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Paolo Maldini, eterno capitão!


Costuma dizer-se que na Natureza “nada se perde, tudo se transforma”! Como era bonito que no Futebol também assim fosse… No entanto, o dia 31 de Maio de 2009 vai ficar marcado para sempre na minha vida como aquele em que se perdeu, no futebol, a maior e mais bonita história de amor de um jogador pelo seu clube! Terminou a carreira Paolo Maldini!

Avança o arrepio na espinha, eriça a pele à medida que as palavras surgem para relatar uma carreira de 25 anos de futebol, sempre de camisola rossoneri! Fosse a qualidade das palavras digna da grandeza da carreira deste senhor, pois não há adjectivos que façam justiça a mais de 1000 partidas disputadas, sendo que pelo Milan foram mais de 900! E que dizer de 8 finais da Liga dos Campeões, vencendo 5? Enquanto escrevo nem sei bem se falo de um homem ou de um mito, pois os números são factuais, mas parecem sonhados! Em Itália são 7 Campeonatos, 1 Taça, 5 Supertaças; e ainda 5 Supertaças Europeias, 3 Mundiais de Clubes, entre outros! No total são 27 títulos, absolutamente incrível!

Tudo que se possa dizer das vitórias e prémios deste verdadeiro campeão ficará sempre aquém daquela que, para mim, é a sua grande conquista da carreira… A forma como nos ensinou a todos, não pelas pelas palavras mas pelos actos, a amar verdadeiramente um clube! A dedicar-lhe mais que uma carreira, uma vida!!!

Entrou aos 10 anos, um miúdo, de olhos verdes, tímido, para o clube milanês e sai agora aos 40, um homem, com os mesmos olhos verdes, mas com aura que veste os deuses… E não há timidez no Olimpo!

A vida pinta-se muitas vezes de realidades místicas que nem a ficção mais profunda supera… É o caso da família Maldini! O pai, Cesare, foi jogador (e mesmo campeão europeu pelo Milan), o filho, Paolo, capitão e símbolo maior do clube, e o neto, Christian, já joga nas escolas rossoneri! A mítica camisola 3, entretanto retirada como justa homenagem, voltará ao relvado de S. Siro se o filho se tornar jogador profissional milanês… E assim, nas bancadas como no Olimpo do Futebol, nunca o nome Maldini será esquecido, porque está gravado a letras de ouro de todos aqueles que amam o Futebol!

Os jovens futebolistas de hoje em dia, alguns até sem qualidade nenhuma, só pensam em transferências e contratos milionários, atentem bem na carreira deste senhor, e saibam ver o exemplo… Tenham a humildade de aprender!

Aqueles que não conseguirem ver a beleza neste exemplo de amor e dedicação a um clube, façam um favor ao futebol e arrumem as chuteiras…

Termino com as palavras do próprio Paolo Maldini, comentando a sua carreira: “Se, quando era miúdo, me pedissem para escrever a história mais bela do mundo para mim, escrevia-a tal e qual me aconteceu”!

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Contas Finais


Caros amigos vitorianos acabou, agora de uma forma efectiva, um campeonato que para nós, e tal como já aqui o tinha referido, já havia terminado há umas semanas atrás! Segurámos um pouco digno oitavo lugar, portanto a meio de uma tabela classificativa de uma Liga Portuguesa de Futebol que como sabemos tem a sua qualidade nivelada por baixo. Ou seja, para o Vitória Sport Clube terminar a meio da tabela, na minha opinião, é o equivalente a dizer que fizemos um campeonato fraco e desinteressante! Até porque, desde que temos dezasseis equipas na Primeira Liga, a competitividade tem vindo a decair, uma vez que só descem duas equipas, e com um plantel apenas razoável se consegue fazer um campeonato para não descer!

A nível global esta época a Liga Portuguesa foi melhor do que a época transacta, mais competitiva, com mais luta até final nos respectivos focos de interesse (competições europeias, luta para não descer e até mesmo para ver quem seria campeão)! No entanto, os números oficiais vão assustando, com destaque para cada vez menos espectadores nos estádios, para o acentuar da tendência de se marcarem menos golos, e, claro, os já tão badalados salários em atraso!

No que respeita ao nosso Vitorinha, como é fácil de perceber, esta época foi um logro, uma vez que se “tentou vender” a ideia de que teríamos uma equipa mais forte do que o ano passado, o que nós aqui desde o inicio soubemos desde logo desmentir, pois parecia-nos claro que este plantel vimaranense estava uns “furos abaixo” do que havia ficado no terceiro lugar! Semanalmente fomos confirmando as suspeitas, e terminamos num oitavo lugar, atrás, por exemplo, de uma Académica, que é uma equipa relativamente fraca!

É para mim muito claro que duas situações têm de mudar no nosso clube, se efectivamente queremos lançar-nos num rumo de sucesso contínuo, e não intermitente, como tem sido! Primeiro, a política de aquisição de jogadores tem de ser francamente alterada, no sentido de ser mais criteriosa, mais direccionada para o mercado nacional e, vou continuar a bater-me por isto, apostando na “prata da casa”, nos jovens que por nós são formados! Segundo, tem de haver em Guimarães uma sensibilidade especial nesta altura de crise, que como sabemos nos tem afectado bastante, e de uma forma séria e responsável, a Direcção do Clube tem de desenvolver incentivos para que os adeptos possam continuar a ir ao estádio! Bilhetes de família, redução de preços, descontos para quem vai mais vezes, o que bem entenderem! Agora façam é alguma coisa em relação a esta temática, porque de outra forma vão começara ver o estádio menos composto!

De uma vez por todas, caros vitorianos, tenhamos o bom senso de fazer atempadamente estas mudanças, para que no próximo balanço, em 2010, não tenhamos de sublinhar novamente estas situações, e possamos estar mais “concentrados” em festejar uma época de sucessos… Façamos por isso!

PS: Barcelona campeão europeu à custa de de um dos principios mais básicos do futebol, e tantas vezes esquecido pelos treinadores, a “posse de bola”… Só quem tem a bola pode jogar! E como eles sabem…

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O Jogo do Ano!


Esta semana, caros amigos vitorianos, este espaço que me é dedicado não vai ser preenchido com uma habitual crónica, mas antes com a antevisão do Jogo do Ano! As maiúsculas cumprem bem aqui a sua função, pois efectivamente trata-se de um daqueles jogos do qual se espera um espectáculo maior! Futebol com “F” grande!!!

É bem conhecida a forma como o Barcelona chegou a este jogo derradeiro, o que de certa maneira ainda ensombra um pouco a Final de Sonho! Aquela meia-final, com o Chelsea, vai por certo ficar na História do Futebol como uma das arbitragens mais vergonhosas de que há memória, com uma influência tremenda no resultado da partida, e consequentemente a presença na final! Por seu turno o Manchester United, tranquilamente levou de vencida a equipa do Arsenal, e chega, pelo segundo ano consecutivo, à final da competição!

Por certo já adivinharam, pois então, de que vos falo da Final da Liga dos Campeões, que tem como cartaz esta temporada um fabuloso Barcelona – Manchester United! Estarão os responsáveis da UEFA num frenesim incontido, pois certamente que a magnificência deste jogo lhes garantirá o recorde absoluto de assistência televisiva, e bem mais importante, receitas para lá de todas as expectativas!!!

Em relação ao jogo propriamente dito, será sempre um grande espectáculo! Roma “vai arder” sob os pés dos melhores jogadores do Mundo, desde logo com esse duelo quase de “capa e espada”, entre Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, mas acima de tudo porque se vão encontrar aquelas que são, de momento, as duas melhores equipas do planeta!

O que esperar? Eu espero Futebol… Espero a vitória do “jogo jogado”, a vitória dos adeptos, a vitória dos jogadores, a vitória de quem gosta do jogo… E como o futebol anda a precisar de vitórias!!!

Romantismo à parte, o meu prognóstico vai para a vitória do Barcelona, equipa que tem do meio-campo para a frente cinco violinos! Xavi, Iniesta, Henry, Etoo, Messi! Que lugar mais místico para juntar cinco violinos do que um Coliseu em Roma? A minha previsão, caros amigos, é de que vamos ter uma “sinfonia blaugrana” dia 27. Até lá, afinem-se os instrumentos…

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“This is the End”


defesa-ataqe

Caros amigos vitorianos, a Liga 2008-09 para nós acabou! Podem vir lá os responsáveis com aquelas conversa furada de que estes últimos jogos são para dignificar a camisola, para conseguir a melhor classificação possível, honrar o emblema, blá, blá, blá, … Até prefiro mentalizar-me que acabou o campeonato com a vitoria frente à Naval, para não recordar aquele jogo intrincável contra o Rio Ave!

Com jogos como aqueles de sexta-feira é fácil perder a paciência, é fácil encontrar outros interesses que nos prendam e deixar o futebol para segundo plano. A paixão pelo clube nunca se perde, mas o interesse pela modalidade esmorece! Custa digerir uma ida ao estádio, os sacrifícios pessoais, o custo financeiro, para ver (não ver) um jogo de futebol… Ou suposto jogo de futebol.

Às vezes não é fácil ser adepto desta modalidade, principalmente desta Liga Portuguesa de Futebol que concorre com os grandes campeonatos estrangeiros, já para não falar do mundo à parte que é a Liga dos Campeões! Ainda há uns tempos atrás, estava a “dividir-me” entre um fabuloso Real Madrid – Barcelona e um miserável Académica – Sporting, e até pareciam desportos diferentes! Na capital espanhola duas equipas a jogar futebol como se não houvesse amanhã, com estádio cheio, com grandes jogadores, com entusiasmo, com golos (muitos e fantásticos) … Na cidade dos estudantes, duas equipas fracas, sem ambição, sem qualidade, com um ou outro jogador mais voluntarioso, a jogar para não perder e se der, se acontecer, um golinho (logo se vê), um estádio sem público, onde a maior excitação dos intervenientes foi insultar o arbitro! Realidades perfeitamente antípodas…

Compreendo perfeitamente que as realidades financeiras também são totalmente díspares, aceito que não possamos ter no nosso campeonato os melhores jogadores do mundo, mas que diabo não conseguimos ter jogadores e treinadores que gostem, se dediquem e façam revitalizar o Futebol Português? Sim, o Futebol com “F” maiúsculo, aquele jogo crescemos a jogar na rua, que fazia parar-nos o mundo!!! Se nos tiram a paixão pelo jogo fica só a clubite, ficam só as guerrinhas, ficam só presidentes, dirigentes e empresários, vai-se e esvai-se a beleza do jogo…

Quem gosta, quem ama, quem quer continuar a ter Futebol, tem de exigir outro rumo para a modalidade, assente na qualidade! Urge outro rumo, outro futuro!

PS: Um dia ainda vamos descobrir quais os critérios que presidem às observações e avaliações dos reforços do nosso Vitória! Aparecem jogadores em Guimarães que custa perceber como cá chegaram… Agora é o Sr. Kamani Hill, portador de um currículo muito pouco inspirador! A ver vamos…

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Guimarães, amor capital!


Caros amigos vitorianos, esta semana, neste espaço de opinião que tenho a felicidade de partilhar convosco, vou fazer um exercício para o qual já tinha sido desafiado, mas que sentia que ainda não era o tempo certo de o realizar! Bem, o tempo chegou!

Já há algum tempo que, por imposição laboral, estou a viver na área metropolitana de Lisboa, e sendo um vitoriano e acima de tudo um vimaranense irredutível, nem sempre é fácil a convivência com a mentalidade centralista dos alfacinhas!

O primeiro ponto de conflito tem a ver com a ideia de que fora da capital impera o provincianismo, sempre condicionados por uma visão tão redutora como analfabeta de que tudo que não é Lisboa é “o Portugal de segunda categoria”. E garanto-lhes, porque estou cá e sei, como é verdade o contrário! Conseguir fazê-los entender que Guimarães é uma cidade cosmopolita, que guarda na sua beleza a interacção entre o Património histórico preservado e a “nova cidade” que vai crescendo, de forma harmoniosa, na envolvência, não é fácil! Ouvem, mas não entendem! O que vale é que nós sabemos…

Segundo ponto de conflito, e este já com a influência do futebol, mas também com uma ideia que se generalizou a nível nacional: vêem os vimaranenses como pessoas violentas, ou com tendência para resolver tudo “à bruta, à pancada”! E aqui, confesso, às vezes dá-me vontade de lhes dar razão, e efectivamente aplicar o ditado: “já que temos a fama, vamos ficar também com o proveito”! São “moinhos de preconceito” que “este D. Quixote de Guimarães” vai peleando, numa guerra que é tão longa quão angustiante… Acredito!

Por último, a eterna discussão futebolística, a qual me prende muito tempo, mas com uma vitória já há muito tempo conquistada! Digam bem, digam mal, conheçam muito, conheçam pouco, todos já sabem e admiram (ainda que às vezes não admitam) a “paixão única”, tão avassaladora como genuína, que temos pelo Vitorinha… Não raras vezes digo que se lhes vê no rosto laivos de inveja por não amarem as respectivas cidades e clubes como nós, vimaranenses, amamos. Um sentimento profundo, que vem da alma, da essência dos que nascem no Berço! É certo que também não foi fácil o ano da descida, com segundas-feiras tortuosas, mas o orgulho nunca esmoreceu, e continua sempre “firme e hirto”, como a espada de Afonso Henriques, o Conquistador!

É certo que “os moinhos” são muitos, e o D. Quixote é só um, mas levo esta missão de fazer ver aos lisboetas de que as ideias pré-concebidas e centralistas que têm, em relação a Guimarães, estão completamente desfazadas da realidade! Bem, em relação ao futebol já sabem (e aprenderam a respeitar), que ser vitoriano é ter uma “paixão única”, tão dedicada ao clube como à vida… ou mais!

PS: A carta que ponho na mesa que mais lhes causa “dor na alma” é a de que, incontestavelmente, nós, em Guimarães, fomos primeiro portugueses que todos eles! Vá lá, até lhes fizemos o favor de os resgatar da alçada mourisca… à pancada, claro!

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Grandes verdades sobre coisa nenhuma!


Sempre que ouço o Presidente do nosso Clube falar me recordo desta “frase batida”, como dizia Sérgio Godinho, que entitula a crónica, pois a substância do seu discurso roça um irritante e redundante vazio!

A última intervenção, de que tive conhecimento, foi para mim a gota de água, a prova inequívoca que o Senhor Emílio Macedo da Silva é um erro de casting como Presidente do Vitória Sport Clube. Numa entreviste à Rádio Santiago disse, e passo a citar: “A minha maior mágoa foi o Alan não ter ficado, porque o Luís Filipe não conseguiu colmatar a sua saída, nem de longe nem de perto (…)”. Portanto, e só para nos situarmos sem qualquer margem para equívocos, o Presidente do Vitória critica fortemente um jogador do clube antes de a época terminar, e não satisfeito ainda elogia um jogador de um clube rival… Muito bom acto de gestão desportiva! Parabéns, ou então não!

Não sei se é perceptível a gravidade de uma declaração destas para um grupo de trabalho, é que não só desmotiva irremediavelmente um jogador nosso para o que falta do campeonato, como deixa os outros “de pé atrás” em relação a quem os comanda! Pior, claro, só motivar um jogador rival, cujo clube compete pelos mesmos objectivos que o nosso! Se tiver que se julgar o Luís Filipe será no final da temporada, porque, bem ou mal, enquanto cá estiver é dos nossos! Se falar é para motivar, não o contrário!

Com tudo isto, não quero dizer que tenha alguma coisa contra o Senhor Emílio Macedo da Silva, de certeza é tanto ou mais vitoriano do que eu, e que está a fazer o melhor que pode e sabe pelo clube! O problema é que não chega e não serve!

Às vezes eu sei que não é fácil tomar estas posições mais extremadas, escrever sem recorrer ao eufemismo para suavizar as palavras, mas também quem é “ovelha sem rebanho” tem esta independência para assumir, sem complexos, o que pensa, por mais controverso que seja. E o que penso é que esta Direcção deve terminar o seu mandato e dar lugar a outra que tenha mais capacidade para liderar os destinos (tarefa árdua, reconheço) do nosso amado clube.

PS: A arbitragem em Portugal está uma vergonha sem precedentes! O mais escandaloso é que “quem mais chora é quem mais mama…”, senão vejam diariamente as capas dos jornais, até parece que só há erros de arbitragem contra os chamados três grandes! Coitadinhos, até mete dó! Não sei se são piores os árbitros se os jornalistas!

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Realidade à Parte


Depois de um período sabático forçado, por razões diversas que não interessa agora escalpelizar, a minha crónica está de volta! Volta o futebol a correr-me nas veias e a driblar para o papel… O desafio é o de sempre: ver se ainda marco uns golos com as palavras!!!

O tema que lhes gostaria de falar esta semana, amigos vitorianos, é a monotonia competitiva que o campeonato português ameaça transformar-se, em face da supremacia futebolística do Futebol Clube do Porto! Não é fácil encarar esta realidade de ânimo leve, mas é uma evidência de tal forma palpável que não adianta muito escamoteá-la! Os portistas estão numa realidade à parte!

A Liga Portuguesa não só tem perdido competitividade nas últimas temporadas, como tem visto o seu interesse decrescer (com total impavidade dos responsáveis) face à indubitável hegemonia que o FCP apresenta! É que já nem os outros “ditos grandes” lhe fazem sombra, muito menos as restantes equipas em prova! Portanto, e como diziam os outros senhores, ou isto da “uma grande volta (…)”, ou começa a ser redundante, para não dizer ridículo, jogar-se uma competição que já se sabe quem vai ganhar!

Benfica e Sporting são candidatos ao título, se correr bem, até meio do campeonato, a partir daí começa o já famoso “campeonato da Segunda Circular”… Depois é só ver quem é a equipa surpresa da época (no ano passado fomos nós, claro!) e quem desce de divisão! E pronto, está resumida a Liga, vendo bem as coisas, há mais emoção no torneio de sueca lá do bairro!

Qual o papel do nosso Vitória neste argumento que parece já escrito para todos os anos? Seremos apenas figurantes (como esta temporada), ou podemos ser actores principais (como fomos na época passada)? Não é uma resposta fácil, mas a minha opinião é a de que temos rapidamente de aprender a representar, para lutarmos pelos papéis principais, e não estar à espera a sorte nos caia do céu! Já o disse, e reafirmo-o: O lugar do Rei é no trono! É pedir muito? A vontade cria superação!

Os responsáveis da Liga que atentem bem o que se passava em Inglaterra à vinte anos atrás, e no fenómeno em que se tornou a Premier League! Não é errado copiar os bons exemplos, é inteligência! Vejam quem são os semi-finalistas da Champions League!

PS: Vem aí a discussão pública do futuro do nosso Vitorinha, e como diz uma grande amiga minha: “agora é que vamos ter a burra nas couves!”…

Discutam-se os problemas, claro, mas mais para arranjar soluções do que culpados!

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Lionn será operado esta sexta-feira


lionnasfLion irá ser operado esta sexta-feira, no Hospital da Misericórdia de Riba D´Ave. O defesa direito  fracturou o perónio esquerdo no jogo frente ao FC Porto. O departamento médico de inicio optou por seguir um tratamento conservador, recorrendo ao gesso. Porém, depois de nova reavaliação, os responsáveis clínicos do Vitória decidiram  pela intervenção cirúrgica.

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O Medo do Sr. Cajuda!


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“Quem não quer ser lobo, não lhe veste a pele”! Se o Sr. Cajuda não estivesse cheio de medo de perder com o Braga, não jogava com aquela táctica!

Caros amigos Vitorianos, que mensagem passa um treinador à sua equipa quando altera a táctica (para uma mais defensiva) de propósito para um jogo? Sem rotinas, sem treino adequado, sem sequer mostrar segurança no que decide? Uma equipa com três centrais e sem avançado, que ideia transmite aos jogadores? A resposta, infelizmente, é uma só: MEDO!

Atentem só na diferença de mentalidade do treinador do Braga em relação ao treinador do Vitória! O Sr. Jesus jogou com dois pontas de lança (Paulo César e Renteria), acompanhados por um jogador nas costas (Luís Aguiar), secundados pelo Alan na direita e o César Peixoto na esquerda! Por seu turno, o Sr. Cajuda jogou sem ponta-de-lança, com dois médios defensivos e três centrais! Lá andamos nós a jogar para o pontinho! Esta mentalidade não se coaduna com a grandeza do Vitória Sport Clube!!! Faça favor de entender, Sr. Cajuda!

É claro que correu mal! E depois para tentar “lavar a cara”, o treinador do Vitória retirou o Danilo, (que estava perdido em campo), e colocou o Roberto, que já devia estar a jogar de inicio, tal como se provou pela melhoria do rendimento da equipa! Conseguimos logo de seguida criar perigo, e só por pouco não marcamos até ao intervalo! Na segunda parte dominamos o jogo, mas deixamos que os bracarenses o controlassem, e assim se “escreveu” mais uma derrota na Liga! A terceira seguida, e conseguindo essa “proeza distinta” de estar mais próximo dos lugares de descida, do que dos lugares de acesso à Taça UEFA!

Onde Manuel Cajuda esteve bem, foi, finalmente, ao assumir que esta época foi mal planeada, com a constituição de um plantel desajustado das necessidades do clube, e com escolhas de jogadores muito pouco certeiras! Já era tempo de fazer este mea culpa, e assumir a sua quota-parte dos erros cometidos! Assim a Direcção lhe siga o exemplo!

PS: Vem aí uma série de jogos muito complicada, pelo que ganhar ao Belenenses não é só importante, é fundamental! Até para afastar fantasmas recentes!

PS2: Dois dos treinadores do momento em Portugal já passaram por Guimarães, mas com passagens curtas! Falo, claro, de Manuel Machado e Jorge Jesus! É diferente a pressão e a exigência num clube grande!

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Cem Anos de Solidão!


Sempre que observo a expressão facial que o treinador do Vitória apresenta, de há uns tempos para cá, vem-me à memória o título desta obra fabulosa de Gabriel Garcia Marquez! Manuel Cajuda traz “cem anos de solidão” no rosto!

No fundo, Guimarães por estes dias está com um ambiente ainda mais trágico que a mítica aldeia de Macondo, onde se desenrola a acção do livro do escritor colombiano! Tudo parece acontecer à família vitoriana, assim como à família Buendia, onde em cem anos de narrativa todos os azares e desventuras do mundo lhes pareciam bater à porta! É certo que também estou a exagerar um pouco, mas esta época desportiva, para o futebol do Vitória, fica marcada por uma série de azares, infortúnios e contrariedades que parecem tiradas do “realismo mágico” da escrita de Garcia Marquez! E vejo então, no rosto de Cajuda, sintetizada toda esta realidade!!!

Tenho a certeza que se contasse tudo que lhe vai na alma, o Sr. Cajuda também podia escrever um livro. Claro que não teria a dimensão poética da obra de Garcia Marquez, mas certamente teria a sua dose de tragicidade, bem como algumas realidades que até superariam a ficção! A situação que está a passar certamente terminará no final da época, pois não acredito que o treinador algarvio continue em Guimarães! Já são demasiadas querelas com a Direcção, muitas não por sua culpa, mas outras também onde “pôs o pé em ramo verde”, expondo-se demasiado! É a famosa “faca de dois legumes” do Jaime Pacheco!!!

O jogo com o Braga que se avizinha é só mais uma prova de fogo, onde os jogadores, treinadores e direcção do VSC têm dar a volta a esta narrativa negra e lúgubre que têm sido as exibições da equipa! Sob pena de Guimarães se transformar irremediavelmente numa Macondo, onde deambulam fantasmas esquecidos, condenados aos seus famigerados “Cem Anos de Solidão”!

PS: Pesa-me a alma de utilizar uma obra tão bela, para comparar com uma situação tão triste! Fica a homenagem ao grande Gabriel Garcia Marquez…

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