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Era uma vez o Futebol…


Vivia-se o ano de 1984 numa cidade de média dimensão em Itália. Uma cidade que tinha a paixão pelo futebol e, fundamentalmente, pelo seu clube, o Nápoles. O amor dos napolitanos pela sua equipa era fervoroso, incondicional, transcendente, e, precisamente por isso, guardavam uma grande mágoa de continuamente se verem subjugados pelos grandes colossos da Série A.

O alvoroço começou quando o rumor se espalhou pelas ruas da cidade. Havia um jogador que se encontrava insatisfeito no seu clube, que manifestou desejo de sair e que Nápoles poderia ser o seu destino! Estavam a sonhar “só” com o melhor jogador do mundo. Neste momento de êxtase colectivo a cidade deu as mãos ao clube, fizeram-se peditórios pelas ruas, pelas lojas, pelos empresários da região e juntou-se a verba para trazer não um jogador, mas um sonho! O sonho de um Nápoles campeão!

Para adeptos de um clube que está sempre a ganhar, mais campeonato, menos campeonato, não é uma emoção forte. Agora para um clube que nunca havia ganho um campeonato, os adeptos sentiram que tinham ali uma oportunidade palpável de agarrar o sonho, e fizeram-no! Conseguiram “vergar” os grandes clubes, tirando-lhes mesmo o protagonismo durante alguns anos… Os anos de ouro do Nápoles, os anos de ouro de uma cidade que ousou sonhar!

Diz o poeta que “o sonho comanda a vida”, digo eu que os napolitanos fizeram por sonhar… oito anos, ou melhor, oito temporadas. Ganharam dois campeonatos (1986/87 e 1989/90), uma Taça de Itália (1987), a Taça UEFA (1989) e uma Supertaça de Itália (1990). Acima de tudo, ganharam o respeito e a admiração, primeiro de Itália, e depois do mundo.

Aqui, mais de vinte anos depois, fica a minha vénia a quem ousou sonhar, a quem viu a oportunidade e agarrou-a, e saciou com títulos a “fome” de uma cidade, uma região que amava e ama o seu clube de uma forma única!

Ah, quase me esquecia, o jogador a que me referi era, claro, Diego Armando Maradona!!! Não me atrevo a adjectivar com palavras o futebol que este senhor escreveu com os pés. Portanto, fica aqui apenas esta homenagem ao melhor jogador de futebol de todos os tempos!

Fazendo o paralelismo com a nossa realidade, e, salvaguardadas as devidas distâncias, apetece-me dizer que também somos uma cidade, uma região que sonha com um clube campeão, vencedor, com títulos. E também, muito importante, um Vitória que abale a hegemonia destes “grandes”, que se mantêm eternos no trono do futebol português.

O Nápoles teve o seu “Rei” e chegou a um trono que lhe parecia inatingível. Nós, em Guimarães, temos que sonhar como os napolitanos, e ajudar a colocar o nosso Vitória no único lugar que dá dimensão à nossa paixão, o primeiro! Só o trono é digno do Rei…

PS: Já “só” faltam catorze anos para o centenário, era tão bom chegar a essa bonita idade com um sonho tornado realidade!!!

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Vitória – Atlético Madrid


Época de 1986/87…

Um ano em que os corações vitorianos rejubilavam de alegria…

Com efeito, uma equipa treinada, por um jovem treinador, de nome Marinho Peres,e coadjuvado por um ainda mais jovem Paulo Autuori ameaçava tornar-se um caso bem sério no panorama futebolístico nacional e mesmo europeu!

Assim, mesmo os mais jovens terão já ouvido falar num dos mais belos onze da história do Vitória… De cabeça era assim: Jesus, Costeado, Miguel, Nené, Basílio, Nascimento, Adão, N`Dinga, Roldão, Ademir Alcântara e Paulinho Cascavel.

E tantas alegrias estes homens nos deram… Inesquecível este jogo com o Atlético de Madrid, o segundo grande clube da capital castelhana e quiçá o terceiro maior do país vizinho… um clube que possuía internacionais que haviam brilhado no Mundial do ano anterior no México… homens da estirpe e classe de Tomás, Quique Setien, ou Julio Salinas.. de fazer aterrorizar qualquer um!!

Mas o Vitória neste ano era o verdadeiro Conquistador… não havia Sol ou chuva que detivesse a ânsia dos branquinhos em vencer…

E como chovia nesse dia, no velhinho Municipal… e quantas cabeças sofriam ficando molhadas, para de mãos dadas apoiarem os branquinhos, rumo a mais um sonho…Após o Sparta de Praga, com dois memoráveis golos do nosso artilheiro cascavel, já tudo era permitido!!

Começo do jogo…

Afinal quem é o colosso?? Esta pergunta era a mais ouvida nas bancadas, ao som dos bombos que a JUVI furiosamente espancava!!

Até que aos vinte e oito minutos, lance confuso na área madrilena e Ademir aparece como uma seta a cabecear para o fundo das redes colchoneras… Era golo do Vitória… mas não!!! Anulado por pretenso fora de jogo… Duvidoso… Muito!!! O proteccionismo aos grandes já existia!!

Mas o Vitória não ficou afectado… estes homens eram verdadeiros guerreiros qualificados… uns lutadores com uma classe inolvidável!!

Apesar deste frenesim na busca incessante do golo, o mesmo não surgiu até ao intervalo… e de relevante apenas a chuva que fustigava tudo e todos… Na altura o municipal apenas tinha uma ligeira cobertura na antiga Central!!

Segunda parte.. logo aos dois minutos!!

Lance confuso na área do Atlético…Paulinho enrola-se com o guarda-redes que julgava ter o lance controlado e pontapé da grande penalidade…Será que o árbitro se quer redimir do lance da primeira parte? E será que Cascavel vai conseguir marcar, perante a turba ululante vimaranense que se agita?

Mas no subconsciente de todos a certeza que o nosso inesquecível artilheiro é feito daquela massa que poucos têm… os seus nervos são de aço e o seu killer-instinct pede meças ao maior dos snipers…

Se bem o digo, melhor foi feito: GOLO do Vitória…Golo de Cascavel… aliás, o que mais se ouviu nessa memorável temporada…

O estádio em perfeita ebulição… numa loucura sana… num calor que seca os ossos encharcados da chuva!!

O Vitória empertiga-se mais ainda…como as equipas de topo quer mais… e vai ter mais, já bem no fim do jogo, após o desespero de algumas oportunidades falhadas!!

Mas a sorte protege os audazes…e como era corajosa esta equipa…

Bem no último minuto, o zairense N`Dinga interna-se na área, enrola-se com a bola, a mesma sobra para Roldão que à entrada da área não hesita…balázio ao ângulo e o Vitória faz o 2-0!!

Loucura total…qual dilúvio universal qual quê… O sonho de ir mais além na UEFA bem de pé… Festa! Abraços! Beijos! Bombos a bater! Gargantas roucas a berrar!! Momento inolvidável para quem o viveu…

Passados quinze dias estes homens haviam de carimbar a passagem à terceira eliminatória, após um embate com imensas peripécias em Madrid e que aguentaram estoicamente com dez … perdendo apenas por um zero…

Venceriam ainda os holandeses do Groningen, para caírem na neve de Moenchengladbach perante o Borussia local…

Mas esta epopeia branquinha foi inesquecível…foi memorável…

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Wisla Krakow – Vitória


A dois dias do jogo mais importante da nossa história, nada melhor que recordar a nossa única vitória fora de portas em competições europeias… nada melhor do que beber um pouco da inspiração destes homens que num dia quente de Setembro de 2005 foram heróis, para, posteriormente em Maio nos darem a dor mais profunda que qualquer Vitoriano sentiu, com o peso da descida…

Mas adiante que este relato pretende ser inspirador e não desmoralizante…pretende servir de rastilho para o nosso Centro Histórico sentir o que sentiu naquele fim de tarde daquela Quinta-feira, dia 29… pretende iluminar os nossos heróis…

Antes de mais relembremos o primeiro dos pontos de contacto entre esse dia 29 e a próxima Quarta-feira 27 de Agosto de 2008. A transmissão televisiva, como hoje, era incerta… ninguém sabia como podia ver o Vitória europeu de regresso, após a eliminação de 1998 aos pés do Celtic de Glasgow. A RTP mais uma vez fazia do serviço público um mero conceito – serviço público é transmitir um dos três do costume contra uma equipa da VIII divisão de Malta – e não transmitia o jogo…era definitivo…

Desespero em Guimarães… mas por vezes há soluções que do nada surgem e esta tornou-se inesquecível para todos…

A meio da tarde surge a notícia: vamos todos poder ver o nosso Vitória…e em ecran gigante…pois na Praça mais bonita do mundo, a Praça de Santiago, está a ser colocado um monitor enorme e um satélite de modo a podermos acompanhar as incidências da partida via um canal polaco…já que de Portugal só interessam os habituais, sendo os demais paisagem e só existindo para a imprensa de modo ao campeonato ter dezasseis clubes, e mais nada…

Alegria… o Vitória mesmo à distância iria ter apoio…e será que o grito de todos conseguiria chegar à Polónia? A resposta será dada neste texto, mas mais à frente…

O início do embate aproxima-se… recebem-se as primeiras imagens da Polón

ia…e a Praça vai enchendo… parece que o D. Afonso Henriques mudou de local, tal a quantidade de camisolas do Rei vestidas, cachecós e  bandeiras brancas  que se vêm esvoaçando orgulhosos. Entre todos, confiança…também não era para menos, pois havíamos vencido em Guimarães por três bolas a zero…e logo ao campeão polaco…

E além do mais este jogo podia servir de lenitivo para um péssimo início de época e que augurava o que posteriormente iria acontecer aos então comandados por Jaime Pacheco, regressado ao banco do Rei -os regressos em Guimarães nunca tiverao êxito… olhem Marinho Peres, Quinito e para os mais antigos Jorge Vieira… todos com um óptimo trabalho na sua primeira passagem pelo Berço e pais de desastres no regresso… Guimarães não vive, definitivamente, do mito Sebastianista!!

Início do jogo pelas 19h45m com a Praça cheia…cheia como um ovo e com os altifalantes instalados estrategicamente a debitarem os acordes desse hino lindo…que é o hino do nosso Vitória… parecia mesmo o Afonso Henriques…

O Wisla lança-se avidamente na tentativa de recuperação do resultado… Mauro Cantoro, Pawel Brozek, Radoslaw Sobolewski, Jean Paulista e os demais mostram que não estão para desistir e pressionam muito o último reduto vitoriano…rematam de longe…tentam triangulações… Os nervos aumentam em Guimarães, mas ao mesmo tempo a confiança vai aumentando com o decorrer dos minutos, pois Márcio Paiva, Mário Sérgio, Cléber, Dragoner e Rogério Matias – os elementos do último reduto – mostram-se tranquilos… uma tranquilidade surpreendente para quem tantos erros cometia na Liga nacional… os que naquele dia alinhavam de preto, por imposições uefeiras, mostram-se senhores do jogo… inteligentes e seguros na sua abordagem…

Intervalo… quarenta e cinco minutos já estão… está bem pertinho a entrada nos grupos da UEFA.. mas o Wisla vai dar tudo…tem de dar tudo e na Praça os vitorianos são unânimes…há que sofrer e saber sofrer…

Segunda parte de sofrimento… as constanstes investidas da equipa da terra onde nasceu Karol Wojtyla – João Paulo II, que era indefectível do clube rival do Wisla, o Krakow FC – são anuladas com classe pela nossa defesa, bem ajudada pelos nossos trincos Fávio Meireles – que grande jogo, meu Deus… – e esse portento dinamarquês que deixou saudades em Guimarães pela sua entrega e atitude, de nome Sebastian Svard.

O tempo passa…o Vitória parece cada vez melhor… o mago tunisino, Selim Benachour, que na primeira mão havia feito o seu primeiro desafio com a camisola do Rei e logo levantado o estádio com um golo do meio da rua, pega cada vez mais no jogo…o polaco Marek Saganowski, o  nosso “Sagan” tem cada vez mais bolas jogáveis… e é numa dessas a meio da segunda parte que na grande área descaído para a esquerda senta dois polacos, flectindo para o centro e em arco bate o guarda redes…

GGOOOLLLOOO do nosso Vitória, num grito que certamente se ouviu no leste europeu…Praça de Santiago e Oilveira em ebulição…. abraços imensos… altifalantes em violentos e ao mesmo tempo doces decibéis… logo Sagan, o polaco que nunca no seu país Natal havia marcado um golo ao Wisla, a criar uma obra prima inesquecível..um golo de compêndio…digno do melhor avançado que passou no Vitória depois do mítico Paulinho Cascavel e que não merecia ter figurado nesta equipa que posteriormente desceu de divisão…

Agora o tempo passa, mas os espíritos já repousam…o tempo passa e a eliminatória é nossa…está ganha… e o mesmo é confirmado pelo apito final do russo Gonev… o Vitória vai pela primeira vez na sua história à fase dos grupos da UEFA, onde haveria de encontrar em casa o Bolton e o Besiktas e fora o Zenith e o Sevilla…

Loucura na Praça…abraços…beijos… o hino uma vez mais…projectos para ir receber os heróis ao aeroporto…uma alegria imensa… a primeira vitória fora em competições europeias…

Que a próxima quarta feira dia 27 seja assim…que a felicidade se repita… mas que cada um  de nós possa ver o embate onde desejar… em grupo, em casa, na rua, mas que seja transmitido pela RTP… e que seja a segunda vitória fora em competições europeias…

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Vitória – Parma


Ano de 1996… um Setembro quente…
Quinze dias antes, na cidade dos produtos lactícinios italianos, o Vitória, o nosso Vitória havia-nos enchido de orgulho… efectivamente, vender tão cara a derrota perante o então colosso italiano não era para qualquer um…e aquele golinho de Gilmar podia dar-nos asas ao sonho…ao sonho de na Europa todos saberem que em Guimarães havia uma equipa, que apesar de não ter muito dinheiro, tinha alma e determinação!
Como já dito, um dia quente… e esperança, muita esperança entre nós adetos do clube do Rei… ainda, para mais, diz-se que o guarda redes Bucci não joga…será substituido por um menino de 17 anos que fará a sua estreia…Gianluigi Buffon, o nome diz-lhes alguma coisa?? Fosse hoje, e a esperança de na baliza estar Buffon, transformar-se-ia em terror…
mas o Parma, os “giallloblu” como são conhecidos em Itália, até para lá do velhinho e decadente Ennio Tardini eram mais que isso… eram Cannavaro, Sensini, Dino Baggio, Zola, Daniel Bravo, Amaral – sim, o do Benfica-, Enrico Chiesa, Lilian Thuram, entre outras estrelas…
Além destes, outra estrela pisou o Afonso Henriques: o famigerado árbitro gaulês Marc Batta, que tempos depois havia de ser acusado de ter estragado o sonho luso de se apurar para o Mundial 98, ao expulsar Rui Costa de forma injustificada.
Estádio bem composto, com todos os corações vitorianos a palpitar um por um sonho lindo…
Início do jogo, euilibrado…surpreendentemente equilibrado… o Vitória olha bem olhos nos olhos do papão… também para quem contava com homens da estirpe de Neno, Arley, Alexandre – há quem jure que nunca viram um defesa central fazer uma exibição tão impoluta e majestosa – Gilmar, Riva, Capucho, José Carlos, e os demais não podia deixar de lutar…
Até que subitamente todo este equilíbrio se esmorece…lance confuso a meio da intermédia parmegiana, um lance dividido que parece que facilmente vai ser controlado pelo último reduto transalpino, mas em, que,subitamente, Paneira se interpõe e se isola…
Bruás de esperança no Afonso Henrique…eis a oportunidade de materializar as nossas sensações oníricas… de dar um passo rumo à história…
E como foram longos aqueles segundos em que Paneira correu em direcção à baliza… mas os heróis não tremem e perante o menino Buffon – que neste jogo ainda não tinha nenhuma musa de nome Alena Seredova e tremia como varas verdes – picou-lhe a bola,s uperiormente, como que a exigir respeito pelos mais velhos…
Estádio em delírio…em ebulição…só quem nunca viu o nosso Afonso Henriques a fervilhar não entenderá o que escrevo…os Insane a cantar…. os fumos brancos a sobrevoar o recinto de jogo abraçando-o em cores alvas… o pigmeu já acertara no gigante!!
Todavia, esta história cujo climax em conto de fadas já se vislumbra, teve o seu momento dramático bem perto do intervalo…há quem me jure que nunca viu esse lance pois a RTP não transmitiu o jogo – outros tempos, mesmos critérios – a Eurosport só deu os golos e esses que juram a essa hora já estavam no bar a preparar-se para saborear um cervejinha – ainda com álcool, na altura – bem geladinha para o grito Vitória ser bem sincronizado…
Então foi assim, para quem não viu: Dino Baggio foge pela direita do seu ataque, deixa Quim Berto atrasado e centra para o segundo poste, onde aparece Zola com Neno já batido… Como a bola não entrou com o remate do mago transalpino isso ninguém sabe…nem hoje decerto o próprio saberá, mas quem acompanhou a carreira do pequeno mágico nascido na Sardenha, saberá que ele nunca, mas nunca, falhou um golo assim…de baliza escancarada, qual mulher a pedir amor, para posteriormente o ver negado…
Intervalo com suores frios…faltam ainda uns longos 45 minutos e aquela oportunidade, mostra que o clube patrocinado na altura pelo portentado dos lacticínios, esse famigerada e posteriormente escandalosa “Parmalat” estava sedento de limpar o orgulho e não perder em Setembro a hipótese de vencer a Taça UEFA…
Só que surpresa das surpresas..que grande segunda parte o nosso Vitória fez, manietando totalmente o Parma…o colosso, como se costuma dizer “nem cheirou”… e as oportunidades no contra atarque sucediam-se perante um atemorizado e atarantado Buffon…
Marc Batta ainda teve um acesso do seu anti-lisitanismo, quiçá a indicar, o que uns anos depois faria a Rui Costa e anulou um golo limpo, como a água, a Ricardo Lopes… mas o mesmo bem no fim do fogo, haveria de selar uma das mais bela spáginas da história vitoriana com uma cabeçada em habilidade que, aquele Buffon, não pôde deter…digo aquele, pois se fosse o actual, não duvidem… que era homem para defender aquela bola…mas com dezssete anos a fazer a sua estreia…
Os últimos minutos acho que ninguém mais se lembra…só se olhava para o relógio…o Parma quiçá aturdido com tudo que lhe acontecera queria mas não podia…o Vitória, agora queria defender e podia…defendia com unhas e dentes com uma dulpa majestosa que fez, talvez, o jogo de uma carreira… Arley, o homem que era especialista nos livres mas que nunca marcou um golo e Alexandre, o homem das atribulações psicológicas, foram grandes, gigantes…mas os outros jogadores de Rei ao peito também…
Até que..apito final, sendo que monsieur Batta protelou esse momento exageradamente…talvez o habitual servilismo a quem já e grande… Mas êxtase colectivo, um orgasmo psicológico de 15.000 vitorianos que viram o que muitos julgavam impossível acontecer… quem sabe, como agora, com o debutar na Champions…
Refira-se que o Parma nessa época só não foi campeão devido a um grande Milan…mas conseguiu o segundo lugar e apurou-se pela primeira vez para a Champions league… mas aquele jogo em Guimarães travou a Ancelotti e seus pares o sonho de uma época perfeita…
Quanto ao Vitória ficou em 5º, classificando-se novamente para a UEFA… todavia, após, o Parma haveria de cair, com muito azar, perante os belgas do Anderlecht… mas isso já são outras contas…ou conmo diria o outro, outra história!!
Vasco Rodrigues

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O primeiro é logo um dos mais lindos…

BREVEMENTE

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