O mercado de Inverno já fechou…
Mas, o velho chavão diz, que os bons encaixam em qualquer plantel…ainda que ambicioso e vencedor como o do Vitoria1922.com.
Assim, sendo, e porque quem integra esta equipa, tem de vir mesmo para marcar a diferença, ele aí está… um reforço de peso…
Duarte Magalhães, ex-director da comunicação do Vitória, a partir de hoje joga por nós…marca golos pelo vitoria1922.com… É um “capital vitoriano” imenso que vai desaguar todas as terças-feiras aqui, falando do que ele bem conhece: 0 Vitória…
Esperamos que seja do vosso agrado…
Capital vitoriano
1. O triunfo averbado em Setúbal não é mais do que a confirmação plena de que o Vitória estava a render menos do que aquilo que podia e sabia. Não porque de dentro da equipa brotasse qualquer tipo de “aburguesamento” ou comodismo, mas sim porque aprendi a entender que no futebol nem sempre querer é poder. Uma primeira volta aquém das reais possibilidades da equipa, provocada por factores aleatórios e outros que nem tanto, retiraram ao Vitória a confiança necessária para se superiorizar aos adversários e caminhar tranquilamente na parte de cima da tabela. No entanto, o jogo no Sado distribuiu indicadores claros de que a ascensão por nós desejada está perto de ser adquirida. Serginho é mesmo o guarda-redes do futuro, Nuno Assis está a regressar em grande, Fajardo voltou à “normalidade”e Marquinho está muito bem na frente. Resultado? Um triunfo gordo e inteiramente merecido, mas que não pode esconder uma lacuna terrível da época que decorre. Mais um golo sofrido de bola parada e a isto não é alheio um facto tão evidente como inequívoco. Gregory e Flávio eram os únicos cabeceadores de serviço e isso é manifestamente pouco em alta competição. Manuel Cajuda é sabedor desta realidade mas não lhe resta outra alternativa senão esperar. Falta-lhe um ponta-de-lança (Douglas ou Roberto) e um médio-ala alto (Luís Filipe) para equilibrar as contas nos lances defensivos, sendo certo que até lá a falta de ar estará para durar. Segue-se o Marítimo na Liga Sagres, concorrente directo na luta pela UEFA. Um óptimo adversário para o Vitória se aproximar dos lugares de cima.
2. O Conselho de Justiça da FPF atribuiu ao Vitória o acesso às meias-finais da Taça da Liga, direito esse conquistado dentro do campo e de acordo com as leis universais que regem o futebol. Ainda assim, há quem tenha ficado muito mal na fotografia. Mas vamos por partes. Ao que consta, um executivo da LPFP, incumbido de ratificar o regulamento da Carlsberg Cup, cometeu um erro de palmatória na redacção do documento. Da gaffe resultou uma série de episódios que em nada abonam a favor do bom nome da prova. Desde clubes a ameaçar com faltas de comparência a outros que jogarão sob protesto, é certo que esta edição da prova fica já manchada a negro. O pior mesmo é a condução que o organismo que tutela o futebol profissional confere ao assunto. Não se atribuem responsabilidades a ninguém e tudo segue dentro da normalidade. É urgente terminar com este sentimento de impunidade. Demitindo ou, no mínimo, afastando dos órgãos decisórios os prevaricadores. É o futebol que está em causa. Por último, o Belenenses. A imagem que o clube deixa neste processo não honra um passado glorioso, que conta inclusive com um campeonato nacional de Portugal. Não tem outro nome: é podre. Querer averbar vitórias sucessivas na secretaria, desta vez aproveitando o goal-average (termo bem definido há mais de 30 anos!!!) como cavalo de batalha, concede-me um misto de revolta e tristeza. Tomara que o Belenenses, imiscuído na luta pela descida de divisão na presente temporada, não venha a ter que fazer contas entre a diferença de golos marcados e sofridos. Se possível, trocando de divisão com o Gil Vicente.
3. Uma última nota para a convulsão directiva que grassa na actualidade vitoriana. Na semana passada, por motivos que só ele conhece, Manuel Almeida agitou as águas e abandonou a posição que ocupava na Direcção do Vitória. Desde aí muito se leu, ouviu e escreveu. Mas nada de bom e gratificante serviu ao Vitória. Não interessa a ninguém, e muito menos ao nosso Clube, conviver em clima de guerrilha interna e ao sabor do boato. Discutir os problemas é um sinal de vitalidade incomensurável, tanto que não haverá Clube em Portugal em que essa realidade é tão intensa e activa. Mas há limites e, quando estes são ultrapassados sem que daí se retirem dividendos positivos, o melhor mesmo é parar. Sou da opinião que os mandatos são para ser levados até ao fim, a menos que algo de muito grave ocorra. O que não é o caso, de todo. Emílio Macedo da Silva é um homem de convicções, que está no Vitória com espírito de missão e foi sufragado com maioria no último exercício eleitoral. Conhecendo bem o Presidente, sei que não se deixará bater pelo ruído de fundo e, bem ou mal, não se vergará um milímetro na defesa dos nossos interesses. Julguem-no no fim, depois de feito um balanço que até agora só pode ser visto como positivo. Não tenho dúvidas que é isto mesmo que o próprio pretende. O mesmo vale para Manuel Cajuda. Devolveu o Vitória ao seu lugar, fez e está a fazer um trabalho extraordinário, ainda que, como qualquer outro, não seja imune ao erro. No contacto que mantive com ele ao longo de dois anos, sempre lhe disse (eu e restantes colegas do Futebol Profissional) que se desgastava demasiadamente com assuntos para além do seu raio de acção. Penso que mudou e até entendo que o actual blackout é o reflexo disso, pretendendo focar-se única e exclusivamente na obtenção de máximo rendimento da equipa de futebol. Tem contrato até 2010, haja, pois, “cama” para ele até ao último dia. Com a certeza de que a bonança chegará outra vez.
PS – Um agradecimento especial ao Vitória 1922, pelo convite que me endereçou. Nenhum vitoriano se pode isentar de participar activamente na vida do Clube. É para isso que aqui estou.
Duarte Magalhães
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