirigentes inverterem a tendência. Votos de confiança, como aquele que foi dado pelo Srº Emílio, nunca são um bom presságio.

Assim como meu amigo António Macedo que diz “…não acredito que o treinador algarvio continue em Guimarães!” também eu perfilho de mesma opinião e, acrescento, ficarei sempre um admirador confesso do seu trabalho e de grande parte de sua personalidade pois Homens como o Srº Cajuda não surgem todos os dias.

Quem, num momento de tremenda pressão, reage como reagiu na conferência da praia quando foi questionado sobre os adeptos do Guimarães acenarem-lhe com lenços brancos e responde que também já esteve em Fátima e viu a mesma demonstração á Nossa Senhora e pensa que isso não significa que não a querem, diz tudo sobre o grande Homem que ele é!

Cordiais cumprimentos,

Mário Rui Rôxo

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Rádio Santiago


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Saudações Afonsinas!

Começo por confessar que não vi o jogo de nosso Vitória contra o Nacional mas sofri em igual dose, se não pior, ao ouvir o relato pela “nossa” Rádio.

Não estou com isto a querer dizer que os comentários dos locutores de desporto da Rádio Santiago me colocam em condições de sofrimento inacreditável pelo que dizem. Não!

Simplesmente fico assim porque eles têm a difícil tarefa de tentar transmitir o exasperante que por vezes se torna o futebol de Vitória. É que, por muito vocabulário que se tenha, transforma-se numa Ode á Língua Portuguesa quando conseguimos adjectivar algo inexplicável.

Daqui saúdo o Srº Vitor e Srº Abel, entre outros que têm por vezes a ingrata missão de nos tentar fazer visualizar o que vai fazendo a equipa.

Também felicito a saudável parcialidade nos seus relatos, o “politicamente incorrecto”.

E não tenham pejo em admitir que o são porque se os comentadores de jogos em estações de Tv e rádios nacionais com outro peso, pendem sempre para um dos lados nós, Vimaranenses, temos muito mais obrigação de o ser.

Com o advento da Net, vossa “Voz” espalhou-se pelos quatro cantos do mundo fazendo com que todos os Vimaranenses e Vitorianos que buscam por uma vida melhor noutro lado, se sintam novamente em casa/ estádio nem que seja por parcos noventa e poucos minutos.

Peço apenas que não mudem pois é isso que vos distingue dos demais locutores e rádios locais. Um bem-haja.

Cordiais cumprimentos,

Mário Rui Rôxo

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Poder


Saudações Afonsinas!

Lamento verificar a turbulência que o nosso clube tem vivido nos últimos tempos, a nível da Direcção.

É triste verificar o findar de um projecto em tão curto espaço de tempo.

Não estou a ser drástico ao afirmar isto porque se analisarmos o que aconteceu desde o final do ano passado até à data, é isso que se constata.

Não vou andar por aqui a atribuir responsabilidades a uns e outros apenas transmito que clube algum se deu bem com a concentração de poder ou com o mote de “dividir para reinar”.

O Srº Emílio que – presumo com o seu excesso de boa-vontade- tem vindo a concentrar em si tudo o que está relacionado com a realidade vitoriana (sabendo avaliar com certeza o mal que daí também poderá advir) ou o Srº Almeida que com a sua truculência pode perturbar ainda mais o panorama actual (embora concorde que se devam dizer as verdades também temos que ajuizar o tempo e modo em que o fazemos) ao conceder um prazo de uma semana para a retirada dos seus avales dos bancos não está a ser minimamente razoável pois ele bem o saberá que a resolução destas questões não são dirigidas “instantaneamente”.

No cerne de toda esta quezília, surgem rumores que poderá vislumbrar-se na penumbra a figura do Srº Vasco S.

Não sei se tais rumores são exactos, o que sei é que com isto comecei a compreender cada vez melhor algumas das afirmações feitas em tempos idos pelo Srº Cajuda, afirmações essas que cheguei ao ponto de criticar mas que com o suceder dos dias cada vez melhor compreendo.

A opção estratégica da retirada para o silêncio foi o melhor que poderia ter feito. Desta forma, nunca terão argumentos para o colocar em posições desagradáveis.

Cordiais cumprimentos,

Mário Rui Rôxo

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Fundação Afonsina


Saudações Afonsinas!

Esta semana tivemos mais uma “messiânica ideia” no nosso futebol: A Fundação do Benfica!

Ao utilizar o termo “messiânica” estou a ser irónico pois só a mesma ideia só o será realmente para alguns senhores, tais como o nosso amigo Orelhas e outras pessoas interessadas em branqueamentos, sejam eles de capitais ou de personalidades.

Não é que todo o capital que entre numa Fundação esteja “sujo” no entanto sabemos bem o porquê de pulularem de há uns anos para cá tantas Fundações. Para vos aguçar o apetite, digo apenas que dão jeito em termos fiscais.

Também refiro branqueamento de personalidades pois, de um momento para o outro, alguém que tinha permanentemente uma sombra de algo ilícito- que possa ter feito no seu passado – ao decidir criar a Fundação passa, qual Cinderela, a ser o protector dos pobres e oprimidos e na altura conturbada em que estamos ainda melhor fica na fotografia.

Para além disso é sempre uma possibilidade que se abre para o Futuro, conforme o disse o Presidente do SLB e que agora transcrevo de um site:

“Luís Filipe Vieira, que não põe de lado no futuro, quando deixar a presidência, dedicar-se apenas à Fundação, fez questão de salientar que esta «será aberta a toda a sociedade, independentemente da cor clubista». «O que aqui realmente importa são os direitos sociais da nossa comunidade. A Fundação do Benfica dirige-se a todos os portugueses», defendeu.

As crianças serão a «principal preocupação» do projecto, mas também «os problemas de exclusão social, de pobreza extrema e de marginalização». «A Fundação foi constituída para agir, para ter intervenção, para fazer e para dinamizar tudo o que puder e estiver ao seu alcance», garantiu.

Aqui há uns anos o Srº Pimenta veio para a RTP dizer que tinha saco azul e logo se puseram em campo verificando toda a contabilidade de nosso Vitórinha (com tudo o que daí adveio, não vou emitir a minha opinião se isso foi bom ou mau para o futuro do clube).

No tempo presente sugiro ao nosso Presidente, Srº Emilio, a criação de uma Fundação e para qual não perco o ensejo de lançar como um dos nomes possíveis “Fundação Afonsina” pois remete-nos para o nosso clube, nosso Rei e para a origem da nossa Nação.

Atentem também que sei discernir que nem todas as Fundações criadas o foram com o propósito que acima expus, e que felizmente algumas existem tendo como principal objectivo a ajuda ao próximo e que sem elas- com a evolução quase galopante, pois os números não se compadecem, de um Estado menos social – as nossas sociedades estariam bem piores do que já são.

Cordiais cumprimentos,

Mário Rui Rôxo

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Mundial 2018


Saudações Afonsinas!

Relembro aqui o que escrevi dia 21/12/2008:

“Por um destes dias, dei por mim a reflectir sobre o Futuro.

O futuro da sociedade civil, o futuro laboral e também o futuro de nosso Vitória.

Bem sei que nos dias que correm o mais fácil é ser pessimista (ou será realista?) porém aquilo que verificamos ser a cada vez mais incontornável realidade de termos a tão famigerada Crise a bater-nos à porta faz-nos enfrentar velhos receios como são o desemprego, a falta de pão na mesa, etc.

Preocupa-me o facto de – cada vez com maior frequência – as taxas de desemprego (mais ou menos encapotadas) aumentarem, principalmente na zona em que se encontra o nosso distinto clube.

Existe o hábito de se dizer que o que é necessário para ultrapassar crises como a que vivemos, são a criatividade, boas ideias.

No “negócio” em que se transformou o futebol, ainda existem algumas oportunidades para que possam surgir essas tais messiânicas ideias que nos salvarão da Bancarrota.”

Tendo relido o que escrevi há não muito tempo peço-vos que me ajudem e digam-me se num mês o panorama nacional mudou tanto ou se, simplesmente, estarei eu sob o efeito de alucinógeneos em que vejo um Presidente da Federação Portuguesa de Futebol e um Secretário de Estado do Desporto dizerem que a candidatura ao Mundial de 2018 é uma opção bastante positiva e enriquecedora para o nosso país sendo certo que daqui por nove anos os estádios do Euro 2004 já não serão novos e de certeza que precisarão de obras de fundo para acolher condignamente a competição para além que ainda estaremos a pagar os excessos que foram cometidos actualmente e dos quais posso dar alguns exemplos: Expo 98, Euro 2004; TGV ( se seguir em frente, como tudo parece indicar); Aeroporto (na mesma base do TGV).

Bem sei que me responderão que sem algum investimento não conseguiremos avançar enquanto pais ou o Progresso não nos chegará- utilizando esse termo com tudo o que de positivo e negativo acarreta – mas será que é assim tão imperioso (como o afirmou gentilmente outra das personagens de meu sonho, o Srº Ministro das Finanças) mais esta despesa megalómana?

Será que a busca incessante do Quinto Império não tem final á vista?

É que a continuarmos neste belo ritmo quando os nossos filhos tiverem netos é que estarão as despesas pagas!

E isto se não existir mais nenhuma “messiânica ideia” pelo caminho!

Era bom que à população portuguesa lhe fosse retirada a benesse do uso de anti-depressivos por forma a que começassem a vislumbrar um pouco do presente e do Futuro negro que a espera!

A época do Luís de Matos já passou.

Cordiais cumprimentos,

Mário Rui Rôxo

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Valha-nos a Rússia!


Saudações Afonsinas!

Desde que escrevi o meu texto até á data de hoje passaram parcos cinco dias mas a uma velocidade assombrosa. Pelo menos estas últimas 48 horas.

Temos a confirmação que o tal “goleador” com nome de guitarrista, Santana Carlos, vai actuar com D. Afonso ao peito.

Temos também a indicação que das estepes russas – para além do frio que nos tem dado cabo da paciência e, simultaneamente, alegrado a todos – chega mais um reforço de seu nome Cícero (neste estou mais confiante).

Quem mais haverá para aquelas bandas? É que parecem existir bons negócios por ali.

Para lá, muitos foram vendidos de forma sobre valorizada e vêm quase todos a custo zero: Custódio, Cícero … e há para todos, não é preciso ninguém zangar-se, vejam o exemplo de Amoreirinha na Académica!

Ainda faltam mais dois reforços para o número mágico que o Srº Presidente tinha falado. Peço apenas é que tenham qualidade para nos ajudar e não sejam apenas para completar o número “5”. Tenho esperança que assim será.

A nossa má-vizinhança que dista apenas 20 Km é que anda com uma azia que mete dó!

No ano transacto, quando nos aconteceram coisas semelhantes ninguém lhes deu o devido relevo – e só nós sabemos o que nos custaram certas situações- tendo, inclusive, feito troça do que nos acontecia.

Como se costuma dizer, “Cá se fazem, cá se pagam!”.

Solto gargalhadas quando vejo as reportagens com o Srº Mesquita ou com o Srº Salvador, por tudo o que atrás expus, no entanto não deixo de reflectir que têm a sua razão. Nunca mais chegaremos a lugar algum se apenas tentarmos manter apaziguados os espíritos de três clubes.

Tem que existir o máximo possível de igualdade de tratamento para todos os clubes sob pena de cada vez mais os campeonatos e clubes perderem espectadores pois, á semelhança das novelas e filmes, já todos sabemos como vai ser o seu final.

Com os melhores cumprimentos,

Mário Rui Rôxo

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Sonhos… Doce ilusão ou cruel realidade?


Saudações Afonsinas!

Espero que tenham desfrutado bem destas Festas que passaram e que tenham entrado no novo Ano da melhor maneira possível de forma a dar ensejo ao restante ano!

Mais uma temporada passada de excessiva doçaria á mesa: mexidos, filhoses, rabanadas, azevias, sonhos…

Sonhos, que curioso substantivo para designar algo que pode ser tão doce e, simultaneamente, e num outro contexto tão cruel!

Degustava eu um desses Sonhos (de Natal, subentenda-se) enquanto lia um jornal desportivo , que me relatava um outro género de sonho: o da contratação, que é a do “goleador” Santana Carlos.

Mais à frente explicarei o porquê das aspas.

Torna-se cada vez mais evidente que não temos “numerário para ordenar  a trova a um invisual” como já diz o Zé Povinho. E, neste caso, até contra vozes em sentido contrário, sou capaz de dar Graças por isso!

Não será o investimento algo dúbio num jogador,  e não quero ser injusto para com o senhor, que é goleador num campeonato em que o conhecimento táctico é praticamente nulo, salvo honrosas excepções?

Confesso que admiro o nosso treinador e daí estranhar o facto da não aposta na formação de forma mais regular, mais consistente.

Sei que somos exigentes, por vezes demasiado, mas de certeza que preferiríamos ver um miúdo dos nossos, lançado na alta-esfera do futebol do que um jogador, seja ele dos PALOP’s, de Leste ou Espanhol pois a incerteza quanto aos resultados que poderão apresentar em campo no futuro partem da mesma base com o vantagem do custo ser bem menor.

Que continuemos as Vitórias no campeonato já contra o Estrela!

Cordiais cumprimentos,

Mário Rui Rôxo

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Futuro? Qual Futuro?


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Saudações Afonsinas!

Por um destes dias, dei por mim a reflectir sobre o Futuro.

O futuro da sociedade civil, o futuro laboral e também o futuro de nosso Vitória.

Bem sei que nos dias que correm o mais fácil é ser pessimista (ou será realista?) porém aquilo que verificamos ser a cada vez mais incontornável realidade de termos a tão famigerada Crise a bater-nos à porta faz-nos enfrentar  velhos receios como são o desemprego, a falta de pão na mesa, etc.

Preocupa-me o facto de – cada vez com maior frequência – as taxas de desemprego (mais ou menos encapotadas) aumentarem, principalmente na zona em que se encontra o nosso distinto clube.

Existe o hábito de se dizer que o que é necessário para ultrapassar crises como a que vivemos, são a criatividade, boas ideias.

No “negócio” em que se transformou o futebol, ainda existem algumas oportunidades para que possam surgir essas tais messiânicas ideias que nos salvarão da Bancarrota.

Ainda assim, vejo com bastante apreensão o Futuro de nosso clube pois concluo que se um sócio do nosso Vitorinha é colocado no desemprego porque a fábrica onde laborava encerrou, se não consegue descobrir (e descobrir é o verbo mais apropriado!!) emprego ou trabalho, como o queiram chamar, se tem uma família e casa para sustentar, com certeza não será um prazer/lazer a sua prioridade, por muito que Ame o Vitória!!

Nosso clube sempre foi o exemplo de como se consegue agregar toda uma cidade todavia as nuvens  negras que pairam no horizonte do fado de todos nós fazem com que, indelevelmente, tal se repercuta também no futuro do nosso bem-querido Vitória!

Não será este o momento apropriado para se reestruturar tudo o que está errado? Vencimentos principescos, vaidades exauridas…

Tenho a firme esperança que algum dia tudo isto mude… para melhor.

Com este espírito Natalício, me despeço de todos Vós até ao próximo ano desejando que passem junto daqueles que mais Amam (Família e Vitória, embora essas duas palavras sejam quase um sinónimo) um Natal com o máximo possível de Harmonia e que o ano vindouro passe rapidamente e com o menor número de “mazelas” na nossa vida quotidiana.

Cordiais Cumprimentos,

Mário Rui Rôxo

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